31 de março de 2009

Ciranda

A vida hoje me pregou uma peça. E parece que é sempre assim; ela (a vida) se diverte nos fazendo de bobos. E os tiros saem pela culatra, a verdade se contradiz, os sentimentos se invertem, e (aí) a trama toda se complica; e o mocinho vira vilão, o príncipe vira sapo, a princesa cai da torre e o dragão a segura, voando pelos céus com suas asas de anjo (que caiu). Se esperamos demais por algo, surge a decepção, vinda não sei de onde, só pra atazanar. E quando já estamos cansados dela, desmotivados e decididos a jogar tudo pro alto, acontece "aquela coisa" que faz tudo mudar. É nessa hora que as cores se tornam mais intensas, e até o preto parece mais cinza, o branco quase vira luz. De repente, toda música que toca, toca pra você; e os cheiros te lembram os cheiros daqueles outros cheiros que você sentiu e gostou.

Acho que é daí que vem aquela idéia de pensamento reverso; de ficar pensando no não para ver se vem um sim... mas eu não acredito nisso. Minha teoria é que tudo são pontos de vista, e só. Quando o contentamento é grande, o brilho dos olhos ofusca “aquelas coisinhas” que seriam “grandes coisas” se pudéssemos enxergá-las. Chamo isso de ponto cego. E qual a solução? Não tem. E pra que solução? É tão bom quando a peça que a vida prega é a peça que estava faltando para nosso quebra-cabeça! (que quebra, e fica de ponta cabeça, e muda conforme a gente muda) Eu aconselho escrever um livro, pra relembrar quantas vezes der na telha o gosto daquela velha surpresa, e esperar por mais. E quando o mais não vier, e a decepção chegar, blá blá blá blá, pois eis que chega a roda viva... e tudo volta pro lugar.

5 comentários:

Matheus ;] disse...

pelo last cheguei aqui.
vizinha lá.

nessa roda vida, quem roda é a gente né ? isso me faz pensar. que estranho. as vezes ocupo lugares que não deviam sevir em mim .

parabéns :*

Cadu disse...

Te encontrei no Quimera embriagada, e tinha visto seus comentários no Road to Nowhere... mas só agora parei para ler seus posts. Bem diversos, não é? Gostei pra caramba de um mais antigo, "cantiga de escarnio", foda demais! Concordo com você em gênero, número e caso. Mas também gostei dos demais, nos quais notei muita sinceridade.
É verdade mesmo que a vida é imprevisível. Mas a graça é essa... viver na roda viva.

André Felipe disse...

A vida me pregou uma peça chamada natália ;) adorei te conhecer, flor, de verdade.
Um beijo pra ti.

Carlos L. R. disse...

Que bom que gostou do meu blog, Natália!
Depois vou ler seus textos com calma.
Abraço.

Lucas disse...

E qual seria a graça se fosse diferente? ;)

Quem me segue (se perde comigo)