<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870</id><updated>2012-01-04T16:52:36.787-03:00</updated><category term='Terceirizado'/><category term='despalavrando'/><category term='Sadomasô'/><category term='do lado de dentro'/><category term='Eight days a week'/><category term='Desafio coletivo'/><category term='Qualquer intenção'/><category term='Lirismo transbordado'/><category term='Memes e mimos'/><category term='Demasiadamente prolixo'/><category term='meditando'/><category term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Dezessete e poucos anos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>116</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1678936439090821915</id><published>2011-02-27T08:27:00.005-03:00</published><updated>2011-02-27T12:49:39.676-03:00</updated><title type='text'>Ela disse Adeus.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Now the deed is done&lt;br /&gt;As you blink she is gone&lt;br /&gt;Let her get on with life&lt;br /&gt;Let her have some fun&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entenda, aparentemente, eu não mudei muito desde os dezessete. Ainda visto 38 e meus cabelos ainda são cacheados. Eu ainda assisto desenhos animados e gosto de passar horas no telefone. Ainda choro quando assisto Titanic, e fecho os olhos quando vejo Laranja Mecânica. Eu ainda releio os livros velhos e durmo virada para o mesmo lado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu sei – e me pergunto se mais alguém sabe isso também – que já não sou a mesma. Pra começar, eu cresci 2 centímetros, haha. Ok, isso pode não parecer grande coisa, mas é que meu coração também cresceu – se dilatou com o calor de um novo amor, das novas (e já tão maduras) amizades. Acredito, porém, que não sou mais tão inocente. Sabe como é, depois de 6 assaltos a gente descobre que o mundo não é um quintal de casa, e depois de ter o coração partido tantas vezes, partir o coração de alguém é quase prazeroso. Eu disse &lt;i&gt;quase&lt;/i&gt;. Chamem-me de sádica se quiserem, mas o que estou tentando dizer é que é assim que as pessoas se tornam amargas e rabugentas. Não é culpa delas. Neste mundo, viver é como tocar guitarra sem palheta - toca melhor quem tem calos nos dedos. E não pensem que eu sei tocar guitarra. Mas e daí? Eu também não sei viver (não tenho calos o bastante). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra saber que eu mudei, basta dizer que eu queria fazer medicina quando comecei esse blog. E hoje – eu não só já passei no vestibular – como faço jornalismo e estou imensamente feliz com isso. A gente faz planos e pensa que sabe qual caminho vai seguir, mas a verdade é que gente não sabe nada. Nunca sabemos quando haverá um atalho, uma bifurcação ou cruzamento que vai mudar o rumo das nossas vidas. E nunca sabemos quem seremos amanhã. Por outro lado, basta olhar pra trás pra saber quem fomos e quem não somos mais. E eu não sou mais a menina de dezessete e poucos anos.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, não é apenas de um blog que eu me despeço hoje, ou mesmo de um amigo fiel – e companheiro – que esteve comigo por quatro longos anos, suportando minhas felicidades efêmeras e minhas melancolias constantes. Hoje eu me despeço – e me disperso – de uma fase da minha vida. Um tempo que veio e passou, mas que não passou por mim em vão, passou comigo. Enquanto eu escrevia histórias inventadas, eu escrevia também a minha própria história. Em cada verso tosco, em cada parágrafo mal elaborado, uma peça solta do meu quebra cabeça, um degrau na minha subida – ou na minha descida, quem sabe. Em cada leitor um velho amigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pensem que vou deixar de escrever, eu apenas não me encaixo mais aqui. Vou entender se vocês não quiserem vir comigo pra minha nova casa, afinal, esta pessoa que eu me tornei pode não agradar a todos. Mas estarei com as portas abertas pra quem quiser conhecer o meu &lt;a href="http://www.planetadesorientado.blogspot.com/"&gt;PLANETA DESORIENTADO&lt;/a&gt;, e agradeço de coração a todos que - alguma vez - já &lt;s&gt;me&lt;/s&gt; se encontraram aqui. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1678936439090821915?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1678936439090821915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1678936439090821915&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1678936439090821915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1678936439090821915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2011/02/ela-disse-adeus.html' title='Ela disse Adeus.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-2059697618141544301</id><published>2011-02-24T09:10:00.002-03:00</published><updated>2011-02-27T10:21:23.947-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Peso morto</title><content type='html'>Sou o peso sobre os seus papeis&lt;br /&gt;O tijolo que esmaga seus sonhos&lt;br /&gt;Sou a aliança dos infiéis&lt;br /&gt;Seu velho hábito enfadonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponho abaixo seu balão&lt;br /&gt;Sou chá gelado em tarde fria&lt;br /&gt;Da sua fé eu sou pagão&lt;br /&gt;Sua eterna teoria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho alergia ao seu incenso&lt;br /&gt;Sou o pigarro do seu cigarro&lt;br /&gt;Fujo de tudo que é intenso&lt;br /&gt;Você amarra e eu desamarro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas minha fuga é consistente&lt;br /&gt;Peso morto não sente dor &lt;br /&gt;Se sua verdade porventura mente&lt;br /&gt;Eu não quero morrer de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha entrega é comedida&lt;br /&gt;Tenho alma de ateu&lt;br /&gt;Pra não ser uma Julieta ferida&lt;br /&gt;Sacrifico meu Romeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-2059697618141544301?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/2059697618141544301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=2059697618141544301&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/2059697618141544301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/2059697618141544301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2011/02/peso-morto.html' title='Peso morto'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1583359783180719071</id><published>2011-01-20T00:02:00.029-03:00</published><updated>2011-02-27T09:54:59.697-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sadomasô'/><title type='text'>O sádico e a masoquista - Segunda parte (ou Do outro lado)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/TTeniTFzU8I/AAAAAAAAAz4/AvBDeAplgyg/s1600/d7f581b870750b60e9ee46cf15cd24e3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/TTeniTFzU8I/AAAAAAAAAz4/AvBDeAplgyg/s320/d7f581b870750b60e9ee46cf15cd24e3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Entro no seu jogo, mas não sei até que ponto você está jogando. Sei apenas que seus olhos lançam sobre mim o pecado e me contaminam. Você fere minha inocência e deflora meu pudor, impelindo ao meu corpo o desejo insano por seu desejo. E eu o invoco! porque – não posso resistir – gosto de vê-lo incendiar quando me vê. E eu o afasto! porque tenho medo que seu fogo me consuma, como o inferno um dia há de fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua mão que me afaga também me apedreja¹. E sob a exigência do seu toque eu já não sei se me assusto ou me entrego. O eco do seu abraço se prolonga... Ora me protege, ora me ameaça, mas sua inconstância me atrai tanto quanto me repele, e eu permaneço enclausurada nessa prisão de enigmas. Os teus e os meus. Minhas verdades mudas e suas mentiras proferidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouço o chamado dúbio da sua voz enquanto durmo. Sinto uma brisa me beijar mesmo quando janela está fechada, e um arrepio me sobe em espiral. Você traz o seu olhar pra velar meu sono?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordo sobressaltada e me descubro ofegante. Olho pra parede e ele (seu olhar) está lá. Não mais em sua face pálida, mas tatuado nos &lt;i&gt;meus&lt;/i&gt; olhos – como um papel de parede. Porque eu preciso que você me olhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;¹&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt; trecho original do poema "Versos Íntimos" de Augusto dos Anjos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1583359783180719071?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1583359783180719071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1583359783180719071&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1583359783180719071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1583359783180719071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2011/01/o-sadico-e-masoquista.html' title='O sádico e a masoquista - Segunda parte (ou Do outro lado)'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/TTeniTFzU8I/AAAAAAAAAz4/AvBDeAplgyg/s72-c/d7f581b870750b60e9ee46cf15cd24e3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8700765685206458797</id><published>2011-01-18T20:12:00.009-03:00</published><updated>2011-01-19T22:45:11.112-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Cantando na chuva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da melancolia, uma chuva veio a calhar. Era bonita a canção que ela tocava sobre o meu telhado, como se ele fosse um piano de cerâmica, e mais bonito ainda foi ver – pela janela – o horizonte branco todo riscado. Pareceu-me um desenho infantil, daqueles que todo mundo já fez: um céu de papel e uma nuvem chovendo  não-sei-quantos traços tronxos feitos a grafite. Eram os&amp;nbsp;únicos&amp;nbsp;desenhos que eu sabia fazer, na verdade, e ficava realmente indignada quando não notavam a diferença entre eles. Não era óbvio que um era orvalho e o outro era tempestade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felizmente, a natureza é uma artista melhor que eu. E traçou pra mim o esboço perfeito das lágrimas que eu precisava chorar e não chorei. Porém, passada a depressão, me ocorreu que Deus talvez não se importasse tanto assim com minha tristeza, e que chuva talvez fosse xixi. Sim, urina mesmo! Mijo, se preferir. Neste caso, as nuvens seriam as enormes bexigas flutuantes do céu. Por um instante senti nojo de todas às vezes eu abri a boca pra tomar água da chuva, mas esta sensação passou rápido. Afinal, chuva não passa de vapor de água condensado que precipita, e você sabe muito bem disso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi neste momento que eu percebi que precisava de um pouco de poesia. Olhei novamente pra rua e pensei: porque está tão vazia? “Houve um tempo que as crianças se divertiam tomando banho de chuva. Hoje em dia, só querem saber de vídeo game e sabres de luz!” Então decidi fazer diferente – fazer a diferença. Não importava se eram lágrimas, xixi ou simplesmente água; levei o guarda-chuva apenas para incrementar a coreografia. Infelizmente, não havia nenhum poste charmoso na rua. O poste que tinha, bom, era capaz de ter um curto circuito com todos aqueles fios desfiados! Achei melhor ficar longe dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda assim, saí girando meu guarda-chuva laranja, cantando loucamente, imitando a voz do Gene Kelly. E não sei se inspirei ou se irritei o céu, mas a chuva ficou mais forte. Eu mal conseguia manter meus olhos abertos. Percebi que as pessoas nas janelas me olhavam, algumas com desdém, outras com curiosidade. Se fosse um filme, provavelmente sairiam me seguindo, e iniciaríamos um lindo e animado coro com guarda-chuvas coloridos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas minha vida está longe de ser um filme – e se fosse um, com certeza não seria um musical. Meu guarda-chuva era na verdade uma sombrinha, que com o vento, desmontou. Saiu voando pra trás. E eu correndo atrás dela, ouvindo os olhares nas janelas se transformarem em detestáveis gargalhadas. É claro que ninguém tentou ajudar a pobre menina louca que saiu pra cantar no temporal. Você também não tentaria se estivesse lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando voltei pra casa, fui direto pro banheiro. Eu estava ridícula com o cabelo arrepiado e toda suja de lama, batendo os dentes de tanto frio. Então liguei o chuveiro no bem quentinho e deixei a água escorrer por meu corpo, sentindo até minha alma se aquecer. Estava tão entregue àquele momento, que nem percebi que tinha começado a cantar...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois vesti roupas secas e fui jogar Star Wars.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8700765685206458797?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8700765685206458797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8700765685206458797&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8700765685206458797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8700765685206458797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2011/01/cantando-na-chuva.html' title='Cantando na chuva'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8945478158531039441</id><published>2011-01-17T14:55:00.000-03:00</published><updated>2011-01-17T14:55:50.634-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Melancolia</title><content type='html'>Se eu fosse noite&lt;br /&gt;Hoje eu estaria nua&lt;br /&gt;Sem lua, sem estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estradas estariam sem carros&lt;br /&gt;As praças sem amantes&lt;br /&gt;O horizonte sem cor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu céu estaria nublado&lt;br /&gt;E minhas nuvens carregadas&lt;br /&gt;Choveriam o meu lamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento estaria parado&lt;br /&gt;Os mares estariam opacos&lt;br /&gt;Sem luz pra refletir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas estariam sem postes&lt;br /&gt;As mariposas estariam sem asas&lt;br /&gt;E as casas, sem janelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As donzelas estariam cansadas&lt;br /&gt;De esperar, de sorrir&lt;br /&gt;As crianças com medo de dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse noite&lt;br /&gt;A escuridão seria tanta, mas tanta&lt;br /&gt;Que os olhos deixariam de brilhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo inteiro seria um poço profundo&lt;br /&gt;Toda dor fecunda&lt;br /&gt;Toda alma imunda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu seria noite e o amor (em mim) se extinguiria&lt;br /&gt;Amordaçado &amp;amp; &amp;nbsp;sufocado&lt;br /&gt;Nesta melancolia&amp;nbsp;amarga&amp;nbsp;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8945478158531039441?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8945478158531039441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8945478158531039441&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8945478158531039441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8945478158531039441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2011/01/melancolia.html' title='Melancolia'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8030195533063030486</id><published>2011-01-16T23:19:00.007-03:00</published><updated>2011-02-27T10:09:24.833-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eight days a week'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Caixa postal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Er, oi. Eu sei que não deveria ligar. Você já deve estar cansado das minhas crises, das minhas cobranças. Não deve mesmo ser fácil namorar uma mulher como eu – que tem surtos. Sim, eu tenho surtos! De ciúme, de saudade, de certeza. Mas hoje, meu surto é de amor. Hoje eu te amo mais que todos os nossos velhos hojes, e sei disso porque – pela primeira vez – te amo apesar. Apesar da sua distância. Apesar da sua frieza. Apesar do seu tom maçante de quem está louco pra desligar. Andei pensando... É muito fácil amar porquê. Porque você cuida de mim, porque você me sorri com ternura, porque você me respeita e me cura de todas as minhas ressacas morais. Mas amar apesar, esta sim é a verdadeira prova de amor. Então desculpa se estou ligado outra vez. Desculpa por lotar sua secretária eletrônica e por gastar seu sono com minhas mensagens no celular. Eu não queria ser repetitiva, não queria ser tão irritante. Mas é que eu tenho surtos, meu amor, tenho surtos de você. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8030195533063030486?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8030195533063030486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8030195533063030486&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8030195533063030486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8030195533063030486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2011/01/caixa-postal.html' title='Caixa postal'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8185270172598821824</id><published>2010-06-18T08:44:00.007-03:00</published><updated>2010-06-18T10:31:28.956-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Qualquer intenção'/><title type='text'>Mentiras</title><content type='html'>Verdade seja dita: eu gosto das suas mentiras.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto quando você diz que eu sou linda, quando eu sei que você&amp;nbsp;nem&amp;nbsp;me vê. Gosto quando você diz que me entende, quando eu sei que você nem me escuta. Gosto quando você diz que me ama, quando eu sei que você não ama ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então minta pra mim. Minta para que eu possa fingir que acredito, para que nós possamos fingir que somos felizes, para que, de tanto mentir, se torne verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"A mentira é uma verdade&amp;nbsp;que esqueceu de acontecer."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(&lt;/i&gt;Mario Quintana&lt;i&gt;)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8185270172598821824?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8185270172598821824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8185270172598821824&amp;isPopup=true' title='60 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8185270172598821824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8185270172598821824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/06/mentira-e-uma-verdade-que-se-esqueceu.html' title='Mentiras'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>60</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8115211121850737591</id><published>2010-06-17T12:52:00.008-03:00</published><updated>2011-02-27T09:55:21.370-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sadomasô'/><title type='text'>O sádico e a masoquista.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/TBh_wsgeytI/AAAAAAAAAy4/_nwopEpFBjk/s1600/The_Sadist_and_The_Masochist_by_theekali2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/TBh_wsgeytI/AAAAAAAAAy4/_nwopEpFBjk/s320/The_Sadist_and_The_Masochist_by_theekali2.jpg" width="234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Da escuridão eu observo a fluidez lasciva do teu corpo e salivo pelo fulgor que teu olhar me nega. Por que tu não te entregas? Jamais te fiz nenhum mal que tu não desejasses ardentemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teu perfume doce exala – em silêncio – as tuas vontades indecentes, e elas preenchem meus pulmões com teu saboroso tormento. Minhas unhas, enquanto abriam escaras na maciez da tua pele, fizeram pequenas incisões na tua alma, impregnando-a com o que (em mim) há de mais vil. Eu sei que a luxúria faminta corre em tuas veias, e o sangue que te rega é tão negro quanto o meu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;És, na verdade, minha mais pérfida vítima. Amordaças nesses lábios vermelhos palavras cálidas jamais proferidas, e escondes-se na tua face de anjo com sagacidade felina. Mas saibas, – eu enxergo através da tua retina a tua insaciável fome de dor. E é pensando no teu prazer que eu cubro teu corpo com minha fúria devassa, mentindo-te  enquanto a possuo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8115211121850737591?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8115211121850737591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8115211121850737591&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8115211121850737591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8115211121850737591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/06/sadist-and-masochist.html' title='O sádico e a masoquista.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/TBh_wsgeytI/AAAAAAAAAy4/_nwopEpFBjk/s72-c/The_Sadist_and_The_Masochist_by_theekali2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8550668612112760415</id><published>2010-06-15T20:42:00.010-03:00</published><updated>2011-01-17T00:07:30.047-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eight days a week'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Les mots de tous les jours.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não me apaixono subitamente. Não que eu não acredite em amores a primeira vista ou em predestinação; estou dizendo que esses amores apenas não funcionam comigo&amp;nbsp;–&amp;nbsp;provavelmente por minha culpa. &amp;nbsp;Sabe, não confio muito em meus olhos. Tenho olhos de criança, tipo aqueles olhos de desenho animado, que olham para o Pica-Pau voando pelo céu e imaginam ele deliciosamente assado em uma bandeja, cheio de legumes ao redor. Eu sou daquelas que olha para o garoto que ama e vê corações pipocando por todos os lados enquanto anjinhos tocam sinos sobre nossas cabeças, mas não é daí que eu tiro a certeza do meu amor (tampouco das tremedeiras nas pernas, da falta de palavras e de ar).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Eu sei que amo porque eu me importo. Eu sei que eu amo porque eu tenho vontade de brigar quando ele faz alguma coisa absurda que coloca em risco a própria segurança. Eu sei que amo porque de manhã, quando eu acordo, eu tenho vontade de ligar só pra desejar bom dia; e a noite, quando eu volto da faculdade, eu ligo pra saber se o dia foi bom e me interesso por cada suspiro que ele deu. Confesso que às vezes ligo só pra saber se ele sentiu saudade de mim, e às vezes deixo de ligar só pra ter certeza que a saudade dele é verdadeira, e espero ansiosamente o telefone tocar. Eu sei que amo porque quando eu vou ao shopping, comprar roupas pra mim, passo muito mais tempo na sessão de roupas masculinas, imaginando como ele ficaria lindo com aquela camisa ou aquele boné. Eu sei que amo porque quando converso com minhas amigas é só dele que eu quero falar. E sempre que a gente fica em silêncio eu tenho vontade de falar freneticamente sobre como eu adoro o som intercalado das nossas respirações – mas isso faria com que eu parasse de ouvi-las. Eu sei que amo porque quando ele me diz coisas duras, ou fala comigo de forma grosseira, meus olhos se encham de lágrimas imediatamente, mas eu tento disfarçar pra que ele não se sinta culpado, afinal, eu que sou sensível demais. E quando ele precisa de mim pra alguma coisa eu ganho meu dia apenas por pensar que – por um momento que seja – eu sou indispensável em sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não me apaixono subitamente. Meu amor é construído dia após dia, como uma parede feita de tijolos. E chega um ponto que a parede está tão alta e tão forte que não há vento que balance, não há furacão que derrube. Somente a chuva lava a poeira e o cimento que escorreu, e meu amor fica brilhando como se passasse verniz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8550668612112760415?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8550668612112760415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8550668612112760415&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8550668612112760415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8550668612112760415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/06/les-mots-de-tous-les-jours.html' title='Les mots de tous les jours.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-2603698497463800727</id><published>2010-04-08T10:12:00.001-03:00</published><updated>2010-04-08T10:24:15.633-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Qualquer intenção'/><title type='text'>Timidez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(meu desejo escoa molhado pela minha boca seca e ecoa pro lado errado. É o eco mudo das palavras que eu engulo, molhado da saliva que eu derramo sempre que lhe vejo e me calo. Eu fecho os olhos pra você não ver que meus olhos gritam tudo aquilo que eu não falo, mas meu pensamento é ralo e escorre pelos dedos da mente, e não importa o quanto eu minta e tente, meu corpo não consegue esconder o abalo que sente quando eu sinto seu cheiro tão rente e inalo o hálito quente que sua respiração exala).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-2603698497463800727?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/2603698497463800727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=2603698497463800727&amp;isPopup=true' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/2603698497463800727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/2603698497463800727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/04/timidez.html' title='Timidez'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-2278096524722907302</id><published>2010-04-05T14:16:00.011-03:00</published><updated>2011-01-17T00:07:59.466-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Eco-logia.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;small&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Eu falava e minha voz voltava&lt;/span&gt;&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;falava e minha voz voltava&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;big&gt;e minha voz voltava&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;big&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/big&gt;&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;big&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;minha voz voltava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/big&gt;&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;big&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;voz voltava&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/big&gt;&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;big&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;small&gt;voltava.&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/big&gt;&lt;small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-2278096524722907302?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/2278096524722907302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=2278096524722907302&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/2278096524722907302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/2278096524722907302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/04/eco-logia.html' title='Eco-logia.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-7506641533615619584</id><published>2010-02-07T09:20:00.005-03:00</published><updated>2010-02-07T14:26:50.012-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Simbiose</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S26v8iXjBnI/AAAAAAAAAvY/BdYcam85pVk/s1600-h/Love_Is_Blind_by_icouldstayawhile.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S26v8iXjBnI/AAAAAAAAAvY/BdYcam85pVk/s320/Love_Is_Blind_by_icouldstayawhile.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O ar sem teu cheiro me é rarefeito&lt;br /&gt;Beijar sem teu gosto&lt;br /&gt;Tem gosto do medo de ser deposto &lt;br /&gt;Do posto de teu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando tu respiras meu ar&lt;br /&gt;E se deleita com meu beijo&lt;br /&gt;Quando tu correspondes ao meu arfar&lt;br /&gt;E quando tu deitas tua cabeça em meu peito&lt;br /&gt;Em&lt;i&gt; teu&lt;/i&gt; peito eu sinto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que teu corpo&lt;br /&gt;Responde aos meus estímulos&lt;br /&gt;E meu corpo &lt;br /&gt;Sustenta tua carne, teus ossos&lt;br /&gt;E teus músculos&lt;br /&gt;Que se contraem ao menor relance&lt;br /&gt;Do meu olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-7506641533615619584?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/7506641533615619584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=7506641533615619584&amp;isPopup=true' title='48 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7506641533615619584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7506641533615619584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/02/simbiose.html' title='Simbiose'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S26v8iXjBnI/AAAAAAAAAvY/BdYcam85pVk/s72-c/Love_Is_Blind_by_icouldstayawhile.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>48</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-6892251206975981963</id><published>2010-02-01T11:20:00.009-03:00</published><updated>2010-02-02T08:49:35.951-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Coração sem espinhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi emocionante quando o carteiro me entregou o pacote. Era uma caixa simples, coberta por papel madeira, carimbada com um aviso de “frágil”. Abri-a com as mãos tremendo, como se soubesse (ou sentisse) do que se tratava, e encontrei uma segunda caixa. Essa já não era tão simples: vermelha, envolvida com cetim e fitas douradas, parecia um presente de natal. Desatei os laços bem devagar - talvez pra prolongar o momento -, retirei a tampa e, dessa vez, encontrei um relicário antigo, já meio oxidado, mas muito bonito mesmo assim. Ele estava trancado com um cadeado de diário, daqueles que qualquer chave abre, e eu entendi o recado imediatamente: tu sempre me disseste que é muito fácil amar alguém de vez em quando, mas que amar alguém o tempo todo, com mau humor matinal, remela nos olhos, mau hálito, TPM, ronco, estresse e rotina repetitiva, é muito complicado. E eu, aparentemente, havia passado no teste, pois nosso amor estava resistindo aos desafios diários da convivência sem grandes dificuldades. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo que abri o relicário com a chave do meu diário, uma lágrima desapontou em meus olhos. Lá estava o teu coração, embrulhado em um plástico-bolha, pulsando, pulsando, pulsando. Tomei-o nas mãos – era macio e escorregadio - e aproximei-o do meu próprio coração para que eles pulsassem juntos. Uma felicidade sem tamanho me invadiu – e como poderia ser diferente? Aquela era a maior prova, não só de amor, que alguém já tinha me feito. Era uma prova de confiança e entrega absoluta. Naquele momento, certo do teu amor, eu tive certeza de que tu me farias feliz. Por isso, na mesma noite, pedi tua mão em casamento. Tu aceitaste sem sequer pestanejar, abraçou-me forte e disse baixinho em meu ouvido “cuida bem do meu coração”. Eu, quase ofendido com aquela recomendação, respondi que “quando a gente gosta, é claro que a gente cuida”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por muito tempo nós vivemos juntos e bem. No início, eu protegia teu coração como se ele fosse de vidro; andava com ele sempre pertinho do meu, pra garantir que continuasse a bater por mim. Quando, um dia, eu esqueci de levá-lo ao trabalho comigo,&amp;nbsp;fiquei nervoso a tarde inteira, suando frio, com medo que ele parasse por causa da solidão; mas descobri, ao chegar em casa, que mesmo distante ele continuava a bater – e que o compasso das batidas chamavam meu nome. Passei então a deixá-lo em casa, por ser mais seguro e mais cômodo (pra mim e pra ele); mas sempre antes de dormir ao teu lado, eu checava se teu coração estava bem. Entretanto, como ele só batesse mais forte a cada dia, passei a checá-lo de dois em dois dias, depois de semana em semana, de quinze em quinze dias... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós já estávamos casados há alguns anos, quando eu te notei triste, desanimada, quieta demais. Perguntei se tinha acontecido alguma coisa, e foi quando tu me disseste que teu coração estava sofrendo. Na hora eu fiquei em choque: “como assim sofrendo?”. Tentei lembrar da ultima vez que eu o tinha checado, e quando não consegui, a culpa me tomou. “Estou me sentindo muito sozinho” diria teu coração, se pudesse. Corri até o quarto, abri o relicário - agora verde de tão oxidado - e peguei-o delicadamente. Continuava corado, saudável e batendo forte como se nada tivesse acontecido - como poderia estar sofrendo? Fiquei irritado. Achei que tu estavas cobrando muito de mim, enquanto eu passava os dias trabalhando arduamente para sustentar nossa família. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda com teu coração em mãos, levei-o até você. “Olha aqui, ele está perfeito!” Eu disse em tom de revolta. Estava tão cego de raiva, que só percebi que havia apertado ele com força demais, quando tu colocaste a mão no peito e teus olhos se encheram de dor. Olhei pra minha mão, e vi que o teu amor escorria entre meus dedos. Escorria com o sangue que espirrava em minha blusa, e escorria vermelho, como o cetim da caixa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teu coração ficou bem, depois de costurado, mas teu amor escorreu tanto que acabou. Dias depois tu foste embora, levando consigo nossos filhos e até o plástico-bolha que eu gostava de usar como terapia. E fui eu quem ficou sozinho, lembrando de como eu tive certeza de que tu me farias feliz – e, Deus, como tu&amp;nbsp;me&amp;nbsp;fizeste feliz! -, sem jamais me preocupar retribuir a dedicação. Descobri que ser amado é, quem sabe, mais difícil que amar. Pois quando o amor oferecido é demais, a gente se acomoda, a gente se descuida, e a gente se esquece que coração sem espinhos, como me era o teu,&amp;nbsp;é mais fácil de esmagar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-6892251206975981963?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/6892251206975981963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=6892251206975981963&amp;isPopup=true' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6892251206975981963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6892251206975981963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/02/coracao-sem-espinhos_01.html' title='Coração sem espinhos'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-6567792337850995452</id><published>2010-01-27T19:48:00.052-03:00</published><updated>2010-06-18T10:04:38.407-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Postagem nada coletiva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse deveria ser um texto para uma postagem coletiva, cujo tema é “apenas mais uma de amor”, mas de repente minha cabeça ficou tão vazia de tudo e cheia só de você, que eu percebi que não queria escrever por nenhuma das minhas personagens hoje, porque o nosso romance é o meu preferido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, quando eu acordei, meu pai estava usando uma camisa de lampião que lembra aquela que você tem e que eu adoro, porque ela tem praticamente a mesma combinação de cores da camisa que você usou quando me pediu em namoro, que também combinava com o sorvete de amendoim e ameixa que eu tive que tomar. Grande idéia, a minha: “você toma meu sorvete preferido, e eu tomo o seu”. Se eu soubesse que seus sorvetes preferidos eram a junção do mais calórico com o mais amargo, eu não teria proposto. Não sei se eu já lhe disse, mas eu odeio qualquer coisa de ameixa. Odeio até bolos de casamento, justamente por terem ameixa, mas, por alguma razão, aquele sorvete de ameixa era diferente. Quer dizer, na primeira lambida eu senti meus olhos arderem, mas depois me concentrei em você devorando o delicioso sorvete de baunilha e coco que eu tinha escolhido, e comecei a achar tudo aquilo muito bom. Na verdade, eu estava bem mais preocupada com as calorias do amendoim do que com o gosto da ameixa... No início do namoro a gente tem que manter a forma, né? Depois a gente relaxa e diz que é pra testar o amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá vendo esse parágrafo anterior? É sempre assim. Eu penso em um pequeno detalhe que me lembra você (não que eu precise de alguma coisa pra lembrar de você) e parece que uma teia de aranha vai se formando em minha cabeça. Uma coisa leva a outra, e a outra, e a outra... Ilimitadamente. É quando eu percebo que a teia não é de aranha, é sua, e não está em minha cabeça, está em todo lugar. Cada rosto que eu olho, procuro algo seu. Pode ser um óculos, um corte de cabelo, um sorriso. É claro que eu nunca encontro realmente, mas você bem sabe que minha imaginação é fértil, e têm horas que eu tenho a impressão de que estou cercada por centenas de pessoas com sua boca, ou seus olhos, ou suas orelhas, ou seu nariz... Pessoas com pedacinhos de você, sabe? E a vontade que eu tenho é de recortar todo mundo e fazer uma montagem sua pra mim. E ah!, eu também escuto vozes. No restaurante, quando enchi meu prato de comida, eu posso jurar que ouvi você dizendo "estou orgulhoso de você, amor", e quando eu perguntei ao garçom sobre os sucos, você disse “um de maracujá, por favor”. Só depois me dei conta de que eu mesma tinha pedido o suco, que, aliás, eu nem tomei pra não chorar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltei calada no carro. Meus pais falando sem parar, meu irmão tocando violão (é, dentro do carro), e eu sem ouvir nada. Éramos apenas eu e meus pensamentos, assim como você diz que fica com os seus quando está deitado na sua cama. Por um instante eu até me imaginei na sua cama também, olhando pro seu teto inclinado que parece teto de casa de boneca, enquanto sua cachorra latia sem parar. Quando cheguei em casa, me joguei na rede – meu corpo todo doía como se eu tivesse levado uma surra - e olhei pro céu. Me perguntei se o céu que eu vejo aqui é o mesmo que você vê aí, e, não sei porque, nesse momento eu imaginei você me olhando por cima dos óculos, como você faz quando está sentado e eu estou em pé na sua frente. A partir daí, meu pensamento decolou. Fiquei lembrando da forma como você caminha com a mochila nas costas, do som dos seus passos, das camisas imensas que você usa de vez em quando - que são tão grandes que caberíamos nós dois lá dentro. Lembrei das suas mãos grosseiras na medida certa, sempre suadas, e da sua mania de ficar mudando de lado quando a gente anda junto. Lembrei do jeito que você morde o lábio superior quando está triste e da sua “cara de dor” quando quer chorar. Mas lembrei principalmente da sua expressão de serenidade, de quando a gente vem caminhando em direções opostas pra se encontrar na praia, na faculdade, no meio da rua, em qualquer lugar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi nessa hora que meu celular tocou. Pulei da rede e fui correndo atender, &amp;nbsp;na esperança que fosse você - mas não era. É sempre você, mas hoje não era. Eu lembrei daquela música &lt;em&gt;“o telefone tocou novamente, fui atender e não era o meu amor, será que ele ainda está muito zangado comigo?”&lt;/em&gt; e foi quando eu lhe telefonei. Esperei você dizer “oi amor”, mas você só disse “oi”, e eu tive vontade de morrer (senti medo que você não me amasse mais, mesmo ouvindo você dizer o&amp;nbsp;contrário). Meu primeiro impulso foi chorar, e eu só me&amp;nbsp;controlei pra não parecer descontrolada; mas, se quer saber, eu sou mesmo descontrolada quando estou longe você. É você quem tem as pilhas do meu controle remoto. E é por isso que esse post não pode, jamais, se chamar “apenas mais uma de amor”, porque meu amor por você não é mais um e não é apenas, e nada sobre ele o será. Meu amor por você é coisa de outro mundo, é um mundo de outras coisas que eu nem mesmo sabia que existia...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-6567792337850995452?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/6567792337850995452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=6567792337850995452&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6567792337850995452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6567792337850995452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/01/postagem-nada-coletiva.html' title='Postagem nada coletiva'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4967743453838707079</id><published>2010-01-25T20:42:00.001-03:00</published><updated>2010-01-25T20:46:53.239-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Um drinque.</title><content type='html'>- Um drinque, por favor.&lt;br /&gt;- Você é maior de idade?&lt;br /&gt;- Sou.&lt;br /&gt;- Pode me mostrar algum documento que comprove?&lt;br /&gt;- Bom, é que eu acabei de ser assaltada e...&lt;br /&gt;- Ah, sim, claro.&lt;br /&gt;- É sério!&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Então vai me dá um drinque?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Por que não? Eu juro que fui assaltada. Eram dois, não, eram três homens enormes, e eles queriam me seqüestrar, mas eu estava muito desesperada, chorando e gritando demais e eles acharam que chamaria muita atenção, por isso só levaram minha carteira.&lt;br /&gt;- Qual era a cor da camisa do homem mais alto?&lt;br /&gt;- Azul. &lt;br /&gt;- E do mais baixo?&lt;br /&gt;- Azul também.&lt;br /&gt;- Estavam todos de azul? &lt;br /&gt;- Não, o do meio estava de branco.&lt;br /&gt;- Mas não eram os três enormes?&lt;br /&gt;- Eram, mas até o mais baixo era enorme em sua pequeneza. &lt;br /&gt;- O mais alto devia ser muito grande então...&lt;br /&gt;- Ele era gigantesco! Devia ter uns dois metros.&lt;br /&gt;- Nossa, você deve ter ficado com muito medo.&lt;br /&gt;- Por que você acha que eu quero um drinque?&lt;br /&gt;- Não sei...&lt;br /&gt;- Vamos lá, por que eu mentiria pra você?&lt;br /&gt;- Pra conseguir um drinque?&lt;br /&gt;- Não... Seduzir você seria mais fácil.&lt;br /&gt;- E porque não me seduz?&lt;br /&gt;- Porque eu prefiro os caras com namorada.&lt;br /&gt;- Eu não posso ter uma namorada?&lt;br /&gt;- Pode, mas não tem.&lt;br /&gt;- Explique-se.&lt;br /&gt;- Se você tivesse uma namorada, não estaria falando comigo esse tempo todo.&lt;br /&gt;- Eu não posso ser um canalha?&lt;br /&gt;- Pode, mas não é.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Se você fosse um canalha, você tentaria me embebedar e...&lt;br /&gt;- Te daria um drinque.&lt;br /&gt;- Exatamente. &lt;br /&gt;- Qual era mesmo a cor da camisa do cara que te assaltou?&lt;br /&gt;- Azul.&lt;br /&gt;- Não eram três?&lt;br /&gt;- Você vai me dá o drinque ou não?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Idiota.&lt;br /&gt;- Ei!&lt;br /&gt;- O que é?&lt;br /&gt;- Quer tomar um drinque comigo amanhã?&lt;br /&gt;- Quero.&lt;br /&gt;- Traga sua certidão de nascimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4967743453838707079?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4967743453838707079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4967743453838707079&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4967743453838707079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4967743453838707079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/01/um-drinque.html' title='Um drinque.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8628481018514777834</id><published>2010-01-24T10:14:00.004-03:00</published><updated>2011-02-27T17:48:58.884-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>A cidade insone</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="320" mt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S1xFSXQIynI/AAAAAAAAArs/eDamM1I5cdA/s320/Sadness_by_hjzeeman.jpg" width="320" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O sono desce as avenidas&lt;br /&gt;Banhadas do sangue inocente&lt;br /&gt;De algum indigente&lt;br /&gt;Esquecido na sarjeta&lt;br /&gt;Quem sabe, com um tiro na cabeça,&lt;br /&gt;Esperando pela morte&lt;br /&gt;Já que a sorte não vem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sem freio, o sono se esconde&lt;br /&gt;Nas esquinas&lt;br /&gt;Sob a saia das meninas&lt;br /&gt;Que as tiram por qualquer tostão&lt;br /&gt;Pra qualquer barão&lt;br /&gt;Que minta bem&lt;br /&gt;E troque falsas esperanças&lt;br /&gt;Por uma trepada de graça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tangido pela fome,&lt;br /&gt;O sono some nas vielas&lt;br /&gt;Em busca de abrigo,&lt;br /&gt;Mas o céu chove sobre as pontes&lt;br /&gt;E as crianças debaixo delas&lt;br /&gt;Choram com frio e com medo&lt;br /&gt;De que o resto de suas vidas&lt;br /&gt;Seja um beco sem saída&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O sol já vai surgindo,&lt;br /&gt;Mas o sono ainda vaga&lt;br /&gt;Entre as putas humilhadas&lt;br /&gt;E os pobres exilados&lt;br /&gt;Que dormem nas calçadas&lt;br /&gt;Onde os gritos sussurrados&lt;br /&gt;E as atrocidades impunes&lt;br /&gt;Só a cidade testemunha&lt;br /&gt;Em suas madrugadas insones.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8628481018514777834?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8628481018514777834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8628481018514777834&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8628481018514777834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8628481018514777834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/01/cidade-insone.html' title='A cidade insone'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S1xFSXQIynI/AAAAAAAAArs/eDamM1I5cdA/s72-c/Sadness_by_hjzeeman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-720973182641344387</id><published>2010-01-21T20:45:00.001-03:00</published><updated>2010-01-22T00:13:09.346-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Rotas</title><content type='html'>Paixão é estrada longa&lt;br /&gt;Que percorro nas curvas&lt;br /&gt;Do seu corpo molhado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu suor é chuva&lt;br /&gt;Que molha seu corpo&lt;br /&gt;Ao longo da estrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu corpo é mapa&lt;br /&gt;Escrito em braile&lt;br /&gt;Que me guia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o vale dos seus seios&lt;br /&gt;Para atalhos do prazer,&lt;br /&gt;Perto da perdição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-720973182641344387?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/720973182641344387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=720973182641344387&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/720973182641344387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/720973182641344387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/01/rotas.html' title='Rotas'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-561865805349378820</id><published>2010-01-20T10:32:00.009-03:00</published><updated>2010-01-20T13:26:01.501-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio coletivo'/><title type='text'>Não amo ninguém!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela se apaixonava rápido. Não porque fosse fácil ou desesperada, mas porque estava sempre com o coração desocupado. É que ela também se desapaixonava rápido; não queria passar tempo demais esperando pela paixão errada. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava sempre a procura de uma paixão em potencial. Se encontrava algum rapaz bonito, que lhe desse atenção ou lhe sorrisse com ternura, dizia pra si mesma que podia ser ele, a paixão que procurava, e se apaixonava loucamente pela possibilidade de se apaixonar de verdade. Escrevia o nome dele no caderno, desenhava corações na porta dos banheiros, ouvia músicas pensando nele e fazia poesias, tudo para se convencer de que o amava. E quando percebia que se enganara outra vez, era como se sua nuvem de sonhos chovesse, e ela chorava copiosamente a morte do amor que aprendera a sentir. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante anos ela seguiu assim: sempre amando ou sofrendo. A maioria das paixões que ela tinha era platônica, mas houve duas ou três que evoluíram para algo mais sério, embora não tão sério quanto ela queria. Porque ela não se contentava em gostar, ela&amp;nbsp;precisava amar, e amor demais assusta. Gostar é pra coisas – diria se perguntassem - pessoas são feitas para amar. Ela gostava de amar pessoas. Gostava de dizer “eu te amo” mesmo que a recíproca não fosse verdadeira, e gostava de deitar na cama e ter em quem pensar, mesmo que não passasse disso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, durante uma caminhada na praia, uma amiga já casada e com filhos questionou o motivo de ela jamais ter se casado. “Mas você ama alguém de verdade?”, indagou a moça. E ela respondeu cantando... &lt;em&gt;“Se todo alguém que ama, ama pra ser correspondido. Se todo alguém que eu amo, é como amar a lua inacessível, é que eu não amo ninguém. Não amo ninguém. Eu não amo ninguém, parece incrível. Não amo ninguém. E é só amor que eu respiro.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://postcoletivo.blogspot.com/2010/01/nao-amo-ninguem.html"&gt;Postagem coletiva.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-561865805349378820?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/561865805349378820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=561865805349378820&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/561865805349378820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/561865805349378820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/01/nao-amo-ninguem.html' title='Não amo ninguém!'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-6942163612855731715</id><published>2010-01-17T00:50:00.000-03:00</published><updated>2010-01-17T00:50:07.558-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Poesia de bar (pra engarrafar a saudade)</title><content type='html'>A neve que cai em minha janela&lt;br /&gt;Lembra sua caspa em meu moletom&lt;br /&gt;Minha panela com molho vencido&lt;br /&gt;Lembra a cor do seu batom&lt;br /&gt;Que lembra sua boca em meu ouvido&lt;br /&gt;Cantando fora de tom&lt;br /&gt;O refrão que não para de tocar&lt;br /&gt;No jukebox do bar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu despertador &lt;br /&gt;É seu cachorro latindo&lt;br /&gt;O toque do meu celular &lt;br /&gt;É seu tango argentino&lt;br /&gt;As contas no meu cartão&lt;br /&gt;São vestígios dos vestidos &lt;br /&gt;Que você comprou pra eu rasgar&lt;br /&gt;No banheiro sujo do bar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei o disco arranhado&lt;br /&gt;Da nossa primeira lambada&lt;br /&gt;Lembrei da dança em seu ventre&lt;br /&gt;Da lambida em seu umbigo&lt;br /&gt;Das noitadas de domingo&lt;br /&gt;Do seu corpo como o copo&lt;br /&gt;Que matava minha sede&lt;br /&gt;Longe das mesas de bar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu cabelo ainda está na minha escova&lt;br /&gt;Sua roupa ainda está para lavar&lt;br /&gt;Seu olhar me encara no retrato&lt;br /&gt;E sua voz me fala, na secretária eletrônica,&lt;br /&gt;Que nós não estamos&lt;br /&gt;Mas que vamos voltar&lt;br /&gt;Por isso que eu, cansado de mim&lt;br /&gt;Eu espero por nós no chão desse bar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-6942163612855731715?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/6942163612855731715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=6942163612855731715&amp;isPopup=true' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6942163612855731715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6942163612855731715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/01/poesia-de-bar-pra-engarrafar-saudade.html' title='Poesia de bar (pra engarrafar a saudade)'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-3077800690415530853</id><published>2010-01-15T09:44:00.027-03:00</published><updated>2011-01-17T00:08:34.758-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eight days a week'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Estrelas são amores que morrem</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S7p7l4rswLI/AAAAAAAAAyQ/ths7mu29M-s/s1600/estre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282" src="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S7p7l4rswLI/AAAAAAAAAyQ/ths7mu29M-s/s400/estre.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Sabe, eu&amp;nbsp;descobri que esse brilho que te&amp;nbsp;enfeita o olhar quando tu me olhas é estrela. Estrela verde, ainda no pé. Olhos são ninhos de amor e pomares de estrelas. Outro dia, caminhando na rua e olhando pro céu, encontrei uma estrela da cor dos teus olhos. Primeiro sorri - senti o vento me envolver e pensei no teu abraço -, mas depois senti uma estranha tristeza nascer em meu peito e crescer, como fosse me engolir por dentro. Fiquei sem entender o porquê daquela angústia, a razão daquela súbita vontade de chorar, até que olhei novamente a estrela cor-de-teus-olhos e reconheci o teu olhar manhoso; aquele de quando tu queres colo, de quanto tu estás carente. Naquele momento eu soube que aquela estrela era tua. Ela brilhou nos teus olhos como esse brilho que te enfeita o olhar quando tu me olhas hoje, mas por outra pessoa. Estrelas são amores que morrem. E meu medo é deixar de ser brilho nos teus olhos pra ser estrela no teu céu.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-3077800690415530853?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/3077800690415530853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=3077800690415530853&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3077800690415530853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3077800690415530853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/01/estrelas-sao-amores-que-morrem.html' title='Estrelas são amores que morrem'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S7p7l4rswLI/AAAAAAAAAyQ/ths7mu29M-s/s72-c/estre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-5703269284529748205</id><published>2010-01-13T13:00:00.005-03:00</published><updated>2010-01-14T08:37:15.455-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Ob.sessão da Noite.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era por uma janela que ele a espiava todas as noites. Sentava-se na varanda, abastecia-se de suprimentos, binóculos, e esperava que ela, em algum momento, abrisse a cortina. Quando as noites eram de lua cheia, colocava também uma música instrumental para orquestrar a tão esperada aparição. Sim, porque nessas noites – em especial – a aparição era definitivamente devastadora: a persiana se abria lentamente, revelando inicialmente apenas fatias aleatórias da mulher; mas à medida que a cortina ia sendo puxada, um corpo feminino completamente nu ia se revelando,&amp;nbsp;como uma lua crescente que crescesse em questão de segundos. Não era todo dia que se via duas luas assim, uma ao lado da outra, competindo para ver quem tinha o brilho mais ofuscante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela noite de lua cheia, entretanto, ela não apareceu. Ele se levantou da cadeira, sentindo uma mistura&amp;nbsp;de decepção e preocupação, e conferiu o calendário na porta da geladeira: não era domingo, nem segunda, nem quinta, portanto ela não estava no Ballet, na academia ou jogando baralho com seu grupo de amigos fúteis e&amp;nbsp;desocupados. Os pais dela já estavam mortos, e também não havia irmãos&amp;nbsp;ou tios que pudessem importuná-la tão tarde da noite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teria arranjado um novo namorado? Mulheres bonitas, como ela, eram sempre cheias de admiradores, como ele, e não seria de se estranhar que algum deles houvesse se declarado. E menos de se estranhar ainda que ela houvesse aceitado, já que andava muito triste e carente desde a morte inesperada do seu último namorado. O coitado fora atropelado por um opala antigo na saída do trabalho. Os policiais não encontraram o responsável, pois o veículo fora rapidamente abandonado e não havia placa ou digitais que pudessem identificar o proprietário. Testemunhas oculares afirmaram ter visto um homem bastante gordo, só de cueca&amp;nbsp;e careca caminhar pelas redondezas, mas afirmaram também que seria impossível que alguém daquela largura tivesse saltado do carro com tamanha agilidade, a ponto de não ser flagrado por ninguém. Os policiais prometeram não desistir do caso, uma vez que ela aparecera aos prantos na delegacia, usando uma calça &lt;em&gt;legging&lt;/em&gt; e um top de ginástica – era segunda feira, dia de academia. Desde então, ela só vestia preto e não parava de ouvir as músicas muito ruins que o falecido namorado gostava de ouvir, que ela costumava odiar, e cujos CDs desapareceram misteriosamente – ela tivera que comprar todos novamente. Portanto, realmente não seria de se estranhar se ela tivesse decidido romper com o luto, e seria até bom&amp;nbsp;que ela voltasse a&amp;nbsp;usar lingerie vermelhas, mas ele preferia não pensar na idéia&amp;nbsp;de sua musa estar&amp;nbsp;com outro rapaz tão&amp;nbsp;cedo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda frustrado, ele abriu a geladeira. Retirou uma torta de chocolate particularmente apetitosa e devorou metade dela em alguns minutos, enquanto mantinha o olhar fixo em algum ponto nulo na parede da cozinha. Ela tinha que ter escolhido aquela noite para não aparecer? Justamente aquela noite, pela qual esperou ansiosamente desde a manhã anterior, quando acordara imerso em suor. Ele sonhara com ela. Sonhara que ela vinha à sua casa vender biscoitos para arrecadar fundos para a formatura. Ela usava um short curto de barra desfiada e uma blusa branca. Lembrava-se de ter desejado – no sonho – que começasse a chover ali mesmo, no corredor do prédio, só para que pudesse notar os mamilos dela se enrijecendo. Contudo, na falta da chuva, ele a tomou nos braços e carregou até o chuveiro, deixando rastros de biscoito por toda casa. Depois disso, ele só lembrava de ouvi-la gritando desesperadamente, chamando-o de ogro tarado. Em outro momento ele se sentiria ofendido e provavelmente se afastaria, envergonhado de si mesmo, mas ele olhou pra aquele corpo sinuoso, tão próximo ao seu – volumoso e pesado –, e todo receio foi embora pelo ralo, junto à água quente que caía do chuveiro enchendo o banheiro de vapor. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que ele engoliu o ultimo pedaço de torta, sua visão foi gradativamente recuperando o foco, e todas as imagens esfumaçadas que preenchiam sua mente, em forma de sonho, foram se tornando mais nítidas; as lembranças foram se tornando cada vez mais reais. Subitamente os olhos dele se arregalaram. A garganta se fechou para que toda a torta, animalescamente devorada, não voltasse à boca de uma só vez. Em um surto de tremedeira, ele cambaleou até o banheiro, apoiando-se nas paredes. Abriu a porta devagar – como se procurasse uma fenda no tempo. O ranger das dobraduras assemelhavam-se aos ruídos que advinham do seu próprio cérebro, que maquinava freneticamente, tentando assimilar o redemoinho de informações que se revelava de forma tão inesperada. Quando a porta finalmente se abriu, o choque: o corpo dela, esparramado sobre os azulejos encardidos do banheiro. As roupas estavam rasgadas, as pernas em uma posição no mínimo improvável (até mesmo para a melhor das bailarinas). E por fim, o rosto branco com olhos saltados às órbitas confirmaram a total ausência de vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desesperado, ele se afastou do cômodo. Chocou-se ainda com a parede antes de correr para o quarto&amp;nbsp; e pegar um molho de chaves. Desceu para o estacionamento exatamente como estava: apenas com roupas de baixo. Com as mãos trêmulas, escolheu a chave para um dos carros antigos que fazia parte da sua coleção. Entrou no veículo, girou a chave na ignição e foi embora, ouvindo uma música muito ruim. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-5703269284529748205?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/5703269284529748205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=5703269284529748205&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5703269284529748205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5703269284529748205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/01/obsessao-da-noite.html' title='Ob.sessão da Noite.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-7232559486008760118</id><published>2010-01-05T19:58:00.029-03:00</published><updated>2010-04-05T17:23:47.154-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Amaresia</title><content type='html'>&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Meu corpo deixa-se levar por tua correnteza&lt;br /&gt;Que me leva e traz ao teu bel prazer&lt;br /&gt;E me afoga na maré da tua prosa decorada&lt;br /&gt;A jazer nos tesouros dos teus velhos navios &lt;br /&gt;Afundados nos peitos muitos em que tu ancoraste&lt;br /&gt;Esquecidos nos vários portos que tu abandonaste&lt;br /&gt;Temeroso dos mares bravios e das tempestades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma concha pequena em tuas mãos&lt;br /&gt;Basta que tu as feche para me despedaçar&lt;br /&gt;E me transformar nos grãos que caem &lt;br /&gt;Da tua ampulheta para os chãos de areia&lt;br /&gt;Que no futuro teus pés virão a pisar&lt;br /&gt;E cujas pegadas tuas ondas hão de apagar&lt;br /&gt;[para sempre]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tenho alma de pescador &lt;br /&gt;Desafio teus monstros marinhos &lt;br /&gt;E mergulho sozinho na tua boca vadia&lt;br /&gt;- arriscado a ficar sem ar&lt;br /&gt;Abro os olhos no sal da tua pele&lt;br /&gt;Independente de arder ou cegar&lt;br /&gt;E invisto toda a minha coragem &lt;br /&gt;Na covardia corrente que te inunda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-7232559486008760118?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/7232559486008760118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=7232559486008760118&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7232559486008760118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7232559486008760118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2010/01/meu-corpo-deixa-se-levar-por-tua.html' title='Amaresia'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4425379160792241959</id><published>2009-12-18T10:17:00.004-03:00</published><updated>2011-02-27T10:04:36.507-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Síndrome de Raul</title><content type='html'>Sou a mosca na sua sopa&lt;br /&gt;Sou a roupa daquela moça&lt;br /&gt;Que você sempre quis ver nua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a mosca no seu ouvido&lt;br /&gt;Sou o zumbido insuportável&lt;br /&gt;Que o impede de dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a mosca na sua merda&lt;br /&gt;Que pousa na sua comida&lt;br /&gt;E lhe provoca indigestão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a mosca morta &lt;br /&gt;Parada na sua porta&lt;br /&gt;Implorando por seus restos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você nunca me nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4425379160792241959?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4425379160792241959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4425379160792241959&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4425379160792241959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4425379160792241959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/12/baygon-o-poder-e-seu.html' title='Síndrome de Raul'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-2314273899973133836</id><published>2009-12-16T07:37:00.012-03:00</published><updated>2010-01-13T10:00:24.899-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio coletivo'/><title type='text'>Kiss me</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tinha dezesseis anos. Todas as minhas amigas já tinham beijado, menos eu. Não porque eu fosse feia e nenhum garoto quisesse me beijar, mas porque eu tinha muito medo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sabia todos os passos, desde o grau de inclinação da cabeça à altura de elevação do pé. Eu já tinha assistido centenas de filmes, treinava com gelo, laranja, manga, e fazia todos os testes de “você está preparada pra beijar?” da Capricho, Atrevida, Tititi e qualquer outra revista &lt;i&gt;teen &lt;/i&gt;que pudesse me alienar do mundo. No espelho eu ficava ensaiando uma forma sexy de fechar os olhos - sem forçar demais, pra não parecer que não estava gostando, mas sem forçar de menos, pra não ficar piscando. Eu sabia que não podia fazer muito biquinho pra não parecer iniciante, e não podia ficar girando a língua feito hélice de helicóptero também. Levava na bolsa pastilhas de menta, hortelã e canela, além de escova de dentes e fio dental. Quando saía, nunca comia coisas com cebola, alho ou ovo. E o principal: eu sabia de cor a lista de meninos que eu supostamente havia beijado, porque se assumir como “BV” é suicídio pra meninas de dezesseis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha passado os últimos quatro anos evitando qualquer aproximação com o sexo oposto. Sempre que algum garoto demonstrava interesse em mim, eu inventava um namorado lindo que morava no acre. Isso até conhecer Marcos Alexandre, o novo amigo do meu irmão mais velho. Ele não era bobo como os meninos da minha sala. Era alto, forte, e tinha barba. Toda vez que eu olhava pra ele, eu imaginava a barba dele roçando no meu rosto, me fazendo cócegas, enquanto ele sussurrava barbaridades em meu ouvido. Quando eu pensava nisso dava um arrepio no corpo todo, uma agonia quente que vinha subindo desde o pé, e eu tinha que cruzar as pernas pra conter a onda de... tesão. Eu sei que é estranho uma menina que nunca beijou falar em tesão, mas eu tenho pra mim que sexo é bem mais fácil que beijo (e espero que seja mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas com Marcos Alexandre ficaram mais complicadas quando ele começou a reparar em mim. Ele passava na minha casa à procura do meu irmão, mas quando meu irmão não estava, em vez de ir embora, ele ficava conversando comigo durante horas. Nós ríamos muito, e quase nos beijamos uma vez, mas eu não tive coragem. Me fiz de doida e virei o rosto. Fiquei me sentindo uma idiota na hora, mas depois achei que tinha sido melhor assim. Eu estava há muito tempo sem escovar os dentes, e nós tínhamos comido amendoim com casca enquanto assistíamos à sessão da tarde – imagina se tivesse uma casca de amendoim bem no meu dente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia Marcos Alexandre me chamou pra ir a uma festa com ele. Na hora eu fiquei surpresa que um homem de vinte e um anos quisesse aparecer em público com uma menina de dezesseis. Isso me fez pensar que ele gostava mesmo de mim, o que era um sério problema, porque eu também gostava muito dele, e não queria de jeito nenhum perder a chance de dar meu primeiro beijo em alguém que eu gostasse. Prometi pra mim mesma que não teria mais medo. Vesti um vestido vermelho super decotado, prendi o cabelo – pra que ele pudesse beijar meu pescoço depois – e coloquei perfume nos lugares mais estratégicos. Escovei os dentes tantas vezes que minha boca ficou dormente, enchi minha bolsa de &lt;i&gt;trident,&lt;/i&gt; e fiquei cantarolando uma música da &lt;i&gt;Sixpence None The Richer&lt;/i&gt; até ele chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me pegou em casa, e quase nos beijamos novamente quando entramos no carro, mas eu quebrei o clima pra avisar que eu tinha que estar em casa antes das duas da manhã. Marcos Alexandre riu. Tenho quase certeza que ele já estava arrependido por ter chamado a mim pra acompanhá-lo, em vez de uma menina madura que o deixasse beijar em paz. Mas se ele estava mesmo arrependido, não demonstrou. Quando chegamos, e eu vi toda aquela gente se beijando, eu decidi que precisava de uma ajudinha. Esperei o garçom passar com as bebidas e virei um copo inteirinho de sei-lá-o-quê. Eu nunca tinha bebido na vida, então fiquei tonta na mesma hora, mas senti uma sensação tão boa de “eu sou dona do mundo” que virei mais três copos depois. Marcos Alexandre, que parecia impressionado com a minha performance de adolescente irresponsável, me chamou pra tomar um ar lá fora. Eu fui. Fui andando atrás dele, pra dar tempo de colocar um &lt;i&gt;trident&lt;/i&gt; na boca, e quando chegamos à varanda – a noite estava linda – ele colocou a mão em volta da minha cintura e avisou: “vou te beijar agora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia que um elefante dançava no meu estômago quando ele disse isso. Eu achei estranho que não fossem borboletas, como nos livros, mas só entendi o porquê quando senti todo o meu café da manhã, almoço e jantar subirem pelo meu esôfago diretamente pra minha boca. Marcos Alexandre já estava bem próximo a mim quando eu o empurrei pra frente e vomitei nos nossos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele foi o momento mais constrangedor da minha vida. Olhei-o como uma criança que acaba de quebrar o jarro mais caro da mãe, cobri o rosto e comecei a chorar, implorando – entre um soluço e outro – que ele me perdoasse por ter estragado seus sapatos. Foi quando eu senti uma mão erguendo meu queixo. Ele retirou minhas mãos, me puxou contra si, e me surpreendeu com o melhor primeiro beijo com gosto de vômito e temperado com lágrimas que alguém poderia me dar. Eu não tive tempo para fechar os olhos, meu pé estava nojento demais pra fazer qualquer movimento, e Marcos Alexandre, que nunca fazia a barba, decidira fazê-la justo naquela noite. Mas começou a tocar aquela música da &lt;i&gt;Sixpence&lt;/i&gt;, e nós dançamos juntinhos sobre um chão de vômito que mais parecia um chão de estrelas...&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;“Oh, kiss me beneath the milky twilight &lt;br /&gt;lead me out on the moonlit floor&lt;br /&gt;lift up your open hand&lt;br /&gt;strike up the band and make the fireflies dance&lt;br /&gt;Silver moon's sparkling, so kiss me”.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Outros beijos: &lt;a href="http://pe-da-cos.blogspot.com/2009/12/beije-me.html"&gt;Pâmela&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://certoquerer.blogspot.com/2009/12/kiss-me.html"&gt;Fernanda&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://omundoparanoico.blogspot.com/2009/12/kiss-me.html"&gt;Charlie&lt;/a&gt;&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;&lt;a href="http://tiagofagner.blogspot.com/2009/12/kiss-me-uatha.html"&gt;Tiago&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://meninarrea.blogspot.com/2009/12/beije-me.html"&gt;Raquel&lt;/a&gt;&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;&lt;a href="http://dumonteiro.blogspot.com/2009/12/beije-me.html?showComment=1260962978061_AIe9_BFPIIi5N2luWDOJ63kzIQzFYXrBG84RqwYxWzYD-kt93lSKj8GKTZ1Zu4V0elwLWKP1q7h07DmvMgTJOlY0SAOZBuU2KGz-bNfLbNJRoHgyuiqRhhKKE8aBOwQTPP2TRxcqC_JN47-cG3kyun4dwFGaiNxiES9lYIVLMMbdKk7N27aw4rC8NeCrYdeGfhOrHgd0-nlnENmHQS7wbpF-swakxWsCzQ#c1314376045758087802"&gt;Du&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://agravodeinstrumento.blogspot.com/2009/12/kiss-me.html"&gt;Andrey&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://viveirodeversos.blogspot.com/2009/12/beije-me.html"&gt;Alan&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2009/12/beije-me.html"&gt;Maria Fernanda&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://cotidiano-ponto-com.blogspot.com/2009/12/beije-me.html"&gt;Carla&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://surpresasinesperadas.blogspot.com/2009/12/um-sonho-dois.html"&gt;Nathalia&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://luciana-lux.blogspot.com/2009/12/me-beije.html"&gt;Luciana&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-2314273899973133836?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/2314273899973133836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=2314273899973133836&amp;isPopup=true' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/2314273899973133836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/2314273899973133836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/12/kiss-me.html' title='Kiss me'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-3002801988908335524</id><published>2009-12-14T12:24:00.008-03:00</published><updated>2009-12-15T21:22:24.803-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Passional</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Permanece nos lábios &lt;br /&gt;O asco de um novo último beijo&lt;br /&gt;Talvez o último dos últimos&lt;br /&gt;Talvez ainda não&lt;br /&gt;Mesmo o primeiro, fora uma vez o último&lt;br /&gt;O último primeiro&lt;br /&gt;O primeiro último beijo&lt;br /&gt;Incerto como tudo em ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus dedos te tocam e não te sentem&lt;br /&gt;Só tu me sentes&lt;br /&gt;[como lava crepitando em tuas veias]&lt;br /&gt;Mas saber do teu prazer me é prazer suficiente&lt;br /&gt;Ainda que não permeie tua alma&lt;br /&gt;Ainda que não transponha a muralha&lt;br /&gt;Que tu ergueste em tua volta&lt;br /&gt;Para que ninguém o faça&lt;br /&gt;Senão ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela que te faz invisível&lt;br /&gt;Quando és na verdade tudo que se vê&lt;br /&gt;Quando estás por toda parte&lt;br /&gt;Tu e teu cheiro entorpecente&lt;br /&gt;[que excita e transmuta meu corpo]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colônia, suor&lt;br /&gt;Reconheço-te pairando no ar&lt;br /&gt;Adentrando cada um dos meus poros&lt;br /&gt;Impondo sobre mim a tua presença insubistancial&lt;br /&gt;Ora cravada em meu peito&lt;br /&gt;Ora fluindo em minha mente&lt;br /&gt;Que vai minguando devagar&lt;br /&gt;Até saciar-se de pensar em ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em teus braços sou somente tua&lt;br /&gt;E até quando nos braços dele&lt;br /&gt;Sou também um pouco tua&lt;br /&gt;Porque quando tu te vais&lt;br /&gt;Sumido dentro da tua retração amarga&lt;br /&gt;Levas contigo um pouco de mim&lt;br /&gt;Que vai se perdendo nos outros seios em que tu te afogas&lt;br /&gt;Nas outras bocas que tu beijas&lt;br /&gt;No conhaque que tu insiste beber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu vou ficando vazia&lt;br /&gt;Vazia que mim e de ti&lt;br /&gt;Das vezes que tu não voltas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-3002801988908335524?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/3002801988908335524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=3002801988908335524&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3002801988908335524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3002801988908335524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/12/passional.html' title='Passional'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-7068626101445359666</id><published>2009-12-10T13:00:00.015-03:00</published><updated>2010-04-05T19:21:22.087-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Do remorso</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Remói o cérebro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;ébrio do tormento etílico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;típico do poeta inventado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;interpretado no desejo decadente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;de ser regente da própria vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;vendida a preço de banana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;porque a grana é curta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;e o olho é grande.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;II&lt;/div&gt;Enfarto fulminante da paz&lt;br /&gt;que jaz na fumaça do fumo&lt;br /&gt;- consumo que mata&lt;br /&gt;consumindo a fome de morrer&lt;br /&gt;- cadáver do sossego&lt;br /&gt;no aconchego da mentira&lt;br /&gt;e na mira da verdade.&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;big&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mordaça na boca da mente&lt;br /&gt;dormente no silêncio&lt;br /&gt;da iminência de falar&lt;br /&gt;e entregar o pensamento mudo&lt;br /&gt;com medo que os ouvidos do mundo&lt;br /&gt;escutem os segredos imundos&lt;br /&gt;entalados na boca do estômago.&lt;/big&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-7068626101445359666?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/7068626101445359666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=7068626101445359666&amp;isPopup=true' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7068626101445359666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7068626101445359666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2008/10/i-remoi-o-cerebro-ebrio-do-tormento.html' title='Do remorso'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-2895222955146043354</id><published>2009-12-09T08:49:00.036-03:00</published><updated>2010-01-13T10:01:14.713-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio coletivo'/><title type='text'>Noites de um verão qualquer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma noite escura de verão, quase não havia vento, e o mar dormia tranqüilo, coberto pelo manto negro. Mas algo me tirava o sono. Abri a escotilha para espiar a estrela do norte: ela brilhava no céu de poucas nuvens, olhando por mim como uma protetora silenciosa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como não conseguisse dormir, eu subi ao convés. Fingi para mim mesmo que queria apenas ver minha estrela guia mais de perto, mas eu sabia que não era isso. Meu corpo todo se arrepiava apesar da ausência de vento, meu coração batia na ponta dos dedos e minha respiração ofegava sem qualquer motivo aparente. Eu pensei que fosse algum pressentimento ruim; uma tempestade silenciosa que se aproximava, um monstro marinho faminto por minha carne dura. Pensei até em fazer uma prece – nesses momentos, acreditar em Deus parece conveniente –, mas minha atenção foi absorvida pelo canto que me inundou de repente. Era um canto diferente de tudo que eu já tinha ouvido. Não era doce, nem agressivo, nem melodioso, não era sequer afinado, era apenas uma profusão de notas e subnotas, indo e vindo dentro da minha cabeça, como ondas do mar. Era isso. O canto não me adentrou os ouvidos hora nenhuma, ele estava dentro da minha cabeça o tempo todo, feito fosse minha consciência acalentando meu cérebro cansado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei o que vocês estão pensando. Eu também pensei que estivesse ficando louco. Não precisava ser grande intelectual pra saber o que aquele canto significava e pra saber que era impossível. Mas impossível é uma palavra abstrata, sem valor algum. Tudo é possível, mas o egocentrismo do homem transformou em mentira tudo aquilo que ele não sabe explicar, nomeou de impossível todas as possibilidades mais fantásticas. Mas eu sei disso agora. Naquela noite eu nada sabia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O barco foi seguindo um rumo próprio, movimentando-se rápido e só, contra o vento e contra a correnteza, contrariando todas as leis físicas que eu tinha como certas. Eu vi a estrela do norte ficando pra trás e soube imediatamente que deveria fazer algo para impedir. Mas o canto em minha cabeça me chamava, e eu ia como um rato farejando queijo, mesmo ciente de que estava indo direto para a ratoeira. Era uma consciência inconsciente, entende? Não adianta saber das coisas, se não há força para resistir e controlar a situação. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mar a noite é escuro, nada se vê através das águas negras senão o reflexo da lua. Mas naquela noite sem lua, outro astro tomou seu lugar. Era uma estrela-do-mar, por assim dizer. Uma fada das águas, meio peixe, meio gente. A lenda que todo pescador sonha em encontrar, e estava ali, diante de mim, flutuando sobre as águas. Os cabelos dela eram de uma cor entre marrom e o dourado, a pele era branca feito folha de papel, e os olhos eram notívagos e hipnóticos. Eu a olhei por um minuto – que passou lento como se fosse um ano –, e quando o fiz o canto ficou mais alto e mais claro. Ela estava tentando me dizer algo, embora sua boca nem fizesse menção de se abrir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Feche os olhos” Eu a ouvi dizer dentro da minha cabeça. E assim eu fiz. Fechei os olhos pensando que ia ver tudo preto, mas minhas pálpebras pareciam que eram transparentes. Eu estava de olhos fechados, mas continuava a vê-la. Seus cabelos dançavam no vento, e os reflexos nas gotas de água que espirravam em volta dela lembravam confete de carnaval recortado em papel laminado. Eu estava maravilhado, quando percebi que ela se aproximava de mim, mais e mais. Senti que uma escola de samba passava no meu peito, quando os lábios dela tocaram os meus. Tinha o gosto do meu doce preferido, e os cabelos dela, que se enroscaram no meu corpo todo, tinham cheiro de praia. Ela me envolveu naqueles braços finos e eu me entreguei como uma virgem que se submete ao macho impassível. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei estirado na areia, com o sol cegando meus olhos. Meu barco nunca foi encontrado, e ninguém sabe como eu cheguei á costa. Mas eu ainda sinto na boca o gosto do meu doce preferido, e quando fecho os olhos imagino a figura dela, sugando a minha existência para algum paraíso secreto nos sete mares. Sei que jamais a encontrarei novamente. Sereias são promíscuas, se aninham nos braços de qualquer pescador e roubam seus corações para si. Ela ficou com o meu. E eu fiquei apenas com a lembrança de uma noite de verão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa não é mais uma história de pescador. Aconteceu de verdade comigo. Mas eu sei que você não vai acreditar... &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"A paixão pode ser avassaladora.&lt;br /&gt;Muitos amores começam logo os gatos saem a noite,&lt;br /&gt;e acabam-se com o canto do cotovia"&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Desafio coletivo: um amor de verão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Leia também as histórias de &lt;a href="http://pe-da-cos.blogspot.com/2009/12/uma-noite-qualquer-de-verao.html"&gt;Pâmela&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://bonequinhadeseda.blogspot.com/2009/12/noites-de-um-verao-qualquer.html"&gt;Maria Fernanda&lt;/a&gt;, &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://agravodeinstrumento.blogspot.com/2009/12/uma-noite-qualquer-de-verao.html"&gt;Andrey&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://certoquerer.blogspot.com/2009/12/noites-de-um-verao-qualquer.html"&gt;Fernanda&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ardepracurar.blogspot.com/2009/12/noites-de-um-verao-qualquer.html"&gt;Matheus&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://omundoparanoico.blogspot.com/2009/12/noites-de-um-verao-qualquer.html"&gt;Charlie&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://viveirodeversos.blogspot.com/2009/12/noites-de-um-verao-qualquer.html"&gt;Alan Félix&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Quer participar também? Escreva e avisa pra gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-2895222955146043354?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/2895222955146043354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=2895222955146043354&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/2895222955146043354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/2895222955146043354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/12/noites-de-um-verao-qualquer.html' title='Noites de um verão qualquer'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-7757351835398495978</id><published>2009-12-04T23:34:00.001-03:00</published><updated>2009-12-07T07:46:37.516-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Abiótico</title><content type='html'>No meu sonho mais lunático&lt;br /&gt;Moro em território desértico&lt;br /&gt;Onde tudo que nasce é de plástico&lt;br /&gt;Onde todo sorriso é sarcástico&lt;br /&gt;E todo amor é hipotético&lt;br /&gt;Porque todo sentimento é bélico&lt;br /&gt;Todo cristão é cético&lt;br /&gt;Todo abraço é sintético&lt;br /&gt;Todo mentiroso é mágico&lt;br /&gt;Todo pagode é clássico&lt;br /&gt;Todo mundo é estético&lt;br /&gt;E o mundo todo é estático&lt;br /&gt;O sexo é prático&lt;br /&gt;O afeto é lógico&lt;br /&gt;O coração é cáustico&lt;br /&gt;Calcificado e analítico&lt;br /&gt;Feito discurso de político&lt;br /&gt;De partido democrático&lt;br /&gt;Que promete ser fantástico&lt;br /&gt;Mas deixa o cenário caótico&lt;br /&gt;Pro povo se tornar mais católico&lt;br /&gt;E ajudar o membro eclesiástico&lt;br /&gt;Que vai ter um encontro orgástico &lt;br /&gt;Com Jesus, o menino simpático&lt;br /&gt;Que tem um pai neurótico&lt;br /&gt;Por querer ser poético&lt;br /&gt;Em território desértico&lt;br /&gt;Onde ninguém é romântico&lt;br /&gt;Onde o trabalho é robótico&lt;br /&gt;O tráfico é público&lt;br /&gt;O preconceito é pudico&lt;br /&gt;O bom-senso séptico&lt;br /&gt;E o anti-séptico é técnico&lt;br /&gt;Consertando o nervo ótico&lt;br /&gt;Pra perder o olhar crítico&lt;br /&gt;E viver no automático.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-7757351835398495978?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/7757351835398495978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=7757351835398495978&amp;isPopup=true' title='41 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7757351835398495978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7757351835398495978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/12/abiotico.html' title='Abiótico'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>41</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4025220261611669483</id><published>2009-12-02T22:33:00.001-03:00</published><updated>2009-12-03T08:40:39.894-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Variações sobre um mesmo tema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alice conheceu Renato e se apaixonou. Renato era alto e forte, apesar de meio burro. Mas sua falta de inteligência era compensada pelo romantismo. Ele mandava mensagens no meio da noite, flores no meio da tarde, e a acordava com muitos beijos e muito carinho. Era tudo perfeito. Mas alguma coisa aconteceu e Renato ficou distante. Ele não ligava mais, não mandava mais presentes, até os beijos perderam a intensidade. Era como se a paixão tivesse esfriado e o amor tivesse acabado como o leite em pó de uma lata. Alice então chorou. Chorou tanto, que seu travesseiro mais parecia uma esponja. Ela prometeu que não amaria novamente, até que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice conheceu Paulo e se apaixonou. Paulo também era alto, mas era muito magro. Sua falta de músculos, entretanto, era compensada pela alegria contagiante que ele expirava. Com Paulo, mesmo nos dias mais cinzas e mais tristes, havia sempre razão para sorrir. Ele fazia surpresas e a levava ao parque. Eles comiam algodão doce, pipoca, chocolate, maçã-do-amor, e voltavam para casa rindo da imensa vontade que tinham de vomitar um no outro. Era tudo perfeito. Mas alguma coisa aconteceu, e o sorriso de Paulo foi minguando. Ele já não fazia piadas, eles não já não faziam passeios divertidos, nem comiam mais doces juntos. Era como se a paixão tivesse morrido, e o amor se escondido atrás de uma nuvem escura que não chovia nunca. Alice então gritou. Gritou tanto que perdeu a voz, mas prometeu, em silêncio, que não se envolveria com mais ninguém, até que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice conheceu José e se apaixonou. José era um rapaz humilde, vindo do interior. Era baixo, meio entroncado, mas tinha força e inteligência. Eles estudavam juntos a tarde inteira, e era tão bom que parecia que tinham passado a tarde fazendo sexo. Era uma espécie de orgasmo mental. Ele tirava todas as dúvidas dela, e quando as notas eram boas, ambos eram recompensados com beijos, abraços e amassos de tirar o fôlego. Era tudo perfeito. Mas alguma coisa aconteceu e José mudou. Ele agora dizia que preferia estudar só, porque aprendia mais; também não tinha paciência para tirar dúvidas, e se não havia notas boas, não havia recompensa. Era como se a paixão tivesse fugido do coração atrofiado pelo crescimento do cérebro. Alice então sofreu. Sofreu dias a fio, mas prometeu que seria a última vez, até que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice conheceu Gabriel e se apaixonou. Gabriel era evangélico fanático, andava sempre com a bíblia embaixo do braço. Mas seu dinheiro compensava qualquer infortúnio causado pela promessa de virgindade. Ele a levava para os restaurantes mais caros da cidade, e enviava vestidos, sapatos e colares dos mais variados tipos, para que ela usasse em seus encontros, enquanto uma orquestra particular tocava para eles uma serenata. Era tudo perfeito. Mas alguma coisa aconteceu, e Gabriel ficou diferente. Ele passou a reclamar dos gastos, e fazia pregações diariamente, tentando encaixar Jesus em suas vidas. Era como se Jesus jogasse água na paixão toda vez que ela esquentava. Alice então rezou. Rezou muito para que Deus a poupasse de mais uma desilusão, e prometeu jogar São Pedro no lixo, até que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice conheceu Adamastor e se apaixonou. Adamastor, de feio, só tinha o nome. Ele parecia um Deus grego, um galã de novela recém saído da revista caras. Era o sonho de qualquer mulher, e era uma máquina na cama – e na mesa, no chão, na parede, no balcão, e etecetra e tal. Era tudo perfeito. Mas alguma coisa aconteceu: Adamastor conheceu Gabriel e se converteu. Agora não tinha mais sexo, nem abraço e nem mesmo beijo, porque ele estava em fase de purificação. Era como se a paixão tivesse sido enviada para queimar no fogo do inferno por algum pecado que cometeu. Alice então ficou irada. Ficou irada e abandonada, enchendo a cara de cachaça e vomitando pela casa, mas prometeu que assim o porre acabasse, entraria num convento. Até que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice conheceu Penélope, irmã de Renato, ex-namorada de Paulo, vizinha de José, da igreja de Gabriel e conhecida de Adamastor. Penélope era feia e chata: tinha cabelo estirado, dentes tortos, barriga de cerveja, hálito de cigarro e papo de gente bêbada. Mas Alice se apaixonou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4025220261611669483?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4025220261611669483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4025220261611669483&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4025220261611669483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4025220261611669483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/12/variacoes-sobre-um-mesmo-tema.html' title='Variações sobre um mesmo tema'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1062816905117391148</id><published>2009-12-01T14:42:00.007-03:00</published><updated>2010-01-23T00:32:43.151-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Cher Antoine (após o bip)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S1ptpM-dXFI/AAAAAAAAAps/UP_OtDaPv1g/s1600-h/tel222.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S1ptpM-dXFI/AAAAAAAAAps/UP_OtDaPv1g/s320/tel222.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Encontrei um recado na geladeira&lt;br /&gt;Com sua declaração de amor &lt;br /&gt;A sua secretária me mandou seus beijos&lt;br /&gt;O&amp;nbsp;delivery entregou o escargot&lt;br /&gt;Que eu comi sozinha&lt;br /&gt;Na nossa mesa de seis lugares&lt;br /&gt;Com nossos talheres de prata&lt;br /&gt;Usando um dos novos colares&lt;br /&gt;Que sua mãe escolheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi sua mensagem na minha caixa postal&lt;br /&gt;Não se preocupe com a passagem&lt;br /&gt;Vou trocar por uma viagem&lt;br /&gt;De presente de natal&lt;br /&gt;Que vou passar sozinha&lt;br /&gt;Com a nossa árvore montada&lt;br /&gt;Vendo as luzes da escada&lt;br /&gt;Piscarem sobre meu vestido decotado&lt;br /&gt;Que você não vai ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descontei o cheque que você enviou&lt;br /&gt;De aniversário de casamento&lt;br /&gt;O gerente mandou lembranças&lt;br /&gt;Sinto não poder entregá-las pessoalmente&lt;br /&gt;É que eu vou pegar o seu dinheiro&lt;br /&gt;E fugir com o carteiro&lt;br /&gt;Que me come toda quarta&lt;br /&gt;Enquanto eu leio suas cartas&lt;br /&gt;Que algum poeta escreveu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1062816905117391148?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1062816905117391148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1062816905117391148&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1062816905117391148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1062816905117391148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/12/cher-antoine-apos-o-bip_01.html' title='Cher Antoine (após o bip)'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S1ptpM-dXFI/AAAAAAAAAps/UP_OtDaPv1g/s72-c/tel222.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1589385334186139466</id><published>2009-12-01T09:18:00.005-03:00</published><updated>2011-02-27T12:26:29.032-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>[a]Margarida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Margarida era a moça mais bonita que meus olhos tiveram o prazer de ver. Pra falar a verdade, depois que eu a vi, aquele dia na padaria, todas as outras moças me pareciam feias e sem graça nenhuma. Margarida não, Margarida tinha graça de sobra. Acho que Deus deu a graça de umas vinte pessoas só a Margarida, e, por isso, por onde ela plantava sorrisos, ela colhia suspiros. Pelo menos comigo era assim. Eu lembro que até esqueci de respirar uma vez, quando a vi se inclinar sobre o balcão para pedir dez pães francês ao padeiro. Aquela voz de veludo, a forma como ela unia os lábios para falar “pão”, era a melhor música do mundo pra mim. Ah, como eu queria que ela falasse “pão” no meu ouvido! Eu queria ter falado com ela, mas quando ela passou por mim, abraçando aquele saco de papel, eu esqueci também como se falava, só pensava em como eu queria ser um saco de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois daquele dia, eu virei o maior comprador de pão daquela padaria, que nem era perto da minha casa. Eu tinha entrado lá por acaso, pra me esconder do meu irmão mais velho, que queria bater em mim. Meu irmão mais velho sempre batia em mim para aliviar as tensões, e ele estava bem tenso naquela semana, porque – eu descobri ouvindo ele falar no telefone – ia ter um encontro com uma menina linda. Sorte a minha que ele não me alcançou, porque assim eu pude ver Margarida, o que se tornou um ritual para mim. Todo dia eu ia vê-la, não importava o que eu estivesse fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia ela não apareceu na padaria. Eu fiquei esperando a tarde toda, porque era comum ela se atrasar, mas foi em vão. A padaria fechou sem que Margarida comprasse pão, e foi como uma noite sem estrelas pra mim. Cheguei em casa cabisbaixo, borocoxô que só eu, quando ouvi um grito vindo do andar de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por favor, pare, por favor” Eu ouvi alguém gritando, e soube imediatamente de quem se tratava. Eu não podia estar enganado, porque eu sempre sonhava com Margarida sussurrando palavras começadas em “P” no meu ouvido. Era ela. Eu larguei a mochila no chão e subi as escadas correndo, correndo muito, como se minha vida dependesse daquilo. Mas era tarde demais. Quando eu entrei no quarto, Margarida estava encolhida no chão, com as roupas meio rasgadas, e chorando bem baixinho – quase não dava para ouvir. Eu olhei pra frente e vi meu irmão com mais dois amigos rindo alto e fechando o zíper da calça. Eu não sei o que me deu, mas me subiu uma fúria tão grande, mas tão grande, que eu pensei que fosse matar aqueles três ali mesmo, à abajurzadas (foi o primeiro objeto que eu vi). E, na verdade, eu realmente teria feito isso, se não fosse pequeno e fraco demais. Me odiarei o resto da vida, por não ter conseguido dar a eles a lição que eles mereciam. No final do acontecido, eu também estava encolhido no chão, com a impressão de que meus ovos tinham sido arrancados a dentadas, mas eu chorava alto e soluçava. Ainda assim, chorando e soluçando, eu ajudei Margarida a se levantar. Peguei uma roupa pra ela e liguei pra ambulância, porque o chão tava cheio de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia eu fiquei sabendo que ela não estava ferida, e que o sangue não era nada demais. Mas Margarida nunca mais voltou a ser a mesma. Nem eu. Nós nos tornamos amigos, e eu pedi desculpa milhares de vezes, por não ter chegado a tempo. Ela sempre dizia que não tinha sido minha culpa, mas eu sei que foi. Eu sabia que meu irmão ia sair com uma menina linda, e o conhecia bem o bastante para saber o que ele pretendia, mas eu fui omisso e não fiz nada. Eu simplesmente pensei “coitada dessa menina linda que vai sair com ele”, e não fiz nada. Nada, nada, nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora Margarida não planta mais sorrisos, nem vai mais a padaria. Margarida agora passa os dias em casa, assistindo televisão, fazendo costura. Ela engordou, entristeceu, nunca casou. Margarida perdeu a graça, caiu em desgraça. E ninguém nem lembra dela, de como ela costumava ser, apenas reclamam dela ser amarga e rabugenta, e de não deixar as crianças brincarem em seu quintal. Agora Margarida só tem a mim. Eu, que olho pra ela e vejo, no fundo dos olhos, aquela moça bonita que ganhou meu coração comprando pão. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1589385334186139466?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1589385334186139466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1589385334186139466&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1589385334186139466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1589385334186139466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/12/amargarida.html' title='[a]Margarida'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-5100582664950996286</id><published>2009-11-28T19:35:00.004-03:00</published><updated>2011-06-30T21:42:29.469-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eight days a week'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demasiadamente prolixo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Camisa Xadrez – A resposta.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe aquelas cenas de filme, quando um casal passa a noite junto, a campainha toca e o homem desce para atender vestindo só uma cueca samba canção? (geralmente com alguma estampa bem boba) A mulher, curiosa, não consegue ficar esperando e vai atrás dele, mas como demoraria muito para vestir sua própria roupa, pega uma camisa dele e desce rapidamente. É claro que a verdadeira intenção dela é espantar qualquer “ex-mulher” que tente marcar território, porque ela sabe que roupas muito folgadas a deixam extremamente sexy e dão uma vontade danada de arrancar. Quando ela chega ao andar de baixo (se não tiver escadas não tem graça), ele já fechou a porta – era o carteiro, ou um vizinho pedindo açúcar, ou algum vendedor de biscoitos. Ela pergunta “quem era?” com um olhar de donzela em perigo, mas ele não responde, porque está muito ocupado, devorando-a com olhos de fome.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, talvez eu tenha inventado essa cena. Mas eu sempre lembro dela como se já tivesse visto, e sempre me dá um arrepio no pé do cabelo. Eu sei que não ficaria “extremamente sexy” com uma camisa folgada e amarrotada, mas ainda acho que seria uma situação bastante provocante, só pelo fato da camisa ser dele. Aquele cheiro de homem roçando na pele... Aquele cheiro, que mesmo depois de uma centena de banhos não sai, porque está ali sem estar ali, está na cabeça, tatuado no olfato, assim como o gosto de um beijo pode ficar na boca durante dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, eu costumava vestir uma camisa do meu irmão e ficar fazendo caras e bocas na frente do espelho. Eu ensaiava aquele olhar de donzela em perigo e o soluço surpreso, de quando o dono da camisa me tomasse nos braços e me girasse, jogando-me no sofá. Aos mais ousados, isso vai parecer meio precoce – considerando que eu não tinha mais de 14 anos quando fazia isso –, mas essa não era uma cena de filme erótico. Era uma cena de comédia romântica com censura de 12 anos, onde o telefone sempre toca nos momentos mais quentes, ou a mãe de um dos personagens aparece. A magia não está na consumação do sexo, está no desejo mútuo que fica flutuando entre os protagonistas... Aquele desejo quase palpável de tão denso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que eu cresci eu parei de alimentar essas fantasias. Eu passei a vestir as camisas do meu irmão como camisola, e já não imaginava loucuras quando me olhava no espelho. Isso até eu vê-&lt;i&gt;lo &lt;/i&gt;com aquela camisa xadrez. A camisa xadrez que eu conhecia sem jamais ter visto, a camisa xadrez que você desejava ver em uma linda mulher. Naquele momento eu quis ser a sua linda mulher. E agora fico eu, com dezenove anos, fazendo caras e bocas na frente do espelho, ensaiando um olhar de donzela em perigo, para que você me devore com olhos de fome, e me ame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resposta a um antigo post do meu amado (de quando ele não era meu): para ler, &lt;a href="http://conscienciaespiral.blogspot.com/2009/01/camisa-xadrez.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-5100582664950996286?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/5100582664950996286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=5100582664950996286&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5100582664950996286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5100582664950996286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/11/camisa-xadrez-resposta.html' title='Camisa Xadrez – A resposta.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-5254314360434420178</id><published>2009-11-27T13:20:00.031-03:00</published><updated>2010-04-05T19:33:20.683-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Pintura íntima II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SxBLIpTSqhI/AAAAAAAAAk8/m0ZLLoV0E3g/s1600/2des.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SxBLIpTSqhI/AAAAAAAAAk8/m0ZLLoV0E3g/s400/2des.jpg" width="295" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebi do seu vinho tinta&lt;br /&gt;E pintei meu coração com seu corante&lt;br /&gt;Entreguei-me a sua boca faminta&lt;br /&gt;Fotografei nosso melhor instante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui tela branca pro seu pincel&lt;br /&gt;Deslizando sobre mim como se eu fosse um papel&lt;br /&gt;Apaguei-me do jeito antigo&lt;br /&gt;Pra me desenhar de um jeito novo contigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei fora todo o solvente do seu ateliê&lt;br /&gt;Rasguei as telas do seu estoque&lt;br /&gt;Pra que ninguém me apague de você&lt;br /&gt;Pra que você nunca me troque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pendurei meu quadro em seu pescoço&lt;br /&gt;Nossa foto em seu mural&lt;br /&gt;Faça do meu corpo o seu esboço&lt;br /&gt;Da minha pele, seu avental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-5254314360434420178?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/5254314360434420178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=5254314360434420178&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5254314360434420178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5254314360434420178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/11/pintura-intima-ii.html' title='Pintura íntima II'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SxBLIpTSqhI/AAAAAAAAAk8/m0ZLLoV0E3g/s72-c/2des.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-3638683262872184075</id><published>2009-11-26T00:17:00.031-03:00</published><updated>2011-04-26T01:24:22.216-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Caindo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele dia estava sendo realmente ruim. Um dia realmente ruim entre uma seqüência de dias realmente ruins. Na verdade, ele não lembrava a última vez que seu dia fora &lt;i&gt;somente&lt;/i&gt; ruim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chovia um pouco. O trânsito estava parado na avenida, mas ele não se preocupava com isso, pois seu carro fora tomado na semana anterior para quitar algumas dívidas. Sua casa também fora hipotecada e estava por um fio. Ele tinha sido recusado em mais uma entrevista de emprego, enquanto seus antigos amigos estavam casados e bem sucedidos. Seu pai não telefonava há meses, parecia estar decepcionado demais com a ruína do único filho. Sua única namorada fugira com seu primo de segundo grau e o deixara só, mas – de certa forma – ele estava contente por não ter filhos - não queria mesmo propagar sua espécie fracassada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sufocado pelas paredes, ele decidiu que precisava de ar fresco. Saiu de casa, ignorando o rapaz de macacão azul que viera cortar a luz, e saiu pela calçada. Há muito tempo já perdera sua verdadeira luz. E há muito tempo perdera também qualquer estímulo para continuar vivendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele olhou em volta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E seguiu em frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhou para os carros, as vitrines, os semáforos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E seguiu em frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhou para as pessoas na rua, caminhando alegremente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E seguiu em frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhou para casais, amigos, famílias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E viu como estava tão só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi aí que tudo veio à tona – toda sua dor. Lembrou-se do pai gritando, chamando-o de moleque inútil. Lembrou do seu primeiro F. Da primeira vez que se declarou a uma garota e levou um fora. Lembrou da primeira vez que seu currículo foi devolvido. E perdeu a conta, ao tentar lembrar-se de quantas vezes esse ciclo se repetiu. Ele percebeu que estava cansado de perder. Estava cansado de todo aquele sofrimento. Estava cansado do peso que era carregar a própria existência nas costas, sem nunca receber nada – de bom – em troca. Ele percebeu que estava cansado demais para continuar seguindo em frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inconscientemente, chegou ao prédio da Faculdade (onde havia se formado). A cada andar que subia, tinha mais certeza de que queria acabar de uma vez com tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele chegou na cobertura, caminhou até a borda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois caiu...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Não é bonito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele se virou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O arco-íris. Não é bonito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E olhou pra menina que apontava para frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E as árvores? Nem parece que são tantas, lá de baixo. Você não acha esse lugar agradável? Gosto de sentir o vento... E de ver as árvores, é claro. Parece um mar verde, não parece? Verde é uma linda cor. A minha preferida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Verde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, e veja só o céu... Não parece um mar de cabeça pra baixo? Tudo pode parecer mar. E o azul é tão tranqüilo... Azul é definitivamente a minha cor favorita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Azul? Mas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É verdade, eu disse que era verde. Mas quer saber? Gosto das duas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela sorriu, e só então ele percebeu que não tinha caído. Tinha apenas olhado pra baixo e imaginado a queda. Esquecera, entretanto, de olhar também o arco-íris, e as árvores, e o céu. Esquecera de sentir o vento. E esquecera até mesmo de olhar em volta para se certificar que não tinha mais ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente ele resolveu olhar pro passado também. O que mais havia deixado de olhar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ele viu seu pai ensinando a jogar futebol. Viu a satisfação no rosto da sua mãe quando ele tirou aquele B sofrido no colegial. Viu seu professor aplaudi-lo pelas costas em sua formatura. Viu sua primeira paixão lhe sorrindo. Viu-se entre amigos, jogando conversa fora...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Porque você não sai daí? Eu sei que a vista é melhor, mas é bem perigoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele segurou forte a mão que ela estendeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois seguiram em frente - juntos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-3638683262872184075?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/3638683262872184075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=3638683262872184075&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3638683262872184075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3638683262872184075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/11/caindo-em-si.html' title='Caindo'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-5774085473810477853</id><published>2009-11-23T10:37:00.002-03:00</published><updated>2010-04-05T18:55:01.744-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Pintura íntima</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S1pt6wC86CI/AAAAAAAAAp0/BVE8F6JLPfs/s1600-h/pessoaII%27.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" mt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S1pt6wC86CI/AAAAAAAAAp0/BVE8F6JLPfs/s320/pessoaII%27.jpg" width="236" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma boca mais vermelha&lt;br /&gt;Jogo de sombra no olhar&lt;br /&gt;Um retoque na orelha&lt;br /&gt;Efeito-sol pra bronzear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apagou o sorriso sofrido&lt;br /&gt;Deixou o nariz mais estreito&lt;br /&gt;Preencheu o decote do vestido&lt;br /&gt;Com um pouco mais de peito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinou a cintura&lt;br /&gt;Escureceu o cabelo na raiz&lt;br /&gt;A mais bela criatura&lt;br /&gt;Pincelada com verniz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois que chuva a veio&lt;br /&gt;Todo trabalho foi perdido&lt;br /&gt;O bonito voltou a ser feio:&lt;br /&gt;Era tinta pra tecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-5774085473810477853?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/5774085473810477853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=5774085473810477853&amp;isPopup=true' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5774085473810477853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5774085473810477853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/11/pintura-intima.html' title='Pintura íntima'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/S1pt6wC86CI/AAAAAAAAAp0/BVE8F6JLPfs/s72-c/pessoaII%27.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1715255182179475528</id><published>2009-11-21T15:58:00.002-03:00</published><updated>2009-11-23T10:05:18.353-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>MeLaço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Lábios&lt;br /&gt;Laços&lt;br /&gt;Laivos de mel   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me beija&lt;br /&gt;Me laça&lt;br /&gt;Lambuza o céu   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha boca.&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1715255182179475528?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1715255182179475528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1715255182179475528&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1715255182179475528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1715255182179475528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/11/melaco.html' title='MeLaço'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4885192547165026113</id><published>2009-11-19T20:40:00.009-03:00</published><updated>2011-01-17T00:11:14.198-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eight days a week'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Post-it</title><content type='html'>[Eu estava deitada na cama, agonizando, testando o som de todos os palavrões que eu conheço, quando percebi que, pela primeira vez em muito tempo, tudo em mim dói - até os dentes -, menos o coração. Estou com 39 graus de febre, e ainda assim não me sinto queimar tanto como quando estou em seus braços].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4885192547165026113?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4885192547165026113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4885192547165026113&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4885192547165026113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4885192547165026113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/11/post-it.html' title='Post-it'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-7950939047072747071</id><published>2009-11-16T04:31:00.011-03:00</published><updated>2011-02-27T14:20:34.875-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Enquanto você dormia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu gosto de observar a noite passar pela minha janela. Fico esperando que um carro rasgue o silêncio das avenidas vazias e me pergunto pra onde ele vai. Pra onde eu iria? (afirmação que de última hora se transforma em pergunta).&lt;br /&gt;Eu iria para qualquer lugar onde os prédios não me impedissem de ver o céu, onde os muros de concreto não fossem barragem pro vento, onde dinheiro não comprasse simpatia, onde o ar não cheirasse a óleo diesel e pólvora queimada. Eu iria pra qualquer lugar que não fosse aqui. Deixaria um bilhete de despedida, levaria você na mochila, e nós viveríamos de comer frutos proibidos em algum pomar privado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Mas, assim como a noite, o carro passa&lt;br /&gt;[some em alguma esquina]&amp;nbsp; &lt;br /&gt;e eu permaneço na janela,&lt;br /&gt;esperando pela próxima carona.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-7950939047072747071?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/7950939047072747071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=7950939047072747071&amp;isPopup=true' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7950939047072747071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7950939047072747071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/11/enquanto-voce-dormia.html' title='Enquanto você dormia'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-7766771584629460227</id><published>2009-11-13T02:04:00.015-03:00</published><updated>2009-12-18T16:10:13.041-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Depois de desembaçar o espelho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SyvTIBjm41I/AAAAAAAAAnc/yT4ONO3_Vx8/s1600-h/589a81d28860e801d847b609f7a92871.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SyvTIBjm41I/AAAAAAAAAnc/yT4ONO3_Vx8/s640/589a81d28860e801d847b609f7a92871.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tudo que se ouve são ecos,&lt;br /&gt;e tudo que resta da lágrima&lt;br /&gt;é uma marca no rosto, &lt;br /&gt;que também será varrida &lt;br /&gt;com o suor frio de novembro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-7766771584629460227?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/7766771584629460227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=7766771584629460227&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7766771584629460227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7766771584629460227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/11/depois-de-desembacar-o-espelho.html' title='Depois de desembaçar o espelho'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SyvTIBjm41I/AAAAAAAAAnc/yT4ONO3_Vx8/s72-c/589a81d28860e801d847b609f7a92871.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1574216985640020249</id><published>2009-11-02T18:35:00.008-03:00</published><updated>2009-11-02T19:56:27.367-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Choveu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o céu escureceu, encoberto por uma espessa camada de nuvens cinza, ele adorou. A chuva era a única coisa que ainda o fazia sentir realmente feliz. Havia algo sobre o cheiro de terra molhada. Havia algo na melodia suave das gotículas de água cortando o vento, beijando o chão. Tudo parecia tão limpo depois da chuva... As monções eram uma das poucas boas lembranças de sua infância. Sua mãe fazia seu prato preferido, seu pai voltava mais cedo pra casa, e o telhado sussurrava canções de ninar a noite inteira. A vida era boa quando chovia. Ele sempre tinha vontade de sair e dançar da chuva, mas era difícil faze-lo, devido ao excesso de proteção em casa. A primeira vez que ele havia dançado na chuva foi – quando estava longe de casa – jogando futebol com os amigos. Definitivamente, a chuva tinha dado a ele os momentos mais memoráveis de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava chovendo agora. Ele estava sozinho em sua casa – um homem de setenta anos –, sua esposa morrera há vinte anos. Ele a amava muito, mas o destino o traíra – ao leva-la em um acidente cruel. Seu filho estava ocupado demais com sua própria vida para se preocupar muito com um homem mimado de idade, quiçá para pensar em visitá-lo. Ele tinha cansado da vida da cidade e havia se mudado para o campo logo após a aposentadoria. Tinha amigos lá – desde infância. Um deles tinha cansado (ao contrario dele) das colinas, por isso se ofereceu para lhe vender a casa. Era um bangalô calmo – com vista para um pomar de laranja. Ele tinha se apaixonado pela casa a primeira vista e tinha comprado. Além disso, chovia muito por ali...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era seu aniversário – ele tinha virado um setenta. O cozinheiro (um homem cuja família inteira tinha vindo a servir às gerações da família do velho) tinha preparado sua comida preferida (o cozinheiro era bom, mas não tão bom quanto sua mãe), mas não o fez companhia no jantar. Após a – solitária – refeição, o velho saiu de casa. Foi sentar-se na varanda. O sol se põe cedo nas montanhas, por isso já estava escuro, e o céu começava a se derramar sobre a grama. Ele olhou para as nuvens com um sorriso nos lábios – como quem agradecia pelo presente – e começou a olhar para trás, para sua vida. Ele tinha sido bem sucedido – de fato, muito bem sucedido. Um estudante brilhante, um trabalhador assalariado – muito respeitado – para, em seguida, abrir seu próprio negócio e receber elogios em toda parte. Costumavam falar dele como “o homem com o toque de ouro” –, ele podia transformar quase todo negócio falido em um negócio lucrativo. Mas a morte de sua esposa mudou tudo isso. Ele perdeu o seu toque. Ele perdeu o entusiasmo pela vida, perdeu sua autoconfiança e começou a desistir do seu trabalho. Foi muito irônico: o homem que tinha tudo, perdeu tudo. Dizem que ele foi para o campo para fugir do que perdera – dos fantasmas dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gotinhas continuavam a bater, sem tréguas, contra o gramado a sua frente. Ele olhou-as com um espanto repentino: aquilo era sobre viver em ciclos. A água descia, evaporava, subia, depois descia novamente. Ele fez uma pausa para pensar – “essas gotas nunca se cansam?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tempestade estava chegando (ele podia sentir em seus ossos), e o cozinheiro o tinha alertado sobre ficar fora até tarde – mas o velho era persistente. Ele estava indo sentar-se na chuva. Na chuva, que fora uma segunda mãe pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento uivava. O velho tinha deslizado lentamente para o sono, e agora sonhava. Sonhava com sua esposa. Ela estava lá fora, na chuva, chamando-lhe com um sorriso no rosto. Ele queria chegar até ela, mas não conseguia. Ele estava tentando uma e outra vez – mas suas mãos estavam fora de alcance. Seu olhar lentamente mudou para um de desânimo. Não podia suportar perdê-la novamente. Ele fez outra tentativa – de alguma forma, desta vez, ele conseguiu romper a barreira que o puxava de volta e segurou a mão dela. Ela não falava nenhuma palavra – seu sorriso dizia tudo. Ele olhou para o céu e teve a impressão de que as nuvens estavam sorrindo para ele também. Tudo ao seu redor era feliz, e o júbilo invadiu suas feições – outrora desanimadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cozinheiro encontrou seu corpo na manhã seguinte. Ele ainda estava na varanda. Seu corpo estava duro e frio. Seus olhos estavam fechados. Ele tinha partido durante o sono –, pensou o cozinheiro. Mas havia algo estranho em seu rosto. O que era? Sim, tinha que ser aquele sorriso. Era tão extraordinário...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1574216985640020249?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1574216985640020249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1574216985640020249&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1574216985640020249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1574216985640020249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/11/choveu_02.html' title='Choveu'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-5860974731305138467</id><published>2009-10-30T19:20:00.013-03:00</published><updated>2010-04-05T20:48:31.513-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>Extra-ordinário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este tem sido um dia extraordinariamente ordinário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes acontece de, após uma sucessão de dias especiais (entenda especial como qualquer coisa que nos tire da rotina), você se encontra olhando para um dia que não tem nada a oferecer, e fica aliviado por poder simplesmente não se importar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode almoçar e jantar, sem se preocupar com o horário; você verifica seus e-mails; você conversa com alguns amigos; liga para o seu namorado e cai na risada por não ter nada a dizer; você deita na grama com uma pessoa que você vê todos os dias, mas nunca tem tempo de conversar... E lentamente, tudo derrete.&lt;br /&gt;Você acha conveniente ignorar os mosquitos e esperar até que o céu que você está olhando se torne o papel de parede das suas pálpebras, dando a ilusão de que elas ainda estão abertas. Quando você fica sonolento, uma melodia familiar desaponta no fundo da sua inconsciência, e você quase pode sentir seu corpo dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é quando o ordinário é extraordinário. Casa não são apenas quatro paredes e um teto. Casa é uma sensação de proteção omnipresente (você pode se sentir em casa nos braços de uma pessoa amada), onde nada é desconhecido... Tudo está dentro de você, ali. Queria que alguém pudesse entender! Euforia se aproxima de definir, talvez...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-5860974731305138467?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/5860974731305138467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=5860974731305138467&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5860974731305138467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5860974731305138467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/10/paradoxal.html' title='Extra-ordinário'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1342189625299088385</id><published>2009-10-24T20:05:00.011-03:00</published><updated>2009-10-24T22:29:15.934-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>Fé cega, faca amolada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É muito fácil culpar alguém pelos erros que nós mesmos cometemos. E, em verdade, todos fazemos isso uma vez ou outra, de forma menos ou mais freqüente. Seja pelo receio do remorso, para lidar com uma dor, ou simplesmente por covardia, essa atitude é geralmente justificada pelo desejo egoísta de sentir-se melhor (mais leve). Feliz ou infelizmente, nem sempre funciona. Na maioria das vezes,  conseguimos nos ressalvar apenas do julgamento alheio, mas continuamos sujeitos ao julgamento pungente da nossa própria consciência - que pode ser muito intransigente.&lt;br /&gt;Entretanto, há quem faça isso tão bem, que acaba convencendo não somente os outros, como a si mesmo. Bom, enganar a si próprio é burrice &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[como podemos aprender com os nossos erros sem reconhecê-los como nossos?]&lt;/span&gt;. Mas, fazer alguém inocente acreditar que é culpado, não é muita crueldade? Se aproveitar da inocência e ingenuidade de um coração que não vê maldade em ninguém; usar a fragilidade do outro em benefício próprio... para mim, isso é inadmissível. Se é para jogar sujo, que seja com pessoas sujas, que talvez até mereçam provar um pouco do próprio remédio. Mas deveria existir uma lei que proibisse magoar as boas pessoas, enquanto as boas pessoas ainda existem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1342189625299088385?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1342189625299088385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1342189625299088385&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1342189625299088385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1342189625299088385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/10/fe-cega-faca-amolada.html' title='Fé cega, faca amolada'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-5486433742167582569</id><published>2009-10-20T14:25:00.010-03:00</published><updated>2009-10-21T07:51:15.867-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Beatriz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beatriz tinha um marido. Um marido bonito, robusto, de aparência muito imponente. Era Benedito, mais conhecido como “bendito Benedito" pelas outras mulheres de bairro.&lt;br /&gt;Embora tivesse um bom coração, Benedito ainda era um homem rude e antiquado, com costumes bastante ultrapassados.&lt;br /&gt;Benedito não deixava Beatriz trabalhar. Para ele, lugar de mulher era em casa, cuidando do fogão e cuidando dos filhos. Mas ele não se importava que Beatriz não pudesse ter filhos (retirara o útero por engano, numa cirurgia de varizes); para ele isso era até bom, pois sobrava tempo para ela lhe fazer massagens quando chegava cansado do trabalho.&lt;br /&gt;Entretanto, Benedito era um ótimo marido. Não passava um dia sequer, sem que ele enviasse flores à sua esposa. Ele a levava ao parque, ao teatro, ao mercado, e a qualquer outro lugar que ela desejasse – desde que com ele. Às vezes também saiam para dançar, e tudo que se ouvia eram suspiros das mulheres que sonhavam estar no lugar de Beatriz. Benedito era um pé de valsa, e até as melhores amigas de Beatriz já haviam tentado rodar com ele uma ou duas vezes. Tentavam em vão, é verdade, porque Benedito só tinha olhos (mãos e pés) para a sua adorada.&lt;br /&gt;Mas Beatriz andava insatisfeita. Sabia que tinha tudo para ser uma mulher muito feliz, mas sentia-se sufocada pelo amor super protetor de Benedito. Ela queria trabalhar, queria sair sozinha e usar minissaia como as outras moças da cidade. Casara-se muito cedo, por desejo de seu pai – que não queria arriscar a dignidade da filha –, e ficara muito animada ao ver que seu noivo era Benedito. Ela, que estava num fogo brabo desde que Rosinha lhe contara sobre a lua de mel, quis logo adiantar os preparativos do casório. Casaram e pronto, foi uma grande festa. Viajaram para uma cidadezinha bonita, no interior de Pernambuco. A cidade não tinha nada especial, mas o hotel era uma beleza, e o casal voltou numa felicidade só. Só que a felicidade fora embora assim como chegara: de repente.&lt;br /&gt;Ninguém entendia porque Beatriz insistia em dizer que estava cansada daquela vida. Mas Beatriz tinha seus motivos. Antes de casar com Benedito, ela era sempre o centro das atenções. A moça mais bonita do bairro, a aluna mais inteligente da sala, a melhor dançarina do clube, a jóia rara dos pais... Agora ela era apenas a mulher de Benedito. Até sua mãe vivia se exibindo por causa do genro.&lt;br /&gt;Outro dia, quando passava na rua, com Benedito, Beatriz ouviu duas amigas (que costumavam ser suas amigas também) conversando:&lt;br /&gt;– A Beatriz é mesmo muito sortuda!&lt;br /&gt;– Que Beatriz?&lt;br /&gt;– Aquela, que casou com Benedito...&lt;br /&gt;Ela ficou tão triste que passou o resto do dia pensando em uma forma de recuperar a sua identidade. Pensou em fugir com o circo, ter um caso com o jardineiro da vizinha, andar pelada na rua... Mas todas essas coisas seriam rapidamente esquecidas. Nada que fizesse poderia enturvar a imagem perfeita que Benedito tinha. Foi então que Beatriz soube o que precisava ser feito. E durante a noite, ela sufocou Benedito com um travesseiro.&lt;br /&gt;A mãe de Beatriz nunca mais falou com ela, o pai de Beatriz pagou um médico para dizer que Benedito morrera de infarto – a vizinhança custou a acreditar que Benedito, aquele moço tão bonito e saudável fosse morrer assim do nada, mas depois de um tempo parou de comentar. Beatriz nunca encontrou outro marido, e as mulheres que cobiçavam Benedito agora estavam casadas e com filhos.&lt;br /&gt;Mas, num dia desses, Beatriz ouviu duas amigas (que costumavam ser suas amigas também) conversando:&lt;br /&gt;– Lembra de Beatriz?&lt;br /&gt;– Que Beatriz?&lt;br /&gt;– Aquela, que matou Benedito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota de agradecimentos: ao (meu) César, por dizer pra Dora matar Benedito, ao Charlie, por mudar o nome de Dora pra Beatriz, e a Marina pelo "fogo brabo". Pra mais sugestões, usem os comentários.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-5486433742167582569?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/5486433742167582569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=5486433742167582569&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5486433742167582569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5486433742167582569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/10/beatriz.html' title='Beatriz'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-3520267026535882015</id><published>2009-10-19T00:07:00.006-03:00</published><updated>2009-12-18T16:12:10.689-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>É de lágrima</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu descobri que tinha crescido quando chorar não resolvia mais os meus problemas. Mas como os velhos hábitos nunca me deixam, eu continuo chorando...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-3520267026535882015?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/3520267026535882015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=3520267026535882015&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3520267026535882015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3520267026535882015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/10/eu-descobri-que-tinha-crescido-quando.html' title='É de lágrima'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4830912103913831200</id><published>2009-10-15T20:19:00.008-03:00</published><updated>2009-11-23T10:07:22.300-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Pathos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ele&lt;br /&gt;Tão terno&lt;br /&gt;Sem terno&lt;br /&gt;Em cima de mim&lt;br /&gt;Eu&lt;br /&gt;Tão rouca&lt;br /&gt;Sem roupa&lt;br /&gt;Gritando que sim&lt;br /&gt;Nós&lt;br /&gt;Tão juntos&lt;br /&gt;Em muitos&lt;br /&gt;Orgasmos sem fim&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4830912103913831200?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4830912103913831200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4830912103913831200&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4830912103913831200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4830912103913831200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/10/pathos.html' title='Pathos'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-5532079861802592300</id><published>2009-09-29T12:44:00.007-03:00</published><updated>2010-06-18T10:06:18.264-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>[D]esvaziada.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por muito tempo eu senti um imenso vazio dentro de mim. Um ralo na alma, por onde escorriam todas as minhas felicidades, todos os meus sorrisos efêmeros. Aliás, efêmera era eu, que nunca era um único eu. Quando estava sendo, simplesmente escorria também, e juntava-me aos risos que eu não ria mais – eles que riam de mim.&lt;br /&gt;Por muito tempo eu tentei preencher esse vazio. Tentei preenche-lo com poesia, flores e velas. Mas os amores que se acomodavam ali eram pequenos demais, e quando eu menos esperava, eles escorriam feito areia em ampulheta, e sumiam por aquele mesmo ralo.&lt;br /&gt;Por todo esse tempo eu me senti extrema. Extremamente pequena por não comportar amor algum, extremamente grande por não caber em nenhum amor. Pensei que meu coração era desconfortável, e que por isso ninguém ficava nele por muito tempo. Pensei que o buraco em minha alma era uma rota de fuga, um cano de escape, por onde escapavam todas as minhas ilusões.&lt;br /&gt;Até que eu parei de cultivá-las (as ilusões) e encontrei você. Seus olhos me transportaram por caminhos que eu não conhecia e, mergulhando neles, mergulhei também em mim, refletida em suas íris na minha pior forma. E mesmo assim você me recebeu em seus braços, me aceitou, e me amou como alguém que eu não era (mais), me fez acreditar que eu poderia (voltar a) ser. Me fez acreditar que eu poderia ser sempre – e não só as vezes –, sob a única condição de ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sua&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Só então eu entendi o porquê daquele vazio nunca sumir – até então. Ele era o seu vazio, o seu lugar vago. E entendi que não era eu que era extrema. É que apenas você tem o tamanho exato para caber no meu coração, e todos os outros serão sempre grandes ou pequenos demais. Por isso às vezes eu me sentia só, mesmo estando junto, ou cheia, mesmo estando só. Porque cada um tem a peça perfeita para o seu quebra-cabeça. E você era a minha.&lt;br /&gt;Hoje as minhas felicidades não escorrem mais, no máximo nublam. Mas quando você vem – e faz chover todas as minhas incertezas – o sol volta a brilhar, e eu volto a sorrir os meus próprios sorrisos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-5532079861802592300?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/5532079861802592300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=5532079861802592300&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5532079861802592300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5532079861802592300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/09/esvaziada.html' title='[D]esvaziada.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-912718006982292591</id><published>2009-09-26T10:38:00.010-03:00</published><updated>2009-10-30T21:12:54.170-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Triângulo amoroso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;João amava Maria que amava Pedro que amava Maria também.&lt;br /&gt;João morreu afogado&lt;br /&gt;Pedro teve um infarto.&lt;br /&gt;João doou o coração para Pedro&lt;br /&gt;E foram todos felizes&lt;br /&gt;Maria, Pedro e João.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-912718006982292591?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/912718006982292591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=912718006982292591&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/912718006982292591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/912718006982292591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/09/triangulo-amoroso.html' title='Triângulo amoroso'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-7069611818572810541</id><published>2009-09-23T10:36:00.023-03:00</published><updated>2009-11-28T09:37:44.210-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Dedos musicalizados</title><content type='html'>Renan (e su'&lt;a href="http://sempitanga.blogspot.com/"&gt;as Obras do Chá&lt;/a&gt;) fez arte com meu poema amador!&lt;br /&gt;Ele musicalizou e ficou muito lindo.&lt;br /&gt;Escutem. As Cifras estão disponíveis no blog dele (link logo acima). Aliás, o blog dele é puro deleite.&lt;br /&gt;E obrigada Renan, a gravação está ótima *-*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedos por Renan V. J. de Oliveira e Natália Corrêa:&lt;br /&gt;&lt;object height="132" width="353"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=6e320fc" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" height="132" width="353"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não conseguir ouvir, o link está &lt;a href="http://www.badongo.com/audio/17370972"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-7069611818572810541?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/7069611818572810541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=7069611818572810541&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7069611818572810541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7069611818572810541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/09/dedos-musicalizados.html' title='Dedos musicalizados'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4541101784783892789</id><published>2009-09-20T01:49:00.021-03:00</published><updated>2009-09-21T22:41:20.292-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Dedos</title><content type='html'>que deslizam pelos teus cabelos,&lt;br /&gt;dedos que se entrelaçam nos teus&lt;br /&gt;dedos&lt;br /&gt;que dedilham corda por corda.&lt;br /&gt;dedos que descansam na ponta dos teus&lt;br /&gt;dedos&lt;br /&gt;que falam sem emitir som,&lt;br /&gt;dedos que falham ao mudar de tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dedos que pintam estrelas no breu,&lt;br /&gt;dedos que estralam quando encontram os teus&lt;br /&gt;dedos&lt;br /&gt;que me confessam os teus segredos.&lt;br /&gt;dedos que aparam, com melindre, esses&lt;br /&gt;dedos de água ardente que escorrem&lt;br /&gt;[dos meus olhos]&lt;br /&gt;entre os meus &lt;a href="http://felipeecorrea.blogspot.com/2009/09/maos.html"&gt;dedos&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4541101784783892789?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4541101784783892789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4541101784783892789&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4541101784783892789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4541101784783892789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/09/pra-guardar.html' title='Dedos'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1741955988551358154</id><published>2009-09-17T10:12:00.002-03:00</published><updated>2009-11-29T09:20:44.362-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demasiadamente prolixo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>Narcisismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sempre conheci e usei a palavra "narcisismo", mas nunca havia parado para ler sobre sua origem. Eu sabia que havia uma lenda sobre Narciso, e sabia, apenas por osmose, que ele fora alguém que se apaixonara pela própria imagem. No entanto, hoje - há alguns minutos - eu recebi um e-mail com essa história. Na verdade eu não costumo ler meus e-mails, minha caixa de entrada é sempre lotada e eu tenho muita preguiça, mas eu estava no MSN quando subiu o aviso de recebimento de um e-mail de uma antiga professora minha. Eu abri apenas por curiosidade, e me deparei com um daqueles e-mails de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;power point&lt;/span&gt;, com uma tradicional música de relaxamento ao fundo e com aquelas imagens retiradas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;google.&lt;/span&gt; Eu geralmente nem vejo esses e-mails [com exceção dos enviados por minha mãe, que - não sei como - sempre seleciona mensagens de caráter telepático ou profético], mas resolvi ver esse e me surpreendi.&lt;br /&gt;A história é praticamente o que eu imaginava... Narciso era um rapaz muito belo e todos os dias contemplava o reflexo da sua própria beleza em um mesmo lago. Um dia, fascinado consigo mesmo, ele cai no lago e morre afogado. Depois disso, o lago, que era doce, transforma-se em um "cântaro de lágrimas salgadas". Aparecem então as Oreiades, Deusas do Bosque, perguntando ao lago a razão de suas lágrimas. O lago responde que chora por Narciso, tal qual as Oreiades imaginavam, mas as surpreende com uma indagação: "Mas Narciso era belo?" pergunta ele. Logo&lt;i&gt; ele &lt;/i&gt;que, supostamente, vira por tanto tempo a imagem do rapaz em suas águas. E então ele completa com a passagem mais significativa da lenda: "Choro por Narciso porque, todas as vezes que ele se deitava sobre minhas próprias margens eu podia ver, no fundo dos seus olhos, minha própria beleza refletida."&lt;br /&gt;Eu sei que até agora nada que eu escrevi faz sentido. Mas isso porque a minha mente está a mil, e quando eu fico assim, pensando demais, tenho vontade de fazer com que todos entendam meu ponto de vista. Isso, aliás, comprova o que eu estou pensando. Penso que, no fundo, todos nós somos narcisistas - em menor ou maior proporção. Inventamos nomes bonitos como "afinidade" e "identificação", mas a verdade é que a maioria de nós se apaixona pela imagem de si mesmo que há nos outros. É muito fácil amar alguém quando esse alguém possui as mesmas convicções que nós, os mesmos gostos, as mesmas crenças. É claro que depois o verdadeiro amor se desenvolve, e transpõe às barreiras da afinidade, mas eu realmente acho que ele começa na gente. Quantas vezes não conhecemos uma pessoa e dizemos para nós mesmos: "poxa, fulando é muito legal, ele entende exatamente o que eu sinto"? Em geral, queremos ouvir apenas aquilo que nós mesmos diríamos [se coubesse a nós dizer], e queremos que os outros sintam e amem da mesma forma que nós amamos, porque, na nossa cabeça, o nosso jeito é o jeito certo.&lt;br /&gt;Quantos relacionamentos não acabam sob aquele clichê: "éramos diferentes demais"? Não é à toa que as pessoas mais presunçosas têm dificuldade de encontrar alguém; é que eles estão tão preocupados em enxergar sua própria beleza nos outros, e se julgam tão superiores, que acabam esquecendo de reparar que esses outros também possuem sua própria beleza. Cai, portanto, a velha teoria de que opostos se atraem. Opostos não se atraem, opostos se completam, mas para que as metades se encaixem é preciso bem mais que amor. É preciso tolerância, disposição para compreender que às diferenças não são necessariamente ruins, e até um pouco de bom senso para perceber que, se fosse para ter alguém igual a nós, bastaria um espelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1741955988551358154?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1741955988551358154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1741955988551358154&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1741955988551358154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1741955988551358154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/09/narcisismo_17.html' title='Narcisismo'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-7306942827099341941</id><published>2009-09-12T08:35:00.005-03:00</published><updated>2009-09-16T19:22:53.112-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Amor de pedra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Diga, dona pedra, tua vida não é muito monótona? Como tu consegues viver sempre parada e calada? Não te dói não poder dizer "eu te amo"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Minha querida, ser pedra é muito difícil, mas monótono não. Às vezes sentam em mim, às vezes me chutam pra longe, às vezes até me jogam no rio só p'ra ver a água espirrar. Mas a cada um é dada a habilidade que o compete. Por isso eu sou dura,  forte e quase inquebrável, para que eu possa suportar tudo isso e ainda alicerçar o chão daqueles que eu amo, sem deixá-lo ceder jamais. Portanto, eu não preciso dizer "eu te amo" a ninguém. Vivo apenas a acreditar e esperar que meus amores saibam que estou sempre a zelar por eles - daqui do meu lugar, aqui no meu silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-7306942827099341941?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/7306942827099341941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=7306942827099341941&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7306942827099341941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7306942827099341941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/09/amor-de-pedra.html' title='Amor de pedra'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-6434284244839241312</id><published>2009-09-07T11:57:00.011-03:00</published><updated>2009-09-09T22:19:18.804-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>abajur.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite engolira o dia tão rápido que parecia que o sol saíra fugido de alguém. Num minuto estava ali, noutro não estava mais. A tarde tivera morte súbita - simplesmente desbotou.&lt;br /&gt;Os postes todos se acenderam, então. As lâmpadas incandescentes atraíram mariposas, que permaneceriam a voar em círculos incansavelmente. O que querem as mariposas? Perguntei-me apenas por perguntar [a resposta não era importante].&lt;br /&gt;Mas a fome da noite é grande, e não satisfeita com o dia, passou a engolir as praças, os bancos, os carros, as gentes e, por fim, os postes. Restou apenas eu e as mariposas, correndo atrás da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas, mariposas, todos querem a mesma coisa: luz - mesmo que seja apenas uma no fim do túnel.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-6434284244839241312?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/6434284244839241312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=6434284244839241312&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6434284244839241312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6434284244839241312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/09/abajur.html' title='abajur.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1529120410841083463</id><published>2009-09-06T02:06:00.007-03:00</published><updated>2009-10-01T10:44:09.370-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Sufoco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é sentir que os degraus da escada se multiplicam conforme se sobe. Uma espécie de subida interminável, e você está nela há tanto tempo que nem se lembra mais aonde quer chegar. De vez em quando, quando muito ousado, você arrisca uma espiada pra baixo... uma olhadela  bem rápida, entrando já saindo, só pra ver o quanto já subiu;  mas [surpresa!] há uma névoa densa e escura impedindo sua visão. O que fazer numa hora dessas? Arriscar pular para o caso de ainda estar perto do chão? Ou continuar subindo pra ver onde vai dar? Se você pular, oh-ou, pode se espatifar. Mas e se essa subida realmente não tiver fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Só sei que uma hora a gente cansa - de subir, de esperar, de cair, de errar. Uma hora a gente cansa de não saber e começa a tentar entender as coisas. Eu, por exemplo, estou começando a entender que a minha subida não tem valor algum, se eu não parar para reparar em como o céu é azul acima das nuvens. Minha subida não tem valor algum, sem alguém assim, afim de me acompanhar...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ultimo Romance - Los Hermanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1529120410841083463?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1529120410841083463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1529120410841083463&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1529120410841083463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1529120410841083463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/09/me-diz-o-que-e-o-sufoco.html' title='Sufoco'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-7786013469364029426</id><published>2009-08-28T09:33:00.006-03:00</published><updated>2009-11-23T10:07:29.556-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Antes do tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;precipitadamente&lt;br /&gt;jogo-me do precipício&lt;br /&gt;precipitada, a mente&lt;br /&gt;comete suicídio,&lt;br /&gt;presa no velho princípio&lt;br /&gt;de precipitar - chover&lt;br /&gt;afogo-me em meu próprio dilúvio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-7786013469364029426?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/7786013469364029426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=7786013469364029426&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7786013469364029426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7786013469364029426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/08/antes-do-tempo.html' title='Antes do tempo'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-3692935675226212111</id><published>2009-08-24T21:46:00.008-03:00</published><updated>2009-11-28T10:04:07.549-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memes e mimos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demasiadamente prolixo'/><title type='text'>Meme</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graças a &lt;a href="http://numajanela.blogspot.com/"&gt;Dandara&lt;/a&gt;, eu agora sei o que é um meme. E graças a &lt;a href="http://ardepracurar.blogspot.com/"&gt;Matheus&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://quimeraembriagada.blogspot.com/"&gt;Andressa&lt;/a&gt;, que me indicaram esse, eu vou poder brincar disso também. Eu sempre via as pessoas indicando memes umas pras outras, e mesmo sem entender direito o que era, achava legal. Se tem gente que não gosta por dizer que é "aprender por cópia", eu digo que adoro a idéia de ver várias pessoas respondendo a uma mesma pergunta. Não é legal ver até onde as pessoas podem ser diferentes [ou iguais]?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regras são:&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Selecionar dez coisas que você ama&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Indicar o meme para cinco pessoas diferentes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1º parte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Falar: mais do que qualquer outra coisa, eu amo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;poder &lt;/span&gt;falar. Gosto de me sentir livre pra dizer o que eu penso, o que eu sinto, ou simplesmente para dizer o que me dá na cabeça. Gosto de falar sobre tudo ou sobre nada. Às vezes me arrependo do que digo, e prometo não falar sem pensar novamente, mas aí penso que seria muito pior se eu me arrependesse de não ter dito aquilo que eu queria dizer. Vai que depois é tarde demais? Por isso eu gosto de falar tudo. Falo quando estou feliz, falo quando estou magoada, falo quando estou com raiva, falo quando amo e sei que amo, tem vezes que falo só para acelerar o relógio, mas eu estou sempre falando. E quando estou em silêncio, é porque estou pensando em algo que eu poderia falar - qualquer hora para alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Espontaneidade: não há nada que faça eu me sentir tão bem quando a sensação de poder ser quem eu sou, sem restrições e sem censuras. Eu sou naturalmente espontânea e impulsiva. Vez por outra eu dou uma de racional, e fico pensando e pensando e pensando sobre tudo o tempo todo, mas sempre que faço isso, acabo fazendo exatamente o que eu queria fazer no início e não tive coragem. Eu gosto de decisões de última hora, gosto de planos refeitos; gosto de correr na chuva, mesmo que estando preparada para um dia de sol na praia. Eu sinto prazer em tirar proveito das mudanças, me sinto viva quando consigo tirar o sumo positivo das coisas inesperadas, mesmo que elas pareçam ruins a princípio. Eu sempre gostei daquela frase do faustão que diz "quem sabe faz ao vivo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Chuva: já que falei em chuva no tópico anterior, vou dedicar um tópico inteirinho só pra ela. Eu simplesmente amo a chuva. Amo o efeito que a chuva provoca em mim... Eu me sinto mais viva cada vez que uma gota de chuva resvala por minha face, e adoro abrir a boca para esperar que algumas delas caiam doce em minha boca. Chuva me faz reviver momentos lindos na mente, outros nem tanto. Mas nem só de momentos bons a vida é feita, não é? E são os altos e baixos que a tornam tão emocionante quanto uma montanha russa [que dá aquele medo, aquele frio na barriga, mas no final, todo mundo quer ir de novo]. Gosto de imaginar que chuva leva tudo que é ruim, traz tudo que é bom, e mesmo quando a chuva é muito forte, provocando sustos e desastres, há sempre a certeza de que depois dela, virá a calmaria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. Carinho: eu não sei se eu sou uma pessoa tão carinhosa quanto eu gostaria de ser, mas adoro toda forma de carinho, explícito ou não. Não precisa ser grande coisa, uma ligação preocupada quando eu estou doente ou triste já é o bastante para me coroar um sorriso de orelha a orelha. Carinho de namorado [não qualquer namorado, apenas do &lt;b&gt;meu&lt;/b&gt; namorado], carinho de amigo, carinho de pai, de mãe, de irmão. Amo beijar, claro, não há como descrever a sensação que reside em um beijo apaixonado. Mas as vezes um abraço, daquela mesma pessoa que lhe beija, vale mais que um milhão de beijos. Aquele abraço apertado que parece dizer "vou transformar meus braços em uma muralha para te proteger de tudo". Amo até aqueles carinhos mais sutis... Um roçar de mãos, uma cabeça em meu ombro, uma mordida e até um grito, se for de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5. Telefone: ah, telefone. Que me permite ouvir a voz dos que estão longe, bem no meu ouvido, como se estivessem pertinho de mim. Telefone, que me permite adormecer enquanto converso, e que diminui a solidão que eu sinto quando não tem ninguém em casa. Telefone, que me permite ligar pra quem eu quiser: da rua, do ônibus, da aula, do quarto, do banheiro... Só o toque do telefone já me faz sorrir... "quem será que está ligando? será alguém que lembrou de mim? alguém que quer ouvir minha voz?". Claro que eu prefiro a presença  substancial, o contato, a voz vinda com o sopro da respiração; mas quando quem a gente quem ama tá distante, é o telefone que salva - da saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6. Arte: música, cinema, pintura, dança, literatura e sorriso. Eu posso não ser uma artista em potencial, mas sou uma grande apreciadora de todas as formas de arte. Não me lembro de um dia que eu tenha passado sem ouvir ou cantar uma música pelo menos, e são tantos os filmes que me encantaram até hoje que é praticamente impossivel eu escolher um ou dois deles para definir como meus favoritos. Eu gosto de olhar para pinturas e imaginar o que o artista estava sentindo/pensando quando fez aquela pintura. Na dança, o corpo ganha voz, e os gestos dizem coisas que só outro corpo - em sintonia - consegue entender. Literatura, o que posso dizer? Eu mergulho tão profundo em um livro, que de vez em quando fico perdida entre a realidade e a ficção. E sorriso, nossa, o sorriso para mim é a mais linda de todas as artes... Uma arte que não exige talento, vocação ou horas de treinamento. Arte popular, livre, barata e nem por isso menos bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Imaginar: posso passar horas apenas imaginando algo sobre alguém. Qualquer coisa pode despertar minha imaginação; um banco vazio me faz imaginar quantas pessoas já não passaram por aquele banco; uma luz acesa no meio da noite me faz imaginar o motivo de alguém não estar dormindo tão tarde [seria o mesmo que o meu?]; um casal discutindo me faz imaginar o sorriso que virá quando fizerem as pazes; uma flor me faz imaginar quantas mulheres não amariam recebê-las de uma pessoa amada. Eu gosto de olhar para estranhos e imaginar suas histórias, gosto de imaginar como seria aquilo se não fosse isso, como seria aquele, se não fosse assim. Amo imaginar porque a minha imaginação me dá asas, e eu sempre gostei de imaginar como seria, se eu pudesse mesmo voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Final feliz: "final" é força de expressão, já que eu não acredito que as coisas tenham mesmo um final definitivo. Pra mim, nem a morte é o fim.  Mas eu adoro quando as coisas "terminam" bem. Quando uma briga boba termina em risos; quando um filme acaba em casamento; quando o herói consegue salvar a mocinha; quando o vilão se arrepende e tenta se redimir; quando uma saída entre amigos acaba em resenhas. Eu odeio aquela impressão de que "nada valeu a pena" só porque no final não foi tão legal. Já quando as coisas terminam bem, parece que tudo que acontece de ruim é aprendizado, enquanto tudo de bom se eterniza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Pessoas: isso não é bem uma coisa, mas se eu fosse fazer uma lista de todas as pessoas que eu amo, daria bem mais de 10. Então eu vou resumir tudo em uma coisa só. Porque  eu amo, nas pessoas, o que elas têm de mais humano. Gosto de fulano porque ele é sensível, de beltrano porque é inseguro. Amo os medrosos, os ciumentos, os serenos, os  sinceros. Amo as pessoas pelo que elas realmente são, pelos seus defeitos e pela coragem de assumi-los. Eu amo as pessoas porque elas erram, e errando amadurecem. Amo as pessoas porque são imperfeitas,  mas ainda assim tentam melhorar. Amo as pessoas porque elas são capazes de mudar, de pensar, de sentir. Amo as pessoas porque elas podem me amar também. E quem não ama ser amado? Eu sei que existe muita gente cruel no mundo, muita gente que quer o mal do outro sem quê nem pra quê, mas eu não sou do tipo que julga o todo por uma parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Amar: família, amigos, namorado, falar, espontaneidade, chuva, carinho, telefone, imaginação, final feliz, cachorro, gato, papagaio, peritquito... Eu sou um pouco de cada coisa que eu amo.  Sou o conjunto de todas elas. Diria até que sou feita de amor, mesmo quando estou com raiva. Se eu não amasse &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tanta &lt;/span&gt;coisa [e pessoas!], nem mesmo essa lista eu poderia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º parte:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://manueladaydreaming.blogspot.com/"&gt;Manuela&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://conscienciaespiral.blogspot.com/"&gt;César&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pieguicesminhas.blogspot.com/"&gt;Eduardo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://apenaspalavrasrabiscadas.blogspot.com/"&gt;Luciana&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://felipeecorrea.blogspot.com/"&gt;Felipe&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-3692935675226212111?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/3692935675226212111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=3692935675226212111&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3692935675226212111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3692935675226212111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/08/mama-meme.html' title='Meme'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-5224880351550746819</id><published>2009-08-17T00:29:00.005-03:00</published><updated>2009-11-28T10:19:45.439-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>Teorema do copo d'água.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assistindo Mais Você, eu ouvi algo interessante. Ouvi que, se você segurar um copo descartável [do pequeno] com água, você vai achar ele leve. Claro, porque ele é realmente leve. Entretanto, em segurando esse mesmo copo por duas horas, por exemplo, sua mão vai começar a ficar dormente, seus dedos vão começar a fraquejar, e aquele copo de água, que era leve, vai ficar gradativamente mais pesado. Agora imagine segurar esse copo de água durante dias/meses, sem soltar por nenhum instante? Vai chegar um momento em que ele vai ficar tão pesado que você não vai mais suportar. Sua mão vai ficar incontrolavelmente lânguida e o copo vai cair, provavelmente provocando uma bela lambança.&lt;br /&gt;Eis pois o que acontece com todo peso que decidimos carregar conosco por tempo indeterminado. Seja um medo, uma preocupação, um segredo, tudo que exige de nós um certo esforço, mesmo que a princípio pareça pouco, nos desgasta se prolongado demais. Por isso, eu agora estou largando os pesos. Vou colocar meu copo de água sobre a mesa, e só vou pegar quando estiver com sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-5224880351550746819?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/5224880351550746819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=5224880351550746819&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5224880351550746819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5224880351550746819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/08/teorema-do-copo-dagua.html' title='Teorema do copo d&apos;água.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1009494393181116965</id><published>2009-08-11T22:49:00.004-03:00</published><updated>2009-08-11T23:27:06.927-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Long Nights</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes eu tenho a sensação de ser apenas uma telespectadora da minha própria vida. Parece que estou sentada em uma poltrona, de onde assisto meus erros e acertos, sem controle remoto nem nada. É como se eu não tivesse o poder nem a disposição de mudar o curso das coisas, mesmo que elas me incomodem.&lt;br /&gt;Ando tendo muita insônia, e isso não me parecia errado, até eu parar e pensar no porquê. Porque não consigo dormir, mesmo quando meu corpo está cansado e minha mente está exausta? Porque não consigo repousar minha cabeça no travesseiro e só acordar com o sol? Pensando, cheguei a uma conclusão: me falta o sentimento de dever cumprido.&lt;br /&gt;Não importa o quanto eu estude, ou o quanto eu siga os planos que tracei para meu dia, sempre falta alguma coisa. É que eu ando meio sem rumo, insatisfeita como o que venho me tornando. Não tenho mais certeza do que quero pra mim. Nem sequer tenho certeza do que não quero.&lt;br /&gt;Tem dias que quero passar a vida escrevendo, tem dias que quero escrever uma vida nova. Sem essa rotina desgastante que vem me sufocando. Sem precisar estar cercada de livros que odeio ler, ouvindo histórias que já me foram contadas, voltando pelo mesmo caminho que me trouxe até aqui.&lt;br /&gt;Sinto como se estivesse estacionado no tempo. Não cresci, não amadureci, não aprendi com minhas falhas. Os erros que eu cometo ainda são os mesmos, a diferença é que agora eu já os conheço bem, e tenho sempre um bom argumento para justificá-los.&lt;br /&gt;Me pergunto se isso é apenas uma fase, uma TPM fora de época, uma inquietação provocada por alguma frase que li em um outdoor. Porque eu tenho dessas coisas... escuto algo e penso que não dei importância, mas depois de um tempo percebo que aquelas palavras ficaram ecoando na minha cabeça, como um CD arranhado que não para de tocar.&lt;br /&gt;É estranho, porque pela primeira vez não se trata de amor. Aliás, o amor é tudo que eu tenho de mais certo agora. É o que me ampara e suporta os meus defeitos de fábrica. O amor em todas as suas mais variadas facetas.&lt;br /&gt;É, esse post não é sobre paixão, sobre pressão ou depressão. Eu não estou infeliz, não estou irritada e nem preocupada. Estou apenas confusa, perdida diante da incerteza do meu amanhã. Se houver amanhã.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1009494393181116965?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1009494393181116965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1009494393181116965&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1009494393181116965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1009494393181116965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/08/long-nights.html' title='Long Nights'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4430671686308041520</id><published>2009-08-11T12:06:00.009-03:00</published><updated>2009-08-11T16:48:07.617-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Raimundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podia ser João, José ou Roberto; mas olhando pra ele, acho que é Raimundo. Os olhos são sagazes, embora transmitam cansaço e pesar. Os pés, descalços, estão cheios de calos; e eu me pergunto por quanto asfalto quente ele já não caminhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de saber da história de Raimundo, mas não tendo coragem de perguntar, eu invento. Não que eu tenha medo dele, dele não; tenho medo de descobrir que ele está aqui porque matou alguém e fugiu pra não ser preso - ou qualquer coisa do tipo. Tenho medo de descobrir que toda essa penúria é conseqüência de uma única escolha errada, cuja responsabilidade cabe apenas a ele. Tudo fica mais difícil, se não podemos culpar ninguém. E pra que deixar as coisas ainda mais difíceis do que já são?&lt;br /&gt;Por isso, eu gosto de inventar. Olho pra Seu Raimundo e penso que ele está esperando alguém. Um grande amor, talvez. E ele está com medo de que ela apareça justo quando ele for embora. E, temendo, fica sempre aqui, nessa praça, debaixo de chuva e sol. Sem reclamar.&lt;br /&gt;Enquanto espera, Raimundo também inventa histórias. Quando chove, ele inventa que Luísa - Luísa parece um bom nome para um grande amor - está presa por causa da enchente. Quando faz sol, é culpa do carro que quebrou no meio da estrada e está difícil de consertar.&lt;br /&gt;Raimundo às vezes chora, quando não tem ninguém passando. É a tristeza de pensar que  talvez Luísa tenha sido mordida pelo bicho da morte. É, pra Raimundo a morte é que nem bicho; uma fera traiçoeira, perversa, que fareja o medo à quilômetros de distância. Por isso, quando bate aquele aperto no peito, ele volta os olhos pro firmamento e pede força pra enfrentar a fera e suas crias: a fome, o frio, a doença, e ela, a filha preferida da morte - a desistência.&lt;br /&gt;E assim Raimundo vai vivendo. Quando os pés doem demais, ele deita e fica olhando pro céu [ele prefere fazer isso a noite, quando há um milhão de estrelas brilhando para ele, igualzinho aos olhos de sua amada]. Quando a fome aperta, ele pede uma ajuda. E quando é a saúde que balança, ele bebe das lágrimas de algum Deus complacente, que caem sobre ele disfarçadas de chuva. No frio, ele imagina os braços de Luísa à sua volta, e como mágica, o sangue se aquece, e a pele é chaminé para o calor da esperança, que se renova sempre pra que ele não desista nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte, Raimundo. Boa fé.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4430671686308041520?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4430671686308041520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4430671686308041520&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4430671686308041520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4430671686308041520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/08/raimundo.html' title='Raimundo'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4354758116830000128</id><published>2009-08-09T23:46:00.008-03:00</published><updated>2009-11-28T10:04:32.361-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Eu fiz de novo!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aquilo, de falar as coisas sem pensar. ou de falar tanto que no final eu já nem sei se o que eu falei era o que eu pensava no começo. Alguém por favor me coloca no silencioso? Quero um botão que me desligue, que me mantenha no automático e me faça parar de questionar. Quero, pelo menos uma vez, me deixar levar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4354758116830000128?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4354758116830000128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4354758116830000128&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4354758116830000128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4354758116830000128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/08/eu-fiz-de-novo.html' title='Eu fiz de novo!'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-5148609754744345485</id><published>2009-07-24T09:49:00.014-03:00</published><updated>2011-01-17T00:13:00.970-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eight days a week'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Chuva traga o meu benzinho...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SmmuEUytdQI/AAAAAAAAAV0/lMubiKta9T8/s1600-h/ooi.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362008220685399298" src="http://2.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SmmuEUytdQI/AAAAAAAAAV0/lMubiKta9T8/s400/ooi.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Pois preciso de carinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe aquelas cenas de filme? A garota entra no mesmo local onde já esteve com o rapaz. Um local aparentemente comum, mas que, quando ao lado dele, parecia que tinha chão de núvens, e as músicas que tocavam pareciam se encaixar perfeitamente no que sentiam, no que pensavam, e faziam encaixar perfeitamente um corpo no outro pra dançar bem juntinho a noite toda.&lt;br /&gt;Dessa vez, no entanto, ela está sem ele. O lugar é o mesmo, as paredes são as mesmas, mas parece tão vazio! Nem todas as centenas de pessoas se empurrando o tempo inteiro conseguiam fazer passar aquela sensação de vazio, de espaço demais, de gente invisível por todo lado.&lt;br /&gt;A garota, então, fecha os olhos. E uma espécie de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flash&lt;/span&gt; passa pela cabeça dela... Por um instante, ela quase pôde sentir novamente os braços dele em volta do seu corpo, e quase pôde sentir o gosto do beijo, que é tão bom que até o gosto amargo de chopp parece deliciosamente atraente.&lt;br /&gt;Acontece, porém, que alguém chama por ela. E todas as imagens se desfazem no ar como se fossem feitas de fumaça. Ela fica triste quando percebe que estava apenas sonhando acoradada, e pensa que seria ótimo se pudesse viver tudo novamente. Mas não, ela muda de idéia. Ela quer é mais tempo para muitos novos momentos como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-5148609754744345485?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/5148609754744345485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=5148609754744345485&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5148609754744345485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5148609754744345485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/07/chuva-traga-o-meu-benzinho.html' title='Chuva traga o meu benzinho...'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SmmuEUytdQI/AAAAAAAAAV0/lMubiKta9T8/s72-c/ooi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-992009935172548658</id><published>2009-07-20T10:18:00.013-03:00</published><updated>2009-11-29T09:16:17.737-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Qualquer intenção'/><title type='text'>ainda acordada...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;eu penso agora nos amores que tive, nos amores que perdi. penso nas lágrimas que derramei, na tristeza que um dia senti. penso em quantas vezes eu já não acreditei que fosse o fim, quantas vezes eu não pensei em desistir. penso naquelas noites, como essa, sem conseguir dormir; e penso naquelas manhãs em que eu não quis acordar. penso e, pensando, lembro das tristes despedidas, do abraço apertado na partida, do sorriso caloroso na chegada. lembro dos dias que amanheceram cinzentos e que, mesmo fechados para qualquer raio de luz, foram palco de muita brincadeira e muito riso sob a chuva. lembro dos sorvetes, dos chocolates, dos trabalhos escolares. lembro das brigas, dos desabafos, dos abafos, dos sacrifícios. lembro das noites perdidas de papo pro ar, a promessa de ver o sol raiar; os pés descalços, cansados de dançar. sim, eu lembro das danças, das tranças, dos penteados iguais. lembro das criações, confusões e confissões. lembro das paixões de colegial, do primeiro selo, do primeiro beijo, dos primeiros carnavais. lembro das cartinhas, das cartilhas, das partilhas de roupas, escova de dentes e amor. penso nos filmes, nas pipocas, e mais chocolates, e mais trabalhos. penso no desespero, nas viagens, nas trilhas sonoras; naquela música que até hoje, quando toca no rádio, me dá vontade de chorar. lembro do braço aberto, do colo pra chorar.... das ligações e mais ligações, e das transmissões de pensamento, de sentimento; penso no tormento que é não poder ligar, nem falar, nem perguntar se fulano finalmente vai se declarar. penso em como a felicidade de alguém pode ser o bastante pra me deixar feliz também, e em como um sorriso só sorri por tantos além. não importa se é vibrando, chorando, cantando, reclamando, ou clamando a Deus um pouco mais de paz. não importa se está longe, ou se está perto. não importa raça, religião ou gosto musical... amigo que é amigo, é amigo de verão a verão, em qualquer estação, mesmo que seja de trem. [&lt;i&gt;um feliz dia dos amigos para todos, e obrigada aos meus amigos. que estão em mim, que estão comigo!].&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-992009935172548658?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/992009935172548658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=992009935172548658&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/992009935172548658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/992009935172548658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/07/ainda-acordada.html' title='ainda acordada...'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-3299066063900620325</id><published>2009-07-20T03:49:00.004-03:00</published><updated>2009-11-28T10:08:49.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Nota de observadora:</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pra dois posts numa só madruga, só há duas explicações prováveis: ou eu estou tendo &lt;i&gt;outra&lt;/i&gt; crise de insônia, ou estou preocupada com alguma coisa. No entanto, meus olhos estão quase adquirindo gravidade própria, e o sorriso em meu rosto parece abolir qualquer possibilidade de preocupação. O problema é que as vezes eu tenho a impressão que não posso rir tanto riso assim à toa. sinto como se, a qualquer minuto, o universo fosse cobrar um preço por toda essa felicidade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-3299066063900620325?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/3299066063900620325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=3299066063900620325&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3299066063900620325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3299066063900620325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/07/nota-de-observadora.html' title='Nota de observadora:'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-622398381289313369</id><published>2009-07-20T03:21:00.007-03:00</published><updated>2011-01-17T00:13:15.844-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eight days a week'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Detalhes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhum olhar jamais me fez sentir tantas coisas ao mesmo tempo. Um misto louco de medo, vergonha e desejo, uma estranha vontade de atravessar o vidro dos olhos para chegar à retina que me imprime exatamente como sou, e reprime toda a coragem que um dia eu tive. De repente, minhas pernas ficam frouxas, e as palavras que eu ensaiei para falar saem aos tropeços ou, na maioria das vezes, simplesmente não saem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rosto quente me faz sentir um pouco mais segura, como uma comprovação de que não sou só eu que estou a flor da pele. Mas a verdade é que a flor da pele também desabrocha, e apenas aquelas mãos sabem a medida exata de força e delicadeza que as pétalas necessitam para tornarem-se vivazes o bastante para suportar as tempestades e as ventanias.&lt;br /&gt;Um sopro ao pé do ouvido aquece quando o tempo esfria, e refresca quando o calor invade o ambiente e o corpo, o corpo todo que se embala pra lá e pra cá. Os braços abarcam meus braços, como um barco que navega num mar de ondas mansas, que leva todo o passado, e deixa de presente o presente, que se arrasta pra não ter que passar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, os corações conversam; um tambor batendo dentro do peito, dizendo que agora não tem mais jeito, é sentimento demais pra acabar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-622398381289313369?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/622398381289313369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=622398381289313369&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/622398381289313369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/622398381289313369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/07/detalhes.html' title='Detalhes'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-7731675260102223312</id><published>2009-07-07T19:20:00.006-03:00</published><updated>2011-01-17T00:13:47.641-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eight days a week'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Plenitude</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu estava decidida a não me apaixonar de novo. Meu coração estava fechado para reforma e só retornaria revestido com DNA de lagartixa. De que outra forma ele poderia sobreviver a tantas quedas, tantos cortes, tanta falta das tantas partes que tantas vezes partiram [e partiram-no]? Mas algo inesperado aconteceu. Um desses eventos aleatórios que costuma não dar em nada, mas que quando dá, revira nossa vida e deixa tudo de pernas pro ar. AR! É como voltar a respirar livremente, sem tubos de solidão para estimular a auto-piedade.&lt;br /&gt;Mas gato escaldado... sabe como é. O coração hesitou, apertou, gritou; o coração teve medo de partir-se de novo, pois estava quase deixando de ser coração pra ser colcha de retalhos. E em nome dele, eu resisti; quis ter certeza de que não havia um abismo entre as nuvens, e até tentei trancafiar o pensamento - mas ele, que nem vento, me escapou. Acontece que quando o amor surpreende, o coração amolece, o coração se rende. E se houver qualquer abismo nessa estrada, eu vou voar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-7731675260102223312?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/7731675260102223312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=7731675260102223312&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7731675260102223312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7731675260102223312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/07/plenitude.html' title='Plenitude'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-5309900832216520785</id><published>2009-07-02T22:34:00.003-03:00</published><updated>2009-11-28T10:20:45.486-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Não há de ser nada.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mas às vezes eu me sinto como se nunca estivesse a altura daqueles que eu amo. Por mais que eu me esforce, nada que eu faça é suficiente; sempre acabo magoando alguém e sendo acusada de fria e seca por isso. Eu confesso que tenho uma certa dificuldade de demonstrar meus sentimentos, mas não acho certo que me julguem e me condenem por isso. Não dizer não significa não sentir. Será que ninguém sente o calor da minha alma quando me abraça? Tenho medo de que estejam certos sobre mim. Tenho medo que eu seja mesmo impenetrável. Mas como por ser fria quando há tanta vida queimando dentro de mim?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-5309900832216520785?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/5309900832216520785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=5309900832216520785&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5309900832216520785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5309900832216520785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/07/nao-ha-de-ser-nada_02.html' title='Não há de ser nada.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8633926172343882641</id><published>2009-06-29T21:45:00.004-03:00</published><updated>2009-07-07T19:46:40.298-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demasiadamente prolixo'/><title type='text'>Pêra!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu queria escrever, mas tudo que me vinha à mente eram declarações de amor e poemas baratos. E eu poderia dizer agora que estou apaixonada, e que por isso estou muito sensível e que até chorei assistindo o exterminador do futuro II hoje. Mas decidi que queria escrever algo inovador, algo menos egocêntrico, que abranjesse mais que apenas os meus sentimentos ou situações casuais que porventura eu projetasse na minha cabeça [como sempre faço]. E foi pensando assim que eu tive a &lt;em&gt;brilhante&lt;/em&gt; idéia de pedir que minha mãe dissesse uma palavra qualquer, que seria enfim o tema abordado no meu post. Mas eis que ela me aparece com essa palavra inesperada: pêra! Pêra, que após o novo acordo ortográfico não recebe mais acento, mas que eu, em sinal de protesto, continuo a utilizar, por achar que a pêra fica nua sem “chapéu”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois bem, o que falar sobre pêras? Eu pensei em falar que elas são boas pra saúde... até fiz uma pesquisa na wikipédia para fundamentar o meu post, mas não achei que fosse um conteúdo atraente para os meus [poucos, porém queridos] leitores. Então eu comecei a pensar sobre essa fruta de ambiente temperado, com sabor neutro, e percebi que pêra é comida de doente...! Pouco ácida, macia, pouco calórica. E isso não é muito relevante, mas é uma descoberta, visto que só a maçã é lembrada como comida de doente. Porque esse preconceito com as pêras, não é mesmo? E agora me ocorreu outra coisa; que as pêras também são muito utilizadas como parâmetro para o corpo feminino. Tipo, um corpo em forma de pêra geralmente traz quadris largos, ombros finos, pouco busto. No entanto, ninguém lembra das mulheres pêras! Só lembram as mulheres “melancia”, ou então das mulheres “violão” que nem fruta são. Entende? Porque as pêras são tão discriminadas por nossa sociedade? As pêras também têm sentimento... Se elas falassem – que nem as vacas do &lt;a href="http://aureaanima.wordpress.com/"&gt;Carlo&lt;/a&gt; -, elas provavelmente iniciariam uma revolta armada contra as outras frutas da cesta de fruta que sempre são mais pintadas nos quadros dos artistas.&lt;br /&gt;Bom, essa é minha singela homenagem às pêras. Deixo aqui pra vocês, a foto de duas delas, provavelmente apaixonadas, que nem eu. =} &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352915818438247250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/Sklgk26Uw1I/AAAAAAAAATI/cqEkS9_0NPA/s320/pera_flor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8633926172343882641?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8633926172343882641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8633926172343882641&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8633926172343882641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8633926172343882641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/06/pera.html' title='Pêra!'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/Sklgk26Uw1I/AAAAAAAAATI/cqEkS9_0NPA/s72-c/pera_flor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1193123796571458673</id><published>2009-06-23T14:36:00.001-03:00</published><updated>2009-06-23T14:40:33.141-03:00</updated><title type='text'>Sozinha na multidão.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parece um clichê, quando escutamos os outros falando sobre esse estranho vazio que surge dentro da gente; mas na verdade é bem real, e dói. A propósito, eu sempre pensei que essa dor fosse metafórica. Sempre ouvi músicas, li em poemas, romances, e a mim parecia sempre tão exagerado! Como um sentimento poderia causar qualquer dor física? Mas então eu conheci a saudade. A saudade é traiçoeira... A gente nunca sabe se é boa ou ruim. É bom lembrar dos bons momentos, mas se precisamos lembrar é porque não estamos mais – pelo menos por hora – vivendo essas lembranças. É uma sensação ruim, essa de querer voltar no tempo e não conseguir. De repente, de tanto você lembrar daqueles momentos, você começa a reinventá-los em sua mente; começa a pensar que poderia ter feito isso ou aquilo diferente, pensar que poderia ter dito aquilo aquela hora, e ter dado um beijo mais longo na hora da despedida. Ah, é tão chato sentir saudade! Mas, por outro lado, e isso é mesmo um clichê, a saudade também faz sentir que valeu a pena. Valeu tanto a pena que você ainda queria estar lá, sentindo todas aquelas coisas novamente, como um filme preferido que você compra o dvd original só pra poder ficar revendo todos os dias, e pra dar pause naquela cena perfeita que sempre faz seus olhos se enxerem de lágrimas. Eu não sei explicar esse fenômeno, não sei explicar como posso me sentir só quando estou cercada de tantas pessoas que eu gosto... é só que parece que está sempre faltando um pedaço que, por menor que seja, não me deixa ficar completa. E o pior é que eu to sempre me sentindo assim; quando estou cá, quero estar lá, quando estou lá, quero estar por cá. Depois não entendem porque eu sou assim perturbada. Mas a verdade é que no meu agora, só há um lugar onde eu realmente queria estar; onde eu posso ser assim tão eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1193123796571458673?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1193123796571458673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1193123796571458673&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1193123796571458673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1193123796571458673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/06/sozinha-na-multidao.html' title='Sozinha na multidão.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-7206652669610605191</id><published>2009-06-17T12:23:00.016-03:00</published><updated>2011-01-17T00:13:53.533-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eight days a week'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>arrepio...</title><content type='html'>onda que irrompe na alma&lt;br /&gt;eriçando a pele&lt;br /&gt;e se propaga em pelo&lt;br /&gt;atravessando o corpo&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-7206652669610605191?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/7206652669610605191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=7206652669610605191&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7206652669610605191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/7206652669610605191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/06/arrepio.html' title='arrepio...'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4448102109742390013</id><published>2009-06-14T19:14:00.005-03:00</published><updated>2011-01-17T00:14:17.750-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eight days a week'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Do sexto andar.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O vento leste soprava forte na orla. Um sopro gélido, perdido no mormaço habitual da cidade; no calor que irradiava do asfalto para o corpo dos que passavam correndo, para a vida, que comemorava o nascer de mais um dia.&lt;br /&gt;Em algum lugar perto dali, ouvindo o som das ondas que iam e vinham [incansáveis], Zeca ensaiava um sorriso no espelho. Chegara enfim o dia em que declararia seu amor; o dia em que revelaria à Isabela o quanto seu corpo regia apenas com o rastro de perfume que ela deixava no elevador. Ele costumava inspirar todo aquele ar de uma só vez, e prendia-o em seus pulmões pelo maior tempo possível, imaginando que, de alguma forma, aquilo pudesse aproximá-los. Entretanto, daquela manhã em diante, Zeca esperava não ter mais que contentar-se com o ar viciado do elevador - ele queria mais. Queria poder respirá-la de pertinho, sentindo em si as vibrações do ar que passaria dela pra ele, num interminável fluxo de sensações. Ele queria beijar-lhe o pescoço e divagar pelas trilhas que seus lábios percorreriam até explorar-lhe todo o corpo. Ah, Zeca sonhara tanto com este momento, e agora, há instantes de seu triunfo, encontrava-se paralisado, pateticamente estático,&lt;em&gt; ensaiando sorrisos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Com um longo suspiro, o rapaz dirigiu-se à cozinha. Necessitava de um facilitador, um incentivo; algo que lhe proporcionasse toda a coragem que passara meses reunindo, mas que ainda não dispunha. Abriu a geladeira e retirou uma garrafa meio cheia de Uísque. Serviu-se de uma pequena dose e, em seguida, de outra.&lt;br /&gt;Com o copo na mão, caminhou até a varanda. Ajeitou na parede o velho quadro de mosaico, que estava inclinado; e, de repente, cada fragmento de vidro [colorido] refletia a imagem desejada de Isabela. Ele desviou o olhar o apartamento dela, situado logo ao lado do seu, janela com janela. Odiou-se por amá-la tanto e não ser capaz de dizê-la o quanto. Odiou-se, e odiou-se tanto, que quis jogar-se lá de cima – do sexto andar – só para não ter que se odiar mais. No entanto, uma canção distante o impediu. Era uma sinfonia natural; vento, mar e sol, todos entoando uma cantiga suave, que lhe acalmou o coração. Seus olhos então correram pelo calçadão, pelas árvores, pelos ladrilhos do chão... e depois repousaram sobre um casal sorridente, que se beijava ao sabor daquela melodia.&lt;br /&gt;Zeca então sorriu. Um pouco pra si, um pouco pra ninguém. Sorriu e jogou uma pequena pedra na janela de Isabela. Ele agora tinha coragem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4448102109742390013?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4448102109742390013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4448102109742390013&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4448102109742390013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4448102109742390013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/06/do-sexto-andar.html' title='Do sexto andar.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-71192512205637032</id><published>2009-06-12T21:21:00.026-03:00</published><updated>2011-02-27T10:05:11.793-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demasiadamente prolixo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>Dia dos [des]namorados.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SjL2VUWKLbI/AAAAAAAAASA/E4T-k_bvXZ4/s1600-h/ddd.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Eu tava assistindo MTV quando começou o "LAB - toca aí" especial do dia dos namorados. Não fiquei surpresa quando Fresno apareceu para escolher a primeira música, mas chorei horrores com a música que eles escolheram. Always. Aquela do Bon Jovi... quem já não curtiu uma fossa com aquela música? quem já não reviveu uma dor de cotovelo adormecida? No meu caso, o buraco é mais embaixo. Quem me conhece a mais tempo sabe que ela é minha música preferida ever! e que, inclusive, marcou o meu último namoro sério. Lembro que logo que o namoro acabou, eu fiquei com medo de não conseguir ouvi-la novamente sem lembrar das coisinhas ruins que, eventualmente, os finais de relações trazem consigo. Felizmente, aconteceu exatamente o contrário. Eu consegui apagar da minha mente tudo que, na época, me machucou por dentro, e só restaram as boas lembranças. Entre elas, o dia dos namorados. Até hoje eu tenho a cesta enorme que eu ganhei cheia de trufas. É claro que não sobraram trufas, mas a lembrança está guardada, perto das minhas bonecas e ursinhos de pelúcia. Sim, eu ainda tenho bonecas; gosto de manter sempre à vista os pedacinhos do meu passado, para que eu olhe ao redor e lembre de que o que eu sou hoje, é a união de tudo que eu já fui um dia. Mas bom, eu comecei a falar disso com um propósito. É que, com todas essas lembranças, eu percebi que o dia dos namorados é bem mais marcante para os que &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; tem namorado. Afinal, quando se tem namorado, o dia 12 não passa de um dia para trocar presentes, além de – o mais importante – ser também um ótimo pretexto para lembrar à pessoa amada do quanto ela é especial. Mas quando há amor de verdade, todo dia é dia disso (não necessáriamente envolvendo presentes)! Entretanto, aos que não tem a quem dedicar serenatas e declarações, esse dia parece interminável e incrivelmente solitário. Nós (solteiros) nos perguntamos porque estamos sozinhos; e alguns até inventam aquelas desculpas "de encalhados"... "estou só por opção", ou "estou me dedicando aos estudos agora". Mas a verdade é que, se pudéssemos &lt;b&gt;mesmo&lt;/b&gt; escolher, escolheriamos ter sempre alguém conosco; alguém que nos fizesse sentir amados, desejados, amparados; alguém para escrever cartas de amor e ligar de madrugada só pra dizer "estou pensando em você". E o mais complicado... na maioria das vezes, esse alguém tem nome e endereço, e nós apenas não temos coragem de procurá-los, ou não somos correspondidos, ou somos correspondidos e não sabemos. Por isso, o dia dos namorados para os solteiros é ficar olhando os casais se abraçando na rua, no parque, no cinema; e é pensar que seria realmente &lt;i&gt;muito &lt;/i&gt;bom ter (aquele) alguém para, pelo menos, andar de mãos dadas por aí.&lt;i&gt; [Um feliz dia dos namorados (para os que tem). E para os que não tem... muito chocolate! rs.]&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-71192512205637032?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/71192512205637032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=71192512205637032&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/71192512205637032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/71192512205637032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/06/respire-fundo.html' title='Dia dos [des]namorados.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4123633839441539320</id><published>2009-06-10T09:20:00.005-03:00</published><updated>2009-11-28T10:12:11.497-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Se bastasse querer.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabe aquele arrepio na espinha? Uma dorzinha pontiaguda no estômago, uma tremedeira nas pernas, uma mordiscada no canto do lábio para segurar a boca - que parece que ta relaxada de tanto sorrir. Para de rir, Nat. Fixe o olhar num ponto e respire, logo você se acostuma com essa sensação. Eu não sabia se ia durar; nunca sei. Mas queria tanto que durasse! Fazia tempo que não sentia assim: numa hora contanto os segundos para o tempo passar, noutra, fechando os olhos pra parar no tempo. Era como uma dança lenta, e a voz dele me conduzia por um imenso céu, coroado por estrelas prateadas que nos serviam de holofotes. Vez por outra a luz passava por ele, revelando uma fatia fininha do seu rosto; e depois ia sumindo, sumindo, sumindo... Era como ver a lua, minguando sob uma cortina de nuvens. De repente o ritmo se acelerava; meu coração saltava dentro do peito. E nessa hora, quando os olhos se encontravam em uma reta única, e as mãos se apertavam como se para nunca soltar; a cabeça se inclinava (a minha pra cima e a dele pra baixo), e eu tinha que ficar na ponta dos pés para que nossos lábios finalmente conversassem. Sem palavras. Só estalos. Eu queria tanto que durasse! Pena que acabou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4123633839441539320?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4123633839441539320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4123633839441539320&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4123633839441539320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4123633839441539320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/06/se-bastasse-sonhar.html' title='Se bastasse querer.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1967863200676879536</id><published>2009-04-02T20:41:00.001-03:00</published><updated>2009-04-02T22:42:43.822-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Bola fora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Falar pouco é uma arte que eu não domino. Sou sempre prolixa demais, repetitiva demais; falo coisas que sei que não me cabem, só para me arrepender depois. Deve ser masoquismo inconsciente, ou burrice incurável. Costumo dizer que no meu coração, eu mando; mas que da minha boca eu sou refém. Preciso aprender a calar, quando as palavras falham; e acreditar que as coisas podem ser reais, ainda que eu não possa descrevê-las. Tenho essa mania esquisita de pensar com um lápis na mão, e fico desenhando figuras sem sentido, tentando dar formas às abstrações que me vêm à mente. Síndrome de São Tomé? Vai saber. Pra quem só acredita vendo, eu devo usar o grau errado, porque tudo que eu vejo é distorcido, todas as minhas idéias são perturbadas. Quando eu penso que a bola vai entrar, a trave se move e é só tiro de meta para o time adversário. E quando ela finalmente entra, é impedimento. Ô, seu juiz, dá um tempo, né? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1967863200676879536?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1967863200676879536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1967863200676879536&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1967863200676879536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1967863200676879536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/04/bola-fora.html' title='Bola fora'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-626682624812692799</id><published>2009-03-31T18:57:00.010-03:00</published><updated>2009-06-14T11:20:13.037-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>Ciranda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A vida hoje me pregou uma peça. E parece que é sempre assim; ela (a vida) se diverte nos fazendo de bobos. E os tiros saem pela culatra, a verdade se contradiz, os sentimentos se invertem, e (aí) a trama toda se complica; e o mocinho vira vilão, o príncipe vira sapo, a princesa cai da torre e o dragão a segura, voando pelos céus com suas asas de anjo (que caiu). Se esperamos demais por algo, surge a decepção, vinda não sei de onde, só pra atazanar. E quando já estamos cansados dela, desmotivados e decididos a jogar tudo pro alto, acontece "aquela coisa" que faz tudo mudar. É nessa hora que as cores se tornam mais intensas, e até o preto parece mais cinza, o branco quase vira luz. De repente, toda música que toca, toca pra você; e os cheiros te lembram os cheiros daqueles outros cheiros que você sentiu e gostou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acho que é daí que vem aquela idéia de pensamento reverso; de ficar pensando no não para ver se vem um sim... mas eu não acredito nisso. Minha teoria é que tudo são pontos de vista, e só. Quando o contentamento é grande, o brilho dos olhos ofusca “aquelas coisinhas” que seriam “grandes coisas” se pudéssemos enxergá-las. Chamo isso de ponto cego. E qual a solução? Não tem. E pra que solução? É tão bom quando a peça que a vida prega é a peça que estava faltando para nosso quebra-cabeça! (que quebra, e fica de ponta cabeça, e muda conforme a gente muda) Eu aconselho escrever um livro, pra relembrar quantas vezes der na telha o gosto daquela velha surpresa, e esperar por mais. E quando o mais não vier, e a decepção chegar, blá blá blá blá, pois eis que chega a roda viva... e tudo volta pro lugar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-626682624812692799?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/626682624812692799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=626682624812692799&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/626682624812692799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/626682624812692799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/03/ciranda.html' title='Ciranda'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-257265127694575757</id><published>2009-03-22T15:38:00.014-03:00</published><updated>2011-05-05T14:32:22.197-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Homem fiel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele estava completamente concentrado em seus relatórios diários quando bateram à porta. Parou por um instante, elevando um pouco o queixo, depois voltou a escrever.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente, bateram à porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Senhor, posso entrar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma voz feminina, quase sensual. Melíflua, parecia que deslizava nos ouvidos dele. A famosa voz de travesseiro, que, como se feita de pluma, se abraça com o vento e fica dando voltas e voltas até finalmente cair (ou sumir – como um sussurro).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo sentindo-se tentado, ele se limitou a um “uhum”. Não tinha tempo para comportamentos adolescentes, apesar de sentir-se altamente excitado com a idéia de ter um caso com sua belíssima secretária. Além do mais, era um homem casado, não deveria prestar-se àqueles pensamentos infames.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela entrou na sala. Usava uma saia justa – na altura do joelho – e um suéter carmesim. Tinha os cabelos presos, mas alguns fios escapavam ao penteado, emoldurando-lhe o bonito rosto, contemplado com um par de belos olhos verdes. Um semblante impecável, não fossem as olheiras escuras abaixo dos olhos e o nariz levemente corado, como quem andou chorando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, apesar da aparência estonteante da mulher e do impulso devastador de oferecer-lhe algum consolo, ele continuou concentrado na papelada sobre a escrivaninha... Precisava se controlar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Senhor, é a terceira vez que sua esposa liga. Ela parecia angustiada... Você não deveria atender a ligação?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Não. Ela sabe que não deve me incomodar durante o trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Mas senhor, parece ser muito importante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Pois diga a ela que resolveremos tudo quando eu chegar em casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Mas o senhor sempre chega muito cansado em casa, e acaba dormindo durante as discussões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Isso não é de todo verdade. – ele disse, sem desviar a atenção dos papeis, resistindo à atração quase magnética que o decote dela exercia sobre seus olhos. – Me sirva um pouco de café, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Realmente, é uma verdade incompleta. O Senhor dorme durante o sexo também! – ela acusou, enquanto enchia um copo na máquina de café expresso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Mas isso é um absurdo! Não vou discutir minha vida sexual com minha secretária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– E sua esposa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– O que disse?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Sua secretária e esposa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele olhou-a por cima do copo, com uma sobrancelha arqueada. Parecia furioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Onde você quer chegar? Nós já combinamos que aqui eu sou apenas o seu patrão, e como tal, mereço seu respeito integral. Não posso tolerar esse tipo de comportamento, entendeu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Pois eu me demito!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Está bem. Esse é seu aviso prévio? Quando pretende deixar a empresa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Você não entendeu, eu me demito como sua esposa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem pareceu chocado ao ouvi-la, e suas feições passaram por uma seqüência de cores e expressões, entre vermelho-raiva, roxo-indignação e cinza-tristeza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Se é o que você quer... Mande seu advogado falar comigo mais tarde para resolvermos a questão do divorcio. Pode ir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela sentiu um aperto na garganta, os olhos ficaram embaçados; a voz saiu embargada de um choro iminente, contido pelo orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Sim senhor. Eu... – como não pudesse completar, ela simplesmente deu-lhe as costas para se retirar, mas ele a impediu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Espere! - chamou. - Eu e a minha esposa, nós já estamos tecnicamente separados, não é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Sim. Você está completamente livre, se é isso que quer saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então um braço forte a envolveu de repente, e seu corpo chocou-se com o corpo másculo do homem, agora de pé à sua frente. Ele ofegava, e ela sentiu uma onda de calor subir por seu corpo quando as mãos dele pousaram-se bruscamente sobre suas pernas, e suas bocas encaixaram-se num beijo faminto, cheio de desejo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-257265127694575757?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/257265127694575757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=257265127694575757&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/257265127694575757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/257265127694575757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/03/homem-fiel.html' title='Homem fiel'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-882184826971877233</id><published>2009-03-22T00:43:00.014-03:00</published><updated>2009-08-10T09:36:55.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Ausente.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ausente em mim, é como estou me sentindo. Como se faltasse um pedaço meu, algo que perdi no caminho, que caiu da mochila. Eu procurei, tentei reconstruir meus passos, mas acho que os pássaros comeram as migalhas de pão que deixei marcando o caminho... É difícil explicar o que estou sentindo, porque, na verdade, o que estou sentindo é a ausência do sentimento; do sentimento que antes queimava forte dentro de mim, me motivando, me dando asas, e agora parece morrer, parece que está sendo soterrado por um furacão de sensações estranhas,que eu nunca tinha provado. Estou com medo, com frio, e eu me sinto tão só! As paredes tão brancas parecem que estão se comprimindo ao meu redor, e eu me sinto tão fraca, tão frágil! Eu não tenho mais forças para fingir, eu simplesmente estou perdida entre o abismo que existe entre o que eu sou e o que eu planejei ser. Tudo devia ser tão diferente... eu queria que fosse tão diferente! Eu queria um sinal de que não vou me frustrar de novo se investir mais de mim nisso, ou o que sobrou de mim. Eu não tenho mais sonhos, sonhos de verdade, aqueles que você acorda querendo continuar dormindo, e fecha os olhos para tentar começar de onde parou... eu não os tenho mais, sequer me lembro da última vez que sonhei. E eu não faço mais planos, não consigo pensar em como vai ser o futuro, mesmo que o futuro seja tão próximo quanto o amanhã. Eu não consigo mais ser otimista, não consigo mais encenar minha força de vontade, porque eu não tenho força e nem vontade! Eu estudo compulsivamente, eu me escondo atrás dos livros, tenho tanto medo que eles me engulam, que eu engulo eles. Mas só consigo me desesperar mais, me sentir mais fraca, mas incapaz! E mais só! Eu estou ficando só! Não me deixem só! Eu estou com tanto medo! E as paredes, essas paredes brancas, elas estão se fechando tão rápido... e o telefone, ele tá mudo, eu estou muda, com aquele bolo na garganta, aquela coisa estranha na boca do estômago... Eu preciso de ajuda. Minha mãe estava certa, afinal. Eu estou me fechando dentro de mim, mas aqui dentro é tão frio e tão solitário!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-882184826971877233?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/882184826971877233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=882184826971877233&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/882184826971877233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/882184826971877233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/03/ausente.html' title='Ausente.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8998524061149283885</id><published>2009-03-18T22:17:00.042-03:00</published><updated>2009-08-10T09:36:46.603-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>Semáforo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/ScGtm55CT3I/AAAAAAAAAPM/zzfeSfQezLQ/s1600-h/semÃƒÂ¡foro.jpg"&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que, sem perceber, nós passamos a viver no automático. Não olhamos mais pela janela, pois já conhecemos a paisagem; e, se não olhamos, não percebemos que a paisagem nunca é a mesma. São tantos detalhes que deixamos de ver, tanta coisa que deixamos de viver por presunção, por achar que o nosso tempo é precioso demais para gastar com capítulos repetidos, que esquecemos que sempre há segredos escondidos nas entrelinhas das histórias... segredos que poderiam mudar nosso dia, e porque não nossa vida? Talvez haja, entre aqueles tantos personagens coadjuvantes dos nossos dias, um protagonista escondido; e tudo que precisamos é notar o seu sorriso. Pense nisso. Pense no semáforo! E aproveite para diminuir os acidentes de trânsito rs.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8998524061149283885?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8998524061149283885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8998524061149283885&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8998524061149283885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8998524061149283885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/03/atencao-para-seguir.html' title='Semáforo'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4053190383653799366</id><published>2009-03-14T13:31:00.010-03:00</published><updated>2009-10-01T10:49:17.504-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>São sentimentos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando estamos tristes, parece que há uma bomba de sucção dentro do nosso peito, sugando todas as boas emoções e sensações, sem nos deixar senti-las ou vivê-las. Entretanto, acho que a culpa é nossa. Nós nos apegamos tanto à nossa tristeza que ela, de repente, parece maior e mais forte. É como numa queda infinda: chega um ponto que nós paramos de gritar, mas continuamos a ouvir os ecos do nosso próprio desespero, quando ele na verdade já se foi, e somos somente nós e a gravidade. Mas se formos pensar, cair não é tão ruim... é só colocar o mundo de cabeça pra baixo e pronto, estamos subindo! Há sempre duas versões pra tudo, dois pontos de vista, ou até mesmo mais. O que nos falta é, afinal, um pouco mais de fé para acreditar que nada é vão, embora assim pareça quando estamos tristes ou magoados demais. O segredo é inverter as coisas. Como seres pessimistas que somos, mesmo quando estamos no auge de um grande amor, surge aquela duvida chata, alfinetando a nossa felicidade instantânea: “e quando o amor acabar?” Temos sempre um pouco de medo de nos entregar, por saber (mesmo sem saber que sabemos) que as coisas na vida são muito efêmeras. Hoje estamos loucamente apaixonados, amanhã descobrimos que aquela pessoa não era para nós. Porque não fazer o contrário, então? Pensar que o amor é pra sempre e que a tristeza pode acabar a qualquer momento? É disso que eu estou falando: de prolongar coisas boas e resumir as ruins; de aproveitar o que a vida oferece de bom e aprender com o que há de ruim, sem essa de pensar que vai ser ruim pra sempre. Conhece o jogo do contente? Se não, posso resumi-lo em uma palavra: otimismo. A verdade é que sentimentos são mesmo fáceis de mudar, e nós somos mesmo umas metamorfoses ambulantes. Contudo, &lt;em&gt;como tudo&lt;/em&gt;, nós sempre podemos esperar que mudem para melhor, não é? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4053190383653799366?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4053190383653799366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4053190383653799366&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4053190383653799366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4053190383653799366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/03/sentimentos-sao.html' title='São sentimentos.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-3652442959216145641</id><published>2009-03-12T02:24:00.034-03:00</published><updated>2010-04-05T20:45:28.780-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SbioNfScMNI/AAAAAAAAANM/9Hg6vAAkI-s/s1600-h/lack_of_direction___by_marii85.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312180710174109906" src="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SbioNfScMNI/AAAAAAAAANM/9Hg6vAAkI-s/s400/lack_of_direction___by_marii85.jpg" style="float: left; height: 245px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- mãããe, eu não quero fazer terapia!&lt;br /&gt;- disso eu já sei, mas me dê um bom motivo para dizer não a algo que você nem conhece...&lt;br /&gt;- eu acho que sou capaz de superar meus problemas sozinha.&lt;br /&gt;- eu disse um bom motivo!&lt;br /&gt;- e?&lt;br /&gt;- bons motivos não começam com “eu acho”.&lt;br /&gt;- ok. então me dê um bom motivo para eu fazer terapia...&lt;br /&gt;- eu acho que você está se fechando cada vez mais para os outros.&lt;br /&gt;- “você acha” não é um bom motivo!&lt;br /&gt;- isso não conta quando quem acha é sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;Então, a partir de hoje, o blog fica aberto para comentários! Prova de que posso me abrir para os outros... [colocação estranha] ahm... posso ser menos fechada para os outros [agora sim!] sem terapia! &lt;span style="color: silver;"&gt;(não posso?)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-3652442959216145641?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/3652442959216145641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=3652442959216145641&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3652442959216145641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3652442959216145641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/03/fala-serio.html' title='...'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SbioNfScMNI/AAAAAAAAANM/9Hg6vAAkI-s/s72-c/lack_of_direction___by_marii85.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-6520381982390292742</id><published>2009-03-05T19:47:00.015-03:00</published><updated>2009-11-28T10:17:23.749-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Poligamia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SwqPASYTh-I/AAAAAAAAAkk/yLuiyDEejRo/s1600/Love_has_many_faces_by_sommerbietjielaf.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407291537708255202" src="http://1.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SwqPASYTh-I/AAAAAAAAAkk/yLuiyDEejRo/s320/Love_has_many_faces_by_sommerbietjielaf.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 320px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 238px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos quatro:&lt;br /&gt;Você e ela&lt;br /&gt;Ele e eu&lt;br /&gt;Você beija ela&lt;br /&gt;Ele beija eu&lt;br /&gt;Se eu emprestar ele pra ela&lt;br /&gt;Posso te chamar de meu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-6520381982390292742?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/6520381982390292742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=6520381982390292742&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6520381982390292742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6520381982390292742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/03/poligamia.html' title='Poligamia'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SwqPASYTh-I/AAAAAAAAAkk/yLuiyDEejRo/s72-c/Love_has_many_faces_by_sommerbietjielaf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8392011339001037149</id><published>2009-03-02T12:13:00.014-03:00</published><updated>2009-11-28T10:16:29.128-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>A primeira vista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;– Posso me sentar aqui?&lt;br /&gt;A moça de grandes olhos fitou-o por segundos, mas a ele os segundos pareceram se prolongar por uma, duas, quem sabe três horas. Os olhos dela eram como dois imensos buracos negros; tragavam-no e transportavam-no para outra dimensão, onde ele mandava e o tempo atendia.&lt;br /&gt;Embaraçada, ela desviou o olhar e sorriu um sorriso tímido.&lt;br /&gt;Ele se sentou.&lt;br /&gt;– Você tem belos olhos. – e disse se inclinando sobre a mesa, aproximando um pouco mais o rosto do dela. Ela se afastou um pouquinho, o sorriso tímido se alargou, as bochechas, outrora alvas como papel, tornaram-se rubras e quentes.&lt;br /&gt;– Você vem sempre aqui, não é? – ele continuou a falar – oh, por favor, não pense que essa é uma daquelas cantadas baratas. Eu disse isso porque sempre a vejo por aqui, sentada nessa mesma cadeira. Essa não foi a primeira vez que quis me sentar contigo, na verdade, todos os dias eu ensaio palavras pra lhe dizer, fico inventando pretextos para chegar mais perto, qualquer coisa para puxar assunto; até pensei naquele velho truque de esbarrar... mas toda vez que eu lhe via, eu pedia a coragem. Não sei, acho que é esse seu jeito de olhar, que parece que tá me vendo por dentro, que parece que eu to sem roupa, sem pele, se nada; parece que sou apenas um coração acelerado sobre duas pernas trêmulas, falando compulsivamente a cada batimento. Eu sei, você deve está me achando um grande idiota, talvez até esteja prendendo o riso agora, mas eu não me importo; porque eu sou mesmo um grande idiota, mas sou um idiota apaixonado. Sim, você vai dizer que sou muito precipitado, que a gente nem se conhece... mas não é verdade! Eu acredito em amor à primeira vista, sempre acreditei. Aliás, você é meu amor à primeira, segunda, terceira, quarta vista! E será sempre o meu amor, não importa quantas vezes eu a veja.&lt;br /&gt;Houve um silêncio.&lt;br /&gt;Ela se inclinou sobre a mesa, igualzinho a ele, deu-lhe um beijo na boca e foi embora.&lt;br /&gt;E ele ficou lá na cadeira, olhando ela se afastar.&lt;br /&gt;– Você viu? Ela me beijou! Ela me beijou! Acha que ela vai considerar o que eu disse? – perguntou à garçonete, que retirava a xícara meio-cheia que a moça esquecera. Ele estava em estado de êxtase.&lt;br /&gt;– Aquela moça surda? Acho que não.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8392011339001037149?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8392011339001037149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8392011339001037149&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8392011339001037149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8392011339001037149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/03/primeira-vista.html' title='A primeira vista'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4128977463684449919</id><published>2009-03-02T10:21:00.005-03:00</published><updated>2009-11-23T10:11:05.833-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Excessos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;de&lt;br /&gt;tanto&lt;br /&gt;sorri-te&lt;br /&gt;chorei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4128977463684449919?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4128977463684449919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4128977463684449919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4128977463684449919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4128977463684449919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/03/excessos.html' title='Excessos'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-6760596623741975924</id><published>2009-02-23T23:44:00.010-03:00</published><updated>2009-11-29T09:16:23.486-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Qualquer intenção'/><title type='text'>com açúcar, com afeto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;não há mal nenhum em sentir medo. O medo nada mais é que uma reação natural do ser humano quando se vê perante uma situação inusitada ou cujo final se desconheça. Mas qual seria a motivação da vida se nós soubéssemos como seria o futuro? O amanhã só a Deus pertence; não é isso que se diz? Então confie nele e caminhe pela estrada da sua vida sem se preocupar com os espinhos, porque você não está descalça e você não está sozinha. Eu serei seu anjo companheiro quando você precisar, e serei seus sapatos quando seus pés estiverem doendo. Mas mesmo que não houvesse eu, ainda haveria você, que tem uma força descomunal dentro do seu coração. Então não chore, bem meu, poupe suas lágrimas para os dias mais felizes que nós havemos de ver nascer (juntas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;para uma amiga atemporal.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-6760596623741975924?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/6760596623741975924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=6760596623741975924&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6760596623741975924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6760596623741975924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/02/minha-linda-nao-ha-mal-nenhum-em-sentir.html' title='com açúcar, com afeto'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-3977632227204111870</id><published>2009-02-21T07:40:00.005-03:00</published><updated>2009-06-14T11:19:29.381-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>Cantiga de escarnio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não sei porque cargas d’água as pessoas querem ser todas iguais umas as outras. De repente, todo mundo tem os mesmos gostos, todos os gostos tem um mesmo mundo. Havaianas, todo mundo usa. Itaú, com você em todos os momentos. Volkswagen, você conhece, você confia. Entretanto, ninguém escuta por aí frases como “saúde pública, todo mundo tem”, “segurança, você merece”, “educação para todos, conhecimento não tem preço”. Mas também... pra que todas essas coisas, não é mesmo? Pra que se preocupar com a maior parte da população que está dormindo nas calçadas e tomando banhos no canais? Ah, faça-me o favor... viva o lado coca-cola da vida! saia para beber com seus amigos descolados, compre um cigarro para poluir seus pulmões, gaste seu dinheiro com roupas e sapatos, mas não esqueça de botar a mão no joelho e balançar a bundinha, hem? Oh, desculpe, isso está ultrapassado! a moda agora é o creu, é abrir o som do porta mala e chamar a nega pra dançar, é aproveitar a fossa ouvindo aquelas músicas repetitivas que fazem do amor um lugar comum e rendendo lucros para o mercado de bebidas alcoólicas. A propósito, beba, beba muito, encha a cara, morra de cirrose hepática, mas não dirija, ok? porque números não mentem, e não pega bem todo mundo ficar sabendo que metade das mortes diárias do nosso país acontecem porque somos irresponsáveis o bastante para colocar cinco propagandas de cerveja a cada intervalo de sete minutos que você assiste na tv... e sabe como é, bêbado rende um lucro empurrado! Menos os bêbados pobres né? Porque esses só fazem lotar os hospitais públicos e dormir das paradas, importunando a população de respeito... esses podem morrer que ninguém vai nem sentir falta. Mas tudo bem, não se preocupe com isso, afinal, é carnaval! Vá dançar frevo até o sol nascer, subir e descer ladeiras... quem sabe assim você não faz um pouco de exercício físico? Mas não faça muito não, viu? Porque nós precisamos que você enfarte para que os médicos possam ganhar dinheiro salvando sua vida, senão precisaremos deixar as mulheres ainda mais paranóicas com seus corpos, para que imitem as celebridades e arranquem uma ou duas costelinhas para ficarem com cintura fina. Aliás, seja toda fina, hem? Porque a moda é ser magro. Se você não é, comece logo a vomitar depois das refeições, é tiro e queda! Melhor até que aquele shake que você comprou na propaganda da recorde. Comprem, trabalham, troquem seus carros, entupam suas veias, venerem seus ídolos, assistam novelas. Marchem, soldados, marchem! Que vocês são parte do nosso incrível exercito de alienados. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-3977632227204111870?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/3977632227204111870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=3977632227204111870&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3977632227204111870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3977632227204111870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/02/cantigas-de-escarnio.html' title='Cantiga de escarnio'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4858472757218589835</id><published>2009-02-20T10:07:00.008-03:00</published><updated>2009-03-22T15:59:33.908-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>nota:</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;quero quebrar as correntes do receio e enfrentar o exército da incerteza. não vou mais permitir que minhas emoções sejam minha fraqueza, e não farei do "o que eu &lt;strong&gt;tenho&lt;/strong&gt; que fazer" um motivo para não fazer o que eu &lt;strong&gt;quero&lt;/strong&gt;. meus sonhos serão minha espada, a perseverança o meu escudo. e você &lt;em&gt;medo...&lt;/em&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;que seja mudo, mudo, mudo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4858472757218589835?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4858472757218589835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4858472757218589835&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4858472757218589835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4858472757218589835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/02/observacao.html' title='nota:'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4437170658550199786</id><published>2009-02-20T01:08:00.004-03:00</published><updated>2009-09-10T21:51:01.416-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>destino.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O destino não toma decisões por ninguém, apenas oferece as opções. Mas ele também não admite trapaças. Se você escolhe um caminho, tem que ir até o fim... não vale parar no meio, não adianta voltar atrás. Nas páginas velhas e secas do livro da nossa vida, nossos passos são como letras e nossas escolhas são como nossa sombra ao meio dia: fogem pra debaixo dos nossos pés e andam juntinho com a gente, pé ante pé.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4437170658550199786?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4437170658550199786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4437170658550199786&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4437170658550199786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4437170658550199786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/02/des-ti-no.html' title='des&lt;b&gt;ti&lt;/b&gt;no.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-3477542465660995291</id><published>2009-02-16T17:31:00.017-03:00</published><updated>2009-06-17T13:51:10.357-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>crescimento exponencial do universo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O espírito se arrepia quando o cheiro doce da sua pele se propaga no ar. Esse aroma trescalante que se entrelaça nos dedos da brisa e parte pela avenida, beijando rostos que não são meus.&lt;br /&gt;Sinto então ciúme do vento que, a todo o momento, lhe rouba de mim. E que cruel é o tempo que, em outro momento, discorre sem contrição, apenas para que meus caminhos se percam dos seus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo tem mesmo esse mau hábito de passar sempre depressa quando a gente tá sem pressa. Ele faz isso de propósito. É um prazer sádico que ele tem. De ver fulano correndo atrás do vento, pensando que, com o tempo, se encontrará com Deus.&lt;br /&gt;Mas a verdade é que fulano nem vai nem vem. Anda em círculos, quadrados e triângulos, mas anda sempre aquém. E espera a vida passar de trem pra levá-lo além desse céu negro, onde estrelas moram longe dos perigeus. Onde seu cheiro beija a flor, e beija-flor sou eu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-3477542465660995291?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/3477542465660995291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=3477542465660995291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3477542465660995291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3477542465660995291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/02/cescimento-exponencial-do-universo.html' title='crescimento exponencial do universo.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8041046409485817517</id><published>2009-02-16T09:56:00.018-03:00</published><updated>2009-11-29T09:21:15.910-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demasiadamente prolixo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>Lentes de aumento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há dois anos, eu &lt;s&gt;enxergava&lt;/s&gt; bem. Franzia um pouco a testa para olhar pra longe, estreitava um pouco os olhos para ler coisas muito pequenas, mas enxergava tudo. Eu até pensei em fazer um exame de vista, mas só porque vi uns óculos muito bonitos numa vitrine uma vez; ele tinha as hastes vermelhas e, se eu não me engano, um coração em auto-relevo na lateral. No entanto, como era de se esperar, acabei esquecendo dos óculos e nem fiz exame nem nada... acho até que encontrei algo mais interessante para gastar o meu dinheiro.&lt;br /&gt;Um ano mais tarde, comecei a sentir fortes dores de cabeça. Eu ainda estreitava os olhos para ler, mas agora não fazia muito efeito; eu precisava caminhar para perto do escrito para enxergar melhor. Passei a sentar na primeira cadeira no colégio, e tive que começar a acordar mais cedo por isso, já que (é incrível como) todos querem sentar na primeira banca(!). Eu, sinceramente, não gosto muito; meu pescoço dói de ficar olhando pra cima, e os professores decoram suas feições e pedem seus cadernos emprestados para ver onde pararam na aula anterior. O problema eles nunca pediam o meu caderno quando a matéria estava em dia, mas bastava eu passar a aula escrevendo bobagens que me escolhiam... aposto como era de propósito! Mas isso não vem ao caso. Fato é que eu não agüentei sentar na primeira fileira por muito tempo, e como sentar mais atrás me custava um grande esforço ocular, eu acabei procurando um oftalmologista. Lembro até que o médico era super bonitinho, acho que era recém-formado, tinha olhos cor de mel-de-abelha e disse que eu era “muito esperta”. Não que seja o tipo de elogio que eu gosto de receber de alguém que acho bonito, mas ficou marcado. De qualquer forma, ele descobriu que sou míope; um grau pequeno, na verdade, era provável que nem me causasse nenhum desconforto, se eu não forçasse tanto os olhos, assistindo tantas aulas e passando tantas horas na frente de um computador. Contudo, não sendo o caso, ele me aconselhou o uso de óculos. No final de semana que se seguiu fui com minha mãe ao shopping... aqueles óculos que eu tinha gostado haviam sido vendidos e eu acabei comprando outros, também vermelhos, mas em vez de coração, eram orelhas do coelhinho da playboy da lateral. Não me deixei abalar por isso; estava na promoção e, com o dinheiro que economizei, comprei um livro novo para eu ler no ônibus e no elevador.&lt;br /&gt;Bom, mais eu contei tudo isso só pra dizer que passei a enxergar bem melhor com os óculos. Tudo parecia mais claro, e os rostos das pessoas pareciam mais nítidos, os sorrisos mais brancos e, principalmente, as letras pareciam mais legíveis. Achei incrível quando eu consegui ler a mensagem que a nossa coordenadora sempre colocava na porta, mesmo sentada na última banca. A mensagem dizia: “é lindo um por-do-sol visto da praia, mas, mais lindo, é ver a trilha que você deixou na areia para vê-lo mais de perto”.&lt;br /&gt;Às vezes a gente precisa de lentes de aumento para ver melhor as coisas, mas só descobrimos isso quando sentimos os sintomas da cegueira. Às vezes, é alguém do nosso lado que não tá vendo, e nós sabemos disso, mas não podemos emprestar a eles as nossas lentes de aumento, porque elas só fariam com que eles vissem as coisas de forma distorcida.&lt;br /&gt;Cada um necessita de um grau diferente e cada um leva seu tempo para descobrir qual é. E vai ver você nem necessita! Vai ver é só vista cansada...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8041046409485817517?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8041046409485817517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8041046409485817517&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8041046409485817517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8041046409485817517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/02/lentes-de-aumento.html' title='Lentes de aumento'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-176260247535179952</id><published>2009-02-09T10:40:00.014-03:00</published><updated>2009-03-31T19:38:40.626-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Conversação</title><content type='html'>— Qual o melhor dia para morrer?&lt;br /&gt;— Que papo fúnebre...&lt;br /&gt;— É, ando meio assim.&lt;br /&gt;— Porque?&lt;br /&gt;— Não sei porquê. Qual o melhor dia para morrer?&lt;br /&gt;— Não existe melhor dia para morrer.&lt;br /&gt;— Como não?&lt;br /&gt;— Não existe um dia bom para coisas ruins.&lt;br /&gt;— Você gosta de ir ao médico?&lt;br /&gt;— Não.&lt;br /&gt;— Você vai?&lt;br /&gt;— Vou.&lt;br /&gt;— Qual o melhor dia para ir ao médico?&lt;br /&gt;— Quando estou doente.&lt;br /&gt;— Hm...&lt;br /&gt;— O que?&lt;br /&gt;— Não seria bom se um médico pudesse diagnosticar a morte?&lt;br /&gt;— Não.&lt;br /&gt;— Como não? Poderíamos fazer aquelas coisas que não fazemos por medo, ou por conveniência, ou mesmo por comodismo.&lt;br /&gt;— Não precisamos estar morrendo para fazer essas coisas.&lt;br /&gt;— Mas se fizermos vivos, podemos nos arrepender.&lt;br /&gt;— Quem garante que não há arrependimento pós-morte?&lt;br /&gt;— Hm...&lt;br /&gt;— O que agora?&lt;br /&gt;— Nada, estou só pensando no que você disse.&lt;br /&gt;— Sobre o arrependimento pós-morte?&lt;br /&gt;— Não, sobre fazer as coisas...&lt;br /&gt;— Que coisas você gostaria de fazer?&lt;br /&gt;— Não posso dizer.&lt;br /&gt;— Porque?&lt;br /&gt;— Eu perderia a coragem.&lt;br /&gt;— Então não diga, faça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Você me beijou.&lt;br /&gt;— Você disse para eu fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Você também me beijou.&lt;br /&gt;— Foi...&lt;br /&gt;— Você se arrependeu?&lt;br /&gt;— Não.&lt;br /&gt;— Que bom que não estou morrendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-176260247535179952?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/176260247535179952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=176260247535179952&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/176260247535179952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/176260247535179952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/02/qual-o-melhor-dia-para-morrer-que-papo.html' title='Convers&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;ação&lt;/font&gt;'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-5591073922278946246</id><published>2009-02-08T09:40:00.014-03:00</published><updated>2010-04-05T21:14:38.068-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terceirizado'/><title type='text'>C a t i v a r</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SY7TmR5ZzTI/AAAAAAAAAKA/znEnFACRFwc/s1600-h/Le_Petit_Prince__Et_Le_Renard__by_SandOfSahara.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300406466054311218" src="http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SY7TmR5ZzTI/AAAAAAAAAKA/znEnFACRFwc/s400/Le_Petit_Prince__Et_Le_Renard__by_SandOfSahara.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 283px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E foi então que apareceu a raposa:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bom dia, disse a raposa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sou uma raposa, disse a raposa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah! Desculpa, disse o principezinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após uma reflexão, acrescentou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que quer dizer cativar ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Criar laços?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a raposa voltou a sua idéia:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por favor, cativa-me! disse ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-5591073922278946246?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/5591073922278946246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=5591073922278946246&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5591073922278946246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/5591073922278946246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/02/o-pequeno-principe-antoine-de-saint.html' title='C a t i v a r'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SY7TmR5ZzTI/AAAAAAAAAKA/znEnFACRFwc/s72-c/Le_Petit_Prince__Et_Le_Renard__by_SandOfSahara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1105306860941569937</id><published>2009-02-06T10:26:00.012-03:00</published><updated>2009-11-29T09:16:27.614-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Qualquer intenção'/><title type='text'>Francamente,</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;não existe felicidade absoluta. Existem bons e maus momentos, e isso é tudo. Afinal, como alguém pode se declarar feliz, se o mundo que o cerca está desabando? Hoje pode ser um desconhecido nos jornais, mas quem garante que amanhã não será você? A gente sempre pensa que as coisas ruins nunca nos alcançarão, até que um dia elas batem à nossa porta e roubam nosso chão, e roubam nossos planos, e roubam cada uma das estrelas que clareavam nosso céu. E quando você se dá conta, tudo que lhe restou foi o breu. Você sente frio, você sente medo. E o que fazer nessa hora? Você pode procurar a felicidade em outras pessoas, em outros lugares, mas uma voz no seu peito vai lhe gritar: porque? Se toda a sensação boa que esse estado de espírito lhe traz vai acabar um dia e lhe roubar tudo novamente? Aí está a resposta: não procure a felicidade. Contente-se com momentos bons. E quando a felicidade se for novamente, você poderá lembrar desses momentos como pedaços felizes da sua vida. Pedaços que ficarão na memória para serem relembrados pelo prazer de tê-los vivido um dia, e não pela tristeza de tê-los perdido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;(para um grande amigo)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1105306860941569937?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1105306860941569937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1105306860941569937&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1105306860941569937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1105306860941569937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/02/francamente.html' title='Francamente,'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1540552685131844201</id><published>2009-02-04T21:02:00.012-03:00</published><updated>2011-02-27T10:05:44.811-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demasiadamente prolixo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>de veneta.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje foi um dia estranho e tumultuado. Caminhei por tantas ruas, entrei em tantas lojas, passei por tanta gente, falei com tantos estranhos, sorri para tantos motoristas, atravessei tantos semáforos e, entretanto, não fiz nenhuma diferença. Nem para mim, nem para ninguém. Eu apenas me deixei embalar pelo chacoalhar monótono do ônibus, fixei o olhar num horizonte imaginário, e passei o dia alienada sobre qualquer acontecimento a minha volta. Não lembro de ter reparado em nenhuma pessoa especial, nem mesmo num rapaz mais garboso que me houvesse cruzado o caminho. Não ajudei nenhum senhor(a) a atravessar a rua e, por incrível que pareça, ninguém me pediu um trocado na parada, ninguém me vendeu uma pipoca doce na faixa de pedestres. &lt;i&gt;Ninguém.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me como se eu existisse, &lt;i&gt;e só&lt;/i&gt;. Mas, sob o meu ponto de vista, existir não basta. É preciso &lt;b&gt;co&lt;/b&gt;existir. De que valem os sorrisos que se sorri automaticamente? São apenas reflexos espontâneos com os quais meu cérebro já está habituado; como desejar bom dia aos vizinhos, falar sobre o tempo com o porteiro e perguntar ao padeiro se o pão está quentinho.&lt;br /&gt;Odeio essa sensação de saber o que vai acontecer comigo. Gosto de ser pega de surpresa pela chuva. Gosto de encontrar, por acaso, uma pessoa que eu não via há muito tempo. Gosto de receber uma ligação inesperada. E gosto até de perder o ônibus de vez em quando... É como se fosse uma prova de que eu ainda não sou dona do tempo, que eu ainda não posso controlá-lo. O que não é de toda verdade, contudo. Eu sei que, se eu ligar a televisão de madrugada, metade dos canais vão estar fora do ar, mas na globo passa desenho animado. Sei que, se eu sair de casa às 6:30h, chego rapidamente ao meu destino; mas que se eu esperar para sair às 7:00h, provavelmente pegarei um trânsito do inferno e me atrasarei. Sei que o restaurante em frente ao meu antigo colégio abre para almoço às 11:30 e renovam a comida de meia em meia hora, até às 13:30; depois disso você tem que se contentar com os restos. Eu sei que a agência de banco tem uma fila imensa depois das 14hs e que fecha exatamente às 16h; não importa se você ficou esperando até 15:59, se na sua vez estiver dando 16h, volte outro dia! Eu sei que às 19hs em ponto começa a “voz do Brasil” no rádio. Sei que minha locadora não fecha às 22h, como diz no folheto, mas às 22:30h. Sei a duração dos filmes que vou assistir, a duração das músicas que vou ouvir, sei que se eu extrapolar os 200 minutos que tenho direito para ligações interurbanas, a conta de telefone vai vir mais cara. E sei de tudo, porque tudo é previsível. Todos são previsíveis. &lt;b&gt;Eu sou previsível&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Como eu disse, hoje foi um dia estranho. Acho que, afinal, não passo de uma espectadora; eu assisto da poltrona o show da vida passar e avançar rápidamente. E enquanto os protagonistas vão fazendo história, eu fico aqui, &lt;i&gt;escrevendo&lt;/i&gt; para não ficar de fora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1540552685131844201?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1540552685131844201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1540552685131844201&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1540552685131844201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1540552685131844201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/02/de-veneta.html' title='de veneta.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-665973770421375421</id><published>2009-01-30T18:27:00.000-03:00</published><updated>2011-02-27T10:20:59.265-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>Esta sombra que me esconde&lt;br /&gt;É a noite que me come&lt;br /&gt;E some dentro de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta lua que me acorda&lt;br /&gt;É corda que me enforca&lt;br /&gt;É força que me força &lt;br /&gt;Àbrir os olhos no escuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este muro que me cerca &lt;br /&gt;Esta vara que me pesca&lt;br /&gt;- para fora do sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o sono que me escapa&lt;br /&gt;É o eclipse da mente&lt;br /&gt;E o despertar da alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-665973770421375421?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/665973770421375421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=665973770421375421&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/665973770421375421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/665973770421375421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2011/01/insonia_30.html' title='Insônia'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-6796318219928563133</id><published>2009-01-26T20:43:00.025-03:00</published><updated>2009-02-08T09:56:10.123-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='despalavrando'/><title type='text'>espero que o fim de tarde venha com você.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SYJMLuxuKlI/AAAAAAAAAHg/Lq78av6QHL0/s1600-h/Sunshine_by_cliq.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296879876159973970" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SYJMLuxuKlI/AAAAAAAAAHg/Lq78av6QHL0/s400/Sunshine_by_cliq.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-6796318219928563133?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/6796318219928563133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=6796318219928563133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6796318219928563133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6796318219928563133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/01/moral-da-histria.html' title='espero que o fim de tarde venha com você.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SYJMLuxuKlI/AAAAAAAAAHg/Lq78av6QHL0/s72-c/Sunshine_by_cliq.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-1339827732867690007</id><published>2009-01-22T16:54:00.011-03:00</published><updated>2009-06-14T11:18:21.323-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meditando'/><title type='text'>Se o silêncio falasse,</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;seria como um sopro atônito de desabafo.&lt;br /&gt;Um som sincopado disposto entre códigos e ecos, uma mistura de todas as mágoas antes abarcadas e absorvidas. Ele choraria a morte de todos aqueles que imploraram pela vida, naquele ultimo momento, quando a voz está cava e trêmula demais para ser ouvida, quando parece que há um bolo na garganta impedindo que o ar siga o seu fluxo inato. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele choraria a desilusão de todos os amores perdidos, que, mudos, foram se perdendo no tempo, entre os vilões da mentira e do egoísmo, que estão sempre a sussurrar ao ouvido dos mais fracos. Sussurros, embora baixos, são ouvidos; enquanto o silêncio, que não tem voz nem nada, resigna-se em apenas tocar nas almas, como dedos de seda resvalando pelo espírito. Alguns sentem o arrepio e entendem... outros, porém, colocam a culpa no vento que, às vezes, ressoa como trombetas para que o silêncio se sufoque no vazio da própria impessoalidade.&lt;br /&gt;Ah, não deve ser fácil ser sempre impessoal e imparcial... ter que ficar sempre quieto e calado, como uma parede sem olhos nem ouvidos. Também não deve ser fácil ouvir os lamentos de todos sem nunca se queixar, sem nunca se lamentar também...&lt;br /&gt;E se o silêncio já houver se apaixonado? Deve nos invejar, quando nos ouve declamar um poema, confessar uma paixão, cantar aquela musiqueta chata que, embora seja mesmo chata, nos lembra daquele velho amor de verão.&lt;br /&gt;Se nos sentimos sozinhos, abraçamos o silêncio. Se estamos com medo, o acusamos de fúnebre. Se o barulho nos incomoda, clamamos por ele. E quando ele vem, o chamamos solidão...&lt;br /&gt;Se o silêncio falasse, eu o ouviria quietinha, até que ele se cansasse e adormecesse em meus braços, assim como eu (tantas vezes) o fiz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-1339827732867690007?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/1339827732867690007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=1339827732867690007&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1339827732867690007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/1339827732867690007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/01/se-o-silncio-falasse.html' title='Se o silêncio falasse,'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-3852743840715354786</id><published>2009-01-20T14:23:00.006-03:00</published><updated>2009-11-23T10:10:06.118-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lirismo transbordado'/><title type='text'>Bem-me-quer?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;As pétalas se desprendem,&lt;br /&gt;caem&lt;br /&gt;o vento leva embora.&lt;br /&gt;Embora em flora, descolora.&lt;br /&gt;Voam&lt;br /&gt;o vento trás o canto&lt;br /&gt;do pranto de quem chora&lt;br /&gt;agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-3852743840715354786?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/3852743840715354786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=3852743840715354786&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3852743840715354786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3852743840715354786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/01/bem-me-quer.html' title='Bem-me-quer?'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-8944940292141212776</id><published>2009-01-20T13:46:00.004-03:00</published><updated>2009-02-08T09:58:53.544-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='despalavrando'/><title type='text'>papo de surdo e mudo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SXYEisg53KI/AAAAAAAAAGg/vHEjP0ftBdE/s1600-h/hh.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293423406131829922" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 224px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SXYEisg53KI/AAAAAAAAAGg/vHEjP0ftBdE/s400/hh.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Wish you were here.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-8944940292141212776?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/8944940292141212776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=8944940292141212776&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8944940292141212776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/8944940292141212776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/01/papo-de-surdo-e-mudo.html' title='papo de surdo e mudo.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_veuF3uPpmvE/SXYEisg53KI/AAAAAAAAAGg/vHEjP0ftBdE/s72-c/hh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-3640945356509444259</id><published>2009-01-16T13:09:00.007-03:00</published><updated>2009-11-01T10:38:39.032-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terceirizado'/><title type='text'>Chicobuarcando</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alô, liberdade, desculpa eu vir assim sem avisar, é que eu estava à toa na vida de um sonhador titã, e seus olhos me chuparam feito um zoom. Pede pro tempo marcar seus caminhos, que os galos estão cansados de cantar! Um tempo que refaz o que desfez, recolhe todo o sentimento, e bota no corpo uma outra vez. Sim, vai e diz que o meu desalento já não tem mais fim; mais que na lua ou no comenta, eu entrego os pontos com o sangue impresso na gazeta. Diz que eu estive por pouco, diz que eu estou ficando louco! Os diamantes rolam no chão, o ouro é poeira, a fonte nunca mais que seca, e aquele poço não tem fundo, é um mundo, dentro um mundo. Palmas pra ala dos barões famintos, o bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do bulevar. Meu Deus, vem olhar a evolução da liberdade! Uma pirueta, duas piruetas. Bravo! Bravo! Todos juntos somos fortes, somos flecha e somos arco. Mas mesmo calada a boca, resta o peito, e eu quero inventar o meu próprio pecado, quero morrer do meu próprio veneno, e tropeçar no céu como se fosse um bêbado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-3640945356509444259?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/3640945356509444259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=3640945356509444259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3640945356509444259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/3640945356509444259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/01/falando-srio.html' title='Chicobuarcando'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4358027003460994832</id><published>2009-01-15T23:39:00.009-03:00</published><updated>2009-11-29T09:16:34.809-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Qualquer intenção'/><title type='text'>ei você,</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;esse papo de "não quero falar" não cola mais, nem esse seu jeitinho esquisito de dizer não dizendo sim. Do que você tem medo afinal? De se entregar a uma dança até seus pés se encherem de calos? De deixar seus cabelos emaranhados com o vento? ou que sua maquiagem escorra? Eu tenho um conselho. Saia detrás dessa sua máscara, toda essa base que você usa está te deixando branca demais. e você já reparou em quantas pessoas se deitam sob o sol para pegarem uma cor? fiz isso há pouco tempo, fiquei vermelha e ardida, mas continuo sendo a branquela do papai. sabe o que isso significa? as mascaras sempre caem, e algumas nem mesmo duram tempos o bastante para serem acreditadas. Em outras, só você acredita. Ou apenas quer acreditar? Dane-se. São apenas sacrifícios vãos que as pessoas vazias fazem para se sentirem mais preenchidas. Mas sabe o que mais? Não seja vazia. Sorria mais, perdoe mais, cante mais, sinta o cheiro da chuva mais vezes, e de repente você vais e sentir cheia de amor. Amor para dar. Amor que lhe foi dado. Porque as pessoas gostam de amar! Amam artistas, canções, animais de estimação e até mesmo dia das semanas. Porque não amariam você? Não precisa mudar. Procure o que há de bonito em você, mas não esconda o que há de feio com base. Não amenize as verdades com mentiras. Não deixe de sonhar para não acordar. Não deixe de se apaixonar pra não sofrer. Não deixe de andar de avião pra não cair. Voe alto, minha querida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4358027003460994832?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4358027003460994832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4358027003460994832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4358027003460994832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4358027003460994832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/01/ei-voc.html' title='ei você,'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-4449064778828887766</id><published>2009-01-15T11:29:00.003-03:00</published><updated>2009-02-08T10:00:30.485-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Só sei que foi assim.'/><title type='text'>Apenas mais uma de amor.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era uma sala pequena, mas a tintura branquíssima emprestava ao âmbito uma amplidão e uma placidez que não condiziam ao local. Quanto desespero já não se passara entre as paredes daquele hospital? Perguntava-se uma jovenzinha pálida de cabelos extremamente vermelhos, cujas pequeninas mãos repousavam sobre um livro de capa grossa e chamativa. Era um romance épico. Anastácia sorria para si mesma, imaginando em como os sentimentos eram intensos naquele tempo — ou pelo menos em como os artistas acreditavam nisso. Acreditar é o primeiro passo para conquistar, dizia ela ao seu irmão mais velho, quando ele demonstrava laivos de desapontamento para com a vida. Mas não era verdade? As pessoas morriam por amor, porque acreditavam em sua força. Agora, entretanto, morriam apenas por desastres, acidentes, homicídios ou mesmo suicídios. Tão triste, pensava ela. O sorriso em seu gosto parecia que ia se esvaindo aos poucos, enquanto os olhos dela se embebiam da agonia daquelas pessoas que, estando numa mesma sala, sequer pensavam em compartilhar sua dor uns com os outros. Todos fechados em seus casulos, ocupados demais com suas próprias amarguras.&lt;br /&gt;Anastácia relanceou os olhos, e suas íris esmeralda recaíram novamente sobre o livro. Abriu-o. Folheou-o. Naquelas palavras encontrava o alento que a realidade não oferecia. E que seus pés, impossibilitados de se moverem, não podiam partir em busca.&lt;br /&gt;Somente quando o som de ranger da porta se propagou pelas paredes da sala, Anastácia retornou a realidade. Esboçava um sorriso sereno nos lábios, um ar de quem desperta de um sonho bom e faz uma prece silenciosa para que seja verdade.&lt;br /&gt;Estivera em Roma, na Era em que homens enfrentavam leões para provarem seu amor. E Havia um rapaz: Benjamim Lourenço, o nome dele. Integrava o exercito de Marco Aurélio, um dos melhores cavaleiros, e acabara de regressar de uma guerra sangrenta contra os Germanos.&lt;br /&gt;Agora ele estava indo de encontro à sua secreta e amada Juliett, filha do imperador. Uma paixão proibida, certamente. Mas quando há amor verdadeiro, uma faísca transforma-se em fogaréu intenso num conciso piscar de olhos; e quando menos se espera, já não se ouve mais a voz da razão ou do bom senso, apenas as batidas violentas de um coração aflito de tanta saudade.&lt;br /&gt;Ele cruzou, em passos céleres, a grande multidão que festejava a volta vitoriosa dos cavaleiros de Roma. Havia uma imensa profusão de danças e bebidas; as mulheres felizes por seus maridos terem voltado em paz da guerra. Das que os haviam perdido, entretanto, pouco se lembrava. Mesmo naquele tempo, a alegria da maioria já ofuscava a tristeza dos poucos; dos parcos e opacos eremitas.&lt;br /&gt;Quando Benjamim transpôs os portões, estava a sorrir. Era um homem jovem e bonito, de tez trigueira, olhos negros como a noite que os acobertava quando fugiam para verem, juntos, a lua se posicionar no ponto mais alto do céu. Grande céu. Sendo ele (o céu) tão extenso, como as estrelas não se perdem? Indagava Juliett a si mesma, debruçada na janela, a esperar seu amado e amante, seu guerreiro e herói, ou, somente, seu querido &lt;em&gt;Ben&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Ela olhou-o se aproximar pelos jardins. E como eram lindos os jardins! Flores de todas as qualidades e cores; rosas, heliotrópios, lírios grandes e pequenos. Uma imensidão verdejante circundando o palácio colossal, erguido em mármore, coberto de hera.&lt;br /&gt;Benjamim se aproximou mais dos muros do palácio. Era o momento em que Juliett — enrolando os cabelos nas pontas dos dedos — sorri-lo-ia com suas feições de anjo, e confessaria ter orado todas as noites por sua volta. Anastácia sabia porque já lera aquele mesmo livro outras nove vezes (não possuía dinheiro para novos); em cada uma delas, imaginava novos detalhes no cenário, nas expressões, nas palavras... Era como se pudesse mergulhar mais profundamente nas páginas, se as folheasse o bastante. Mas, naquele momento, parara de folhear. O ranger da porta parecia ter se introduzido no curso da história, sobrepujando todos os outros sons.&lt;br /&gt;Anastácia fechou o livro, acariciando delicadamente a capa, e meneou a cabeça na direção da porta.&lt;br /&gt;Foi imediata, sua reação. Seus olhinhos verdes se estreitaram um pouco, ela pestanejou descrente. O insubstancial cheiro de flores que ainda respirava fora substituído por um cheiro amargo e agressivo de óleo dísel. Mas em despeito à drástica mudança de aromas, ela sorveu longos haustos de ar: era bom. Era como se sentisse o cheiro peculiar dos cavalos de Benjamim, aquela mistura entre suor e pólvora que era estranhamente entopercente, como um vício que não se quer largar. A surpresa maior veio em seguida, entretanto. Um homem fora o causador do ranger, ele adentrou a sala de espera apoiando-se das paredes. A camisa dele estava manchada de sangue na altura do ombro, e as mãos pareciam trêmulas e sem força. Quando Anastácia fitou-lhe o rosto pálido (de quem perdera muito sangue), sobressaltou-se. Aqueles olhos, tão escuros e profundos que mais pareciam buracos negros, eram embaraçosamente familiares, a pele morena, naturalmente bronzeada e castigada pelo sol; tudo e cada mínimo detalhe era igualmente belo e hipnotizante, como Benjamim na história.&lt;br /&gt;Anastácia, por curiosidade ou preocupação, deteve-se naquela figura por alguns instantes. Criara um homem no recôndito dos seus pensamentos e agora ele estava ali, à sua frente, cambaleando para junto de si.&lt;br /&gt;Quis ajudá-lo, mas não havia nada que pudesse fazer. Amaldiçoou seus pés inválidos por não poderem levá-la a ele, por privarem-na na honra de apoiá-lo em um dos seus ombros.&lt;br /&gt;— Benjamim! — clamou angustiada, ao vê-lo desabar ao chão, quase tocando seus (amaldiçoados) pés. — Ajudem-no, por favor! — implorou a ninguém em especial.&lt;br /&gt;Mas todos ainda pareciam demasiadamente alheados à realidade para se moverem. Apenas um senhor, já meio encurvado pela idade, ousou se manifestar. Ajoelhou-se diante do homem caído e ergueu-o o máximo que pôde. Um rapaz bem moço também se levantou depois, e, um minuto mais tarde, já havia cinco novas pessoas a ajudar. Postaram o misterioso numa cadeira ao lado de Anastácia. Ela mostrou-lhe os dentes brancos, tocando-lhe suavemente a tez grosseira do rosto dele.&lt;br /&gt;— Do que você me chamou? — a voz dele parecia gorgolejar, quando falava. E ele soltou um suspiro, como se estivesse muito, muito cansando; como se somente falar custasse-lhe um esforço enorme.&lt;br /&gt;— Benjamim.&lt;br /&gt;— É esse o nome que você dá a estranhos? — com os olhos fechados, ele retorceu os lábios num sorriso cheio de dor.&lt;br /&gt;— Não, esse nome é especialmente seu, estranho. Mas agora fique quieto, precisa poupar suas forças. Você levou um tiro? — ao perceber que sua pergunta exigiria dele uma resposta, acrescentou: — ora que tola eu sou, não responda, apenas descanse.&lt;br /&gt;“Benjamim” deve ter achado graça na forma como Anastácia se repreendia, mas não pode sorrir. Engasgou e começou a tossir sangue. Parecia que seus ossos chacoalhavam dentro dele, cada vez que seus pulmões expeliam rajadas de hemorragia interna.&lt;br /&gt;— Por favor, continue falando comigo. — ele implorou com suas últimas forças, e seus olhos se fecharam novamente. Estava mesmo muito, muito cansado.&lt;br /&gt;— Sim, claro. — e se pôs a contá-lo sobre Roma, sobre os cavaleiros destemidos e os leões. Contou-o sobre Benjamim e Juliett, sobre como o amor deles resistira até mesmo a repressão imperial e sobre como os finais felizes deveriam ser reais.&lt;br /&gt;Se ele ouvia, não demonstrava qualquer traço de atenção. Mas ela continuou a falar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-4449064778828887766?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/4449064778828887766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=4449064778828887766&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4449064778828887766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/4449064778828887766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/01/apenas-mais-uma-de-amor.html' title='Apenas mais uma de amor.'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2041905499017226870.post-6113423781146801823</id><published>2009-01-12T23:51:00.004-03:00</published><updated>2009-06-14T11:17:10.372-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='do lado de dentro'/><title type='text'>Avante, errante!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não sou, estou. Estou vivendo da forma mais errada que posso. Passo a madrugada acordada, durmo durante o dia. Digo o que não devo dizer, me faço de surda quando não quero ouvir. Ignoro quando me criticam, me empertigo quando me elogiam. Tenho medo do que não conheço, mas não conheço quase nada. Às vezes quebro promessas, às vezes prometo o que não posso cumprir. Sorrio quando estou triste, choro quando devia sorrir. Brigo quando estou de mau humor, fico de mau humor quando durmo pouco, durmo pouco quando tenho insônia, tenho insônia quando estou confusa, fico confusa quando tento me entender, tento me entender quando não entendo mais nada, não entendo nada quando deixo tudo para o ultimo momento, deixo tudo para o ultimo momento quando começo a hesitar, hesito quando não tenho certeza e não tenho certeza de nada que envolve sentimentos, acordes e números. Entretanto, dou tiros certos em alguns corações, canto alto algumas canções, e resolvo muitas equações. Estou vivendo da forma mais errada que posso porque, em meio a tantos erros, hei de um dia acertar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2041905499017226870-6113423781146801823?l=dezessetepoucosanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/feeds/6113423781146801823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2041905499017226870&amp;postID=6113423781146801823&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6113423781146801823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2041905499017226870/posts/default/6113423781146801823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezessetepoucosanos.blogspot.com/2009/01/avante-errante.html' title='Avante, errante!'/><author><name>Natália Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05052180840165192968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://1.bp.blogspot.com/-KYBkHlx62Gc/TZH382BKMrI/AAAAAAAAA7w/amVKay5Darg/s220/lok.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
